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sábado, 30 de abril de 2011

Umbanda e os Zeladores de Ovelhas...


MANIFESTO EM FAVOR DOS ZELADORES DE OVELHAS (VULGO PASTORES)

Caros irmãos da Umbanda (TODAS), Candomblé (TODOS) e Kardecistas (TODOS).

Há alguns anos vemos grassar na imprensa escrita, falada e televisionada a pregação insistente de pessoas que, além de se auto-intitularem “zeladores de ovelhas” (vulgo pastores), apresentam para “testemunhos” de seus “milagres”, os já famosos “EX TUDO” que teriam roubado, sequestrado, fumado, cheirado e, quando provenientes de “CASAS DE ENCOSTO”, como somos reconhecido por lá, teriam praticado todas as sandices possíveis em nome da religião (inventada por eles) que adotavam.

Dizem eles que faziam tudo o que os “encostos” pediam e, acabavam no mais profundo ostracismo, na miséria, tendo mesmo suas vidas detonadas, arrasadas, deterioradas, etc.... COITADINHOS!

Mas também dizem que, como “EX PAIS E MÃES DE ENCOSTO” (e até ex bruxas, como costumam se dizer), faziam “amarrações”, descasavam, colocavam pessoas em hospitais, doentes para morrerem, ensinam até pseudo bruxarias em plena televisão e outras loucuras que seus inconscientes doentios conseguem vislumbrar.

As “CASAS DE ENCOSTOS”, nome velado pelo qual resolveram generalizar os cultos espiritualistas e espíritas, seriam, no entender deles, a própria casa do “diabo” que, parece não quererem lembrar, É O IRMÃO MAIS VELHO DELES já que foi criado ANTES e pelo MESMO "DEUS" que adoram, sendo portanto, FILHO DESSE MESMO "DEUS", e, por conseguinte, IRMÃO MAIS VELHOS DELES e o grande RESPONSÁVEL pelo fato dos TEMPLOS estarem cada vez mais cheios e ... suntuosos.

O MEDO do Grande Irmão é grande!

O que seria dos TEMPLOS se não fosse o Grande Irmão?
Será que estariam tão cheios?

Pensemos bem.
Longe de termos que nos incomodar, ou mesmo criticá-los, na maioria das vezes devemos sim, agradecê-los.

Já pensaram no quanto nossas religiões foram beneficiadas? Já pensaram que, se encararmos como verdades esses “testemunhos”, NA REALIDADE NOSSAS RELIGIÕES SE LIVRARAM DE CENTENAS E CENTENAS DE PSICOPATAS LUNÁTICOS que, ao invés de estarem usando suas faculdades mediúnicas para auxílio do próximo e evolução própria, o estavam fazendo para a maldade e mesmo na tentativa de aquisição de bens materiais (riquezas) como hoje fazem por lá?

O que será que esses “EX” estavam esperando de nossos irmãos imateriais?

QUE SE COADUNASSEM COM SEUS MODOS OBCENOS DE SEREM?
Que os auxiliassem a ficarem ricos às custas da ignorância (infelizmente) de uma maioria de pobres e necessitados que muitas vezes sequer têm o dinheiro para o café da manhã?

Ou será que esperavam estarem acompanhados de entidades positivas e de luz ao manifestarem suas mediunidades (se é que existiam mesmo) de forma tão torpe (DESONESTA, INDECOROSA, VERGONHOSA)?

Talvez esperassem que as Federações ou ALGUM TERREIRO QUE PRETENDESSE SE PROJETAR os escolhessem para que, com algum dinheiro, viessem também a público testemunhar "milagres" em favor dos “encostos”.

TODOS se confessaram verdadeiros PAIS E MÃES DE KIUMBAS porque nem de encosto só, poderiam ser.

Percebam, caros irmãos, que na verdade, os senhores “zeladores de ovelhas” estão capturando para sua hostes, exatamente aqueles que com eles se sintonizam (lembram-se da Lei das Afinidades ou dos Semelhantes?) e que por isso mesmo, sempre deveriam ter estado por lá mesmo, deixando para as religiões que se utilizam da mediunidade de forma positiva, apenas os que compreendem o real significado do amor à natureza, aos seus irmãos e ao próprio Deus e que, por isso mesmo, nunca chegarão a serem “EX” (espíritas, umbandistas, candomblecistas ...).

Caridade deles? Claro que sim, por que não?

Essa é a forma de resgatarem seus Carmas, ou seja, lidando diretamente com aqueles que também acham ser o dinheiro e as riquezas um dos objetivos de Deus; aqueles que precisam ter a quem temer para que pensem muito, antes de fazerem suas maldades; aqueles que têm que gritar bem alto para SE convencerem de que estão falando “verdades” e mesmo aqueles que precisam aprender a exercitar suas próprias fés, nem que seja pela sensação e o objetivo de estarem sendo “SALVOS” e “ESCOLHIDOS”.

- “Mas Jesus disse que temos que ir atrás até da última das ovelhas” - dirão alguns.

E eu lhes digo que, se a ovelha estiver se afogando e se lhe jogarem quatro ou mais salva-vidas, ela terá o direito de escolher o salva-vidas que melhor lhe convier (lembram-se do Livre Arbítrio?).
Portanto, não seria a disputa por ovelhas o objetivo das religiões, mas sim, e apenas, o de colocar disponível o seu salva-vidas para todos.
Chegar-se-ão aqueles que em idéias e conceitos se assemelharem (novamente a Lei dos Semelhantes).

Aliás, essa briga por ovelhas não foi o Jesus bíblico, O Cristo, quem criou, e nem nunca foi pregada por ele, se bem me lembro.

Alguém se lembra aí de algum ataque dele a qualquer religião de seu tempo a não ser aos próprios "zeladores dos templos" e "representantes do Deus Hebraico" (Yahweh) em sua época?

Observem:
Ele não criticava a religião, mas sim os zeladores de sua época - os sacerdotes!

Ódio e rancor por estarem tentando macular a religião alheia? Nada disso, caros maninhos e maninhas - esse não pode e não deve ser o sentimento dos que lidam com espíritos de luz que vêm à Terra para ensinarem o que Jesus tentou e parece até agora não ter sido compreendido: “Amar-nos uns aos outros”!

O que temos de fazer é, além de agradecê-los pela LIMPEZA que estão fazendo, ajudando-nos a separar o joio do trigo, também orarmos muito para que sejam bem sucedidos, e para que Jesus e Deus curem até mesmo os “zeladores de ovelhas” que ainda precisam usar óculos, por exemplo, ou os que tenham sérios problemas gástricos, não tendo sido curados pelo jesus deles que cura tudo e todos, ou mesmo aqueles que, pela prepotência, chegam até a chutar símbolos de outras religiões e, além disso, ajudá-los lembrando-lhes de algumas passagens que por certo gostariam de ler para seus seguidores mas que talvez ainda não tenham tido a oportunidade (falta de tempo talvez), assim como estas que abaixo coloco à guisa de colaboração para eles e para qualquer um que pretenda fazer de religiões (mesmo Umbanda) meios de enriquecerem ou de viverem às custas da ingenuidade alheia:

PALAVRAS DO SENHOR SEGUNDO A BÍBLIA

(Mateus 6:19)
"Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;"

(Mateus 6:20)
"Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam."

(Mateus 13:22)
"E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a SEDUÇÃO DAS RIQUEZAS SUFOCAM A PALAVRA, e fica infrutífera;"

(Marcos 4:19)
"Mas os cuidados deste mundo, E OS ENGANOS DAS RIQUEZAS E AS AMBIÇÕES DE OUTRAS COISAS, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera."

LUCAS 14: 33
- ASSIM, QUALQUER DE VÓS QUE NÃO RENUNCIA A TUDO QUANTO TEM, NÃO PODE SER MEU DISCÍPULO.

(Lucas 18:22)
"E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; VENDE TUDO QUANTO TENS E REPARTE-O PELOS POBRES, E TERÁS UM TESOURO NO CÉU; vem, e segue-me."

(Lucas 18:23) "Mas, ouvindo ele isto, ficou muito triste, porque era muito rico."

(Lucas 18:24)
"E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: QUÃO DIFICILMENTE ENTRARÃO NO REINO DE DEUS OS QUE TÊM RIQUEZAS!"

(Lucas 18:25)
"Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus."

(Atos dos Apóstolos 8:18)
"E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, LHES OFERECEU DINHEIRO,"

(8:19)
"Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo."

(8:20)
"Mas disse-lhe Pedro: O teu DINHEIRO seja contigo PARA PERDIÇÃO, POIS CUIDASTE QUE O DOM DE DEUS SE ALCANÇA POR DINHEIRO."

(8:21)
"Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus."

(1Timóteo 6:10)
"Porque O AMOR AO DINHEIRO é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores."

(6:11)
"Mas tu, ó homem de Deus, FOGE DESTAS COISAS, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, mansidão."

E mais esses parágrafos que, tenho certeza, já devem ter lido e relido para que todas as ovelhas refletissem:

(Mateus 7:15)
"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores."

(Mateus 24:11)
"E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos."

(Mateus 24:24)
"Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos."

(Marcos 13:22)
"Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos."

(Mateus 7:22)
"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?"

(Mateus 7:23)
"E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade."

(Mateus 7:24)
"Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;"

Sei que a esta altura os senhores "zeladores de ovelhas" gostariam de me agradecer, por ajudá-los a PROPAGAR esses TEXTOS BÍBLICOS, essas PALAVRAS DE DEUS (Yahweh ou Jeová, como é mais conhecido), como costumam chamar, normalmente tão pouco acessíveis, perdidos que estão na imensidão das escrituras.

Não se faz necessário - faz parte de minha caridade.

Que os senhores “zeladores de ovelhas” sigam seus caminhos, alcancem o verdadeiro DEUS e consigam ensinar coisas lindas como essas às suas ovelhinhas, devem ser nossos humildes e sinceros desejos.


(SALMOS 82:6)
"Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo."

(SALMOS 82:7)
"Todavia morrereis como homens, e caireis como qualquer dos príncipes."

(SALMOS 82:8)
"Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possuis todas as nações."

Claudio Zeus
FONTE: umbanda sem medo

Umbanda e Ciência

Tal como o Espiritismo que abraçou, relativamente, o aspecto científico, a Umbanda também tem "sua" Ciência (ou parte científica).

O trato com a energia é seguramente a parte científica de qualquer religião, especialmente das reencarnacionistas e/ou que lidam com Espíritos de forma mediúnica.

Os Banhos de Ervas ou outros constituem, igualmente, aspectos científicos, pois que tudo é energia. As ervas em especial vem sendo estudada e utilizada a milênios, não apenas nas formas de banhos. Os banhos não são primazia das religiões, mas é uma prática milenar.

Como ciência ou aspectos científicos quero dizer que certos processos teriam eficácia independente do aspecto religioso puro. Claro que a religiosidade, a fé amplifica,dinamiza a eficácia dos processos em função dos fins.

Poderemos comentar procedimentos desse teor. Acredito que os banhos podem facilmente sair da órbita puramente religiosa e mística, e integrar o corpo da ciência. O único problema seria a medicina se apropriar de banhos e chás como instrumento de sua propriedade, rsrsr, e dizer quem pode indicar banhos e chás são os médicos, e se assim acontecer, o que não duvido pela ganância desmedida, os médicos passariam a ser Xamãs, Payes/Pajes, Curandeiros. rsrs.

E numa análise/ciência mais profunda abordar aspectos psicológicos, arquetipais e contribuir para o desenvolvimento de terapias numa abordagem holística.

Levar a ciência para a religião é preciso igualmente. Paulatinamente substituindo o maravilhoso, o mito, e o místicismo pelo conhecimento, doses homeopáticas, pois a dose pode matar o doente. O cuidado para que a ciência não desestabilize a fé, mas a fortaleça; e que a fé não despreze a ciência por fanatismo, mas a ajude.

O problema, sempre, vai ser a venda de processos genuinamente espirituais. A ganância humana é desumana.

Casamento de ciência e religião é complicado, mas necessário.

Também, comentaríamos a ciência espiritual genuína e seu desenvolvimento, levantar véus.

Shanti, Shalom Aleichem.

Sucessão nos Terreiros

PLATÃO EXPLICA E UM PSIQUIATRA AJUDA!

A questão das sucessões nos terreiros tem despertado a minha curiosidade já faz algum tempo.

A impressão é de que esse assunto consiste em um dos muitos tabus ou erós sacerdotais. É difícil encontrarmos terreiros em que sucessão seja discutida abertamente, tratado de forma transparente e definido com antecedência.

Assim como a morte, inevitável, todo Pai/Mãe-de-Santo sabe que um dia a sucessão acontecerá, mas de preferência que ocorra sem a sua presença, ou seja, depois de seu desencarne.

Mediante, esse tipo de comportamento é que vemos terreiros fechando as suas portas ou enfrentando sérios problemas de solução de continuidade, por conta de brigas internas ou confusões para se definir quem tocará o barco, do agora Pai/Mãe-de-Santo ausente.

Geralmente, a linha sucessória de um terreiro é do tipo hereditário (transmissão de direitos aos herdeiros legítimos), estamos aqui falando da sucessão diretamente para filho carnal . A regra básica nesse caso é transmitir a direção da casa para o filho carnal que tenha se dedicado a religião. No caso da existência de mais filhos carnais na religião, o processo sucessório passa pelo crivo da primogenitura (condição de primogênito), do tempo na religião e/ou condição sacerdotal adquirida.
A condição sacerdotal e o tempo de consagração são prioridades decisivas para sucessão, independente do fato, do escolhido entre outros filhos carnais, ser o primogênito.

Quando os filhos carnais de um Pai/Mãe-de-Santo não preenchem os requisitos aqui expostos é que se começa a percorrer a árvore genealógica.
Nos casos em que inexistem herdeiros legítimos comumente se delega o direito de sucessão ao filho-de-santo mais antigo da casa.

Nos cultos afro-brasileiros, como por exemplo o Candomblé, consulta-se o oráculo (ifá ou búzios) para confirmar o nome do escolhido a sucessão.
Ressaltamos, que independente dos critérios estabelecidos para definir a sucessão em um terreiro, sucessão é uma responsabilidade do dirigente, um direito dos filhos-de-santo, devendo estar, portanto, bem claro para todos desde o início da fundação da casa, se possível.

Importante é a perenidade (continuação) de um terreiro, que deve perpetuar a sua existência, pois antes de ser de interesse do próprio dirigente maior, é de suma importância para toda a coletividade que dele faz parte (filhos, freqüentantes, e com certeza também as entidades que fornecem o aporte espiritual ao terreiro). Os filhos-de-santo não podem ficar a própria sorte, por conta da ausência súbita do Pai/Mãe-de-Santo. O mundo espiritual deve possuir a garantia da continuidade de seus trabalhos nessa coletividade. Um terreiro não pode ser fechado, abandonado de uma hora para outra, apenas por não ter quem o dirija.

Entendemos que o desencarne de um fundador de terreiro, de um Pai/Mãe-de-Santo, que as vezes por décadas dirigiu uma casa espiritual, abale emocionalmente a todos a ela ligados.

Isso é compreensível pelo amor, pela fé, o respeito e a dedicação. Existem casos que o impacto dessa perca remete a necessidade de um recesso nos trabalhos espirituais, um período de transição e de luto plenamente justificáveis. Todos nós temos direito a prantear os nossos entes queridos, quanto mais uma coletividade que se desenvolveu, cresceu e girou em torno de uma liderança por um longo período.

Mas, existirá um momento que os trabalhos deverão continuar, o terreiro deverá reabrir suas portas. É a velha história, o tempo não para e a gira continua a girar. Nessa hora o sucessor deve tomar o timão do barco e direcionar os novos rumos do terreiro. É preciso que o sucessor esteja preparado, devidamente respaldado pelo antecessor e totalmente reconhecido como legitima o seu direito sucessório.

No meu entendimento a sucessão possui as seguintes regras básicas, que devem ser cumpridas na seqüência, sendo que o não preenchimento de uma delas invalidará o sucessor:

1) Os possíveis sucessores, em primeiro lugar, devem ser da religião;

2) Pertencer ao terreiro do Pai/Mãe-de-Santo;

3) Ter consagração sacerdotal, dentro da tradição praticada no terreiro;

4) Ser herdeiro legítimo do Pai/Mãe-de-Santo. Sobre esse ponto cabem as seguintes observações:

a) são considerados herdeiros legítimos Filhos, Netos e Bisnetos;

b) a sucessão pertence diretamente aos filhos e existindo esses, se exclui automaticamente netos e bisnetos;

c) os sucessores legítimos devem preencher as regras de 1 a 3;

d) havendo mais de um filho que preencha as regras de 1 a 3 a precedência é do mais velho em idade e depois na religião;

e) na inexistência de filhos, serão candidatos a sucessão netos e na falta destes bisnetos;

f) a existência de netos exclui os bisnetos;

g) em ambos os caso de sucessão de netos ou por bisnetos deve ser obedecido o exposto para o caso de filhos nas alíneas "c" e "d";

h) na inexistência de filhos, netos e bisnetos o direito de sucessão passa a ser do conjugue ou companheiro sobrevivente, seguido pelos ascendentes (Pais, Avós e Bisavós) e não existindo esses segue-se os parentes colaterais (tios, sobrinhos e primos) obedecendo o grau de aproximação familiar. Em todos esses casos deve o sucessor preencher os quesitos referentes as alíneas "c" e "d";

i) na falta de todos os descendentes, ascendentes, conjugue ou companheiro sobrevivente e parentes colaterais a sucessão cabe então ao filho-de-santo mais antigo do terreiro que preencha o requisito da regra 3. Havendo igualdade de condições em mais de um filho-de-santo, vale o definido na alínea "d";

j) na inexistência do filho-de-santo mais antigo do terreiro, que tenha consagração sacerdotal, o sucessor será o filho-de-santo mais antigo do terreiro simplesmente. Havendo igualdade de tempo de terreiro em mais de um filho-de-santo, vale o definido na alínea "d".

Falamos aqui da hereditariedade (sucessão para os herdeiros legítimos), pois percebemos ser essa a forma mais difundida de sucessão, a mais aceita entre os umbandistas. Acredito até, que a difusão desse tipo de sucessão se deu pelas vias das tradições, com seus legados de hierarquia patriarcal/matriarcal e por envolvimento de questões como divisão de patrimônio e herança.

Geralmente, os terrenos e edificações dos terreiros pertencem ao Pai/Mãe-de-Santo e entregar a sucessão da casa para herdeiros legítimos, garantem a perpetuação da instituição e o respeito dos demais herdeiros ao sucessor, evitando disputas de bens com relação ao terreiro.
Pelo menos é o que se espera.

Assim, estabelecidas com antecedência, difundidas entre toda coletividade, as regras de sucessão em um terreiro evitariam muitas situações difíceis e confusas no desenrolar deste tipo de processo. Ganhar-se-ia um tempo valioso na preparação do sucessor legítimo, diminuiria o impacto da perca do Pai/Mãe-de-Santo, a angústia dos filhos-de-santo de não saber de quem será a responsabilidade da condução de sua vida espiritual dentro da religião, entre outras coisas.

Mas por que os terreiros que tem a sucessão baseado nos princípios da hereditariedade, não tratam desse assunto com antecedência, com clareza e objetividade?
Os motivos são os mais variados possíveis, destacarei os que considero piores:

i) divisão do poder: ao se reconhecer previamente o herdeiro legítimo, chega um determinado instante, que é naturalmente necessário, que ele passe a dividir responsabilidades e a autoridade. Faz parte do aprendizado do sucessor lidar com casos, em que sua orientação e visão sobre determinados assuntos é requerida para a solução de alguns tipos de problemas. Dividir esse atributo, para alguns Pais/Mães-de-Santo, é uma questão inadmissível.

ii) orgulho e prepotência: Pais/Mães-de-Santo até sabem que não vão ficar para a semente, como se diz, mas o orgulho e a prepotência não permitem definir um sucessor, se consideram perpétuos e acham que:

a) é um assunto que eles definem quando bem entenderem e se dão o direito de escolher a quem eles quiserem, não sendo do interesse de mais ninguém;

b) é um caso para ser resolvido apenas após o seu desencarne, em outras palavras a coletividade do seu terreiro que se vire;

c) o sucessor legítimo não é do seu agrado, tendo ele preferência por outro, sendo este imposto ao terreiro, ou não deseja reconhecer o maravilhoso sucessor que tem ao seu lado;

d) e por último, Pais/Mães-de-Santo decidem que após a sua morte o terreiro deixa de existir, pois não enxerga ninguém à altura de substituí-los, ou simplesmente não querem deixar o legado para ninguém;

iii) exploração: Pais/Mães-de-Santo que vivem da religião e não para a religião, construíram ou constroem seus patrimônios a custa dos outros, sobrevivem da ajuda de seus filhos-de-santo, dos preços das consultas que cobram de seus clientes, das doações voluntárias das pessoas de boa-vontade ou da cobrança direta e indireta que fazem a terceiros, das salvas (da mão, da utilização do chão do terreiro etc.) das obrigações e iniciações muito bem pagas pelos seus filhos-de-santo, do encastelamento que criaram para si próprios. Como abrir mão dessa mina de ouro ($$$) e do poder advindo dela?

iv) miopia religiosa e espiritual: Sem compreender a responsabilidade que advêm de seus cargos, não conseguem enxergar que a Umbanda é perene e que o terreiro é uma instituição espiritual que deve sobreviver as suas efêmeras existências, para o bem da sua coletividade.

Para efeito didático, vamos construir dois exemplos clássicos hipotéticos: em ambas as situações os sucessores legítimos são filhos carnais do Pai/Mãe-de-Santo, adeptos da religião com tempo considerável e consagrados sacerdotalmente.

1. EXEMPLO (Terreiro "X")
O Pai/Mãe-de-Santo tanto depende do suor derramado do fulano de tal, seu filho legítimo, como se vê muitas vezes eclipsado pela postura religiosa, a capacidade mediúnica, a força de agregação, o carisma e a energia de mobilização e organização de seu sucessor legítimo. É inquestionável, por parte deste sucessor a fé e dedicação a religião, ao terreiro e ao Pai/Mãe-de-Santo do mesmo.

Postura do Pai/Mãe-de-Santo:

1) Procura destacar os médiuns e pessoas de fora, que freqüentam o seu terreiro;
2) Se auto-promovem, inclusive se valendo de histórias geradas pela capacidade do seu sucessor legítimo, como sendo de si próprios;

3) Minimiza as ações e reações positivas do seu sucessor legítimo e maximiza os defeitos do mesmo;

4) Subestima a capacidade e inteligência do seu sucessor legítimo;

5) Jamais faz um elogio público ao seu sucessor legítimo, a não ser quando o fato de elogiar-lhe proporciona frutos para a si mesmo;

6) Nas oportunidades que é necessário valorizar o sucessor legítimo, somente o faz forçado, mas sempre igualando-o a outros, com único objetivo de não caracterizar um destaque pessoal;

7) Geralmente o sucessor legítimo, não lhe agrada para tal função, e a pessoa de sua escolha pessoal, não consegue se tornar consenso e também não representa o ideal;
8) Desautoriza o sucessor legítimo e desmancha suas realizações implementando outras, às vezes sem o conhecimento do sucessor.

Conclusão: Orgulho excessivo. O Pai/Mãe-de-Santo não admite ter que depender da única pessoa, que eles jamais desejariam precisar de alguma coisa. No fundo até reconhecem para si mesmos, a capacidade e dom do seu sucessor legítimo, mas possuem uma inveja incontrolável e o despeito por ser esse o seu sucessor e não o outro de sua preferência.

2. EXEMPLO (Terreiro "Y")
O Pai/Mãe-de-Santo enquadra-se no item "iii - exploração". Conquistou poder, patrimônio, vivendo da religião e não para religião, são orgulhosos e prepotentes e consideram filhos-de-santo apenas instrumentos e escravos a satisfazerem os seus desejos, vontades e quando estes não correspondem mais as suas necessidades, são colocados na geladeira, no guarda-roupa, levados involuntariamente ao ostracismo até se auto-banirem. Pois, os "santinhos" nunca fazem nada, nunca tem culpa de nada, quem os ajuda e os mantém, o fazem porque querem, de vontade própria, eles nunca pediram nada. No entanto, esse tipo de Pai/Mãe-de-Santo sabe cobrar muito bem o valor do que acham que são explorados, sim porque eles é que são explorados, nunca os exploradores.

Geralmente, quando chegam a uma determinada idade começam o discurso de que estão cansados, que se pudessem acabavam com o terreiro, que estão decepcionados com filhos-de-santo, que não possuem mais saúde para continuar, que se filhos-de-santo entendessem o que eles passam, jamais abririam suas casas espirituais e coisas do tipo. Falam da boca para fora, com o intuito de pressionar mais ainda os filhos-de-santo e forçá-los a aumentar as contribuições e ajudas, pobres iludidos que eles fazem exatamente isso, minimizam o sofrimento de seu Pai/Mãe-de-Santo esperando enterrar definitivamente esse discurso de fechar o terreiro.

Como os Pais/Mães-de-Santo fechariam a mina de ouro, que tanto contribui com os seus bolsos e é o único lugar em que construíram seu castelo ilusório de poder?

O sucessor legítimo desse exemplo, não sustenta financeiramente o Pai/Mãe-de-Santo, mal tem para si e os seus, mas também não precisaria. Esse tipo de Pai/Mãe-de-Santo, com relação aos seus herdeiros, quer sempre tê-los na sua dependência, principalmente financeira. E não poderia ser diferente, pois a ação se repete com seus filhos-de-santo, que nesse caso, devem depender pessoal, emocional, espiritual e religiosamente deles.

O sucessor legítimo é um dos médiuns mais antigos da casa, entrou um adolescente e acompanhou o desenvolvimento do terreiro como um dos destaques e braço direito litúrgico e ritualístico do Pai/Mãe-de-Santo.

Alçado a condição de Pai/Mãe-Pequeno(a), foi muitas vezes referenciado como sucessor legítimo. Como o sucessor do exemplo anterior, filho-de-fé e carnal do Pai/Mãe-de-Santo, sempre deseja que o dia da sucessão nunca chegue, pois isso significaria a morte de seu Pai/Mãe.

Com o avançar da idade do dirigente do terreiro, derrepente, o sucessor legítimo, se depara com a decisão tomada pelo Pai/Mãe-de-Santo, que para sucedê-lo o escolhido é seu neto, sobrinho do agora ex-sucessor legítimo. Nesse momento em diante o sucessor legítimo passa a assistir passivamente todo o investimento e pressa do Pai/Mãe-de-Santo em preparar o neto para a sucessão, em detrimento dele. Vale salientar que nesse exemplo o sucessor por direito do Pai/Mãe-de-Santo do terreiro "Y", seu filho carnal, além de cumprir plenamente as regras de 1 a 3, ainda é o primogênito.

Postura do Pai/Mãe-de-Santo:

1) Embora muitas vezes tenha indicado ou feito referência para todos que o primogênito seria, como deve ser, o seu sucessor, nunca o preparou de forma alguma para a sucessão;

2) Sempre nega ao sucessor legítimo autoridade, participação em decisões e direito a palavra.

3) Para os filhos-de-santo, muitas vezes faz piada ou chacota do sucessor legítimo;

4) Maximiza todos os defeitos;

5) Repreende o sucessor legítimo na frente de quem estiver presente;

6) Não dá direitos ao sucessor legítimo, apenas impõem deveres.

Motivo para esse Pai/Mãe-de-Santo preferir outro descendente (no caso do exemplo o neto)?

i) Por reconhecer no neto o seu reflexo, a sua imagem e semelhança, a certeza de se perpetuar, mesmo não estando mais fisicamente aqui. Egocentrismo, orgulho e prepotência de achar representado à altura, já que não poderá ele mesmo manter o poder, conservar e aumentar o patrimônio. Já que é inevitável um dia o desencarne, que tudo fique na mão de alguém que possa dar continuidade ao seu estilo de autoridade, comando, exploração e poder.

ii) Consciência pesada, por algum erro do passado em que o neto, signifique, talvez, a oportunidade de redenção ou de minimização dessa sua culpa. Todo Pai/Mãe-de-Santo desse tipo, têm medo de morrer, pois sabe as sérias cobranças que ocorrerão do outro lado. Há de convir que eles não são e nunca foram ingênuos. Embora aparentem ser cordeiros se revestem apenas da pele destes, para esconder a suas verdadeiras condições de lobos.

Conclusão:
Seja por conta da alínea "i" ou "ii", ou outra possível, quem pagará a conta do orgulho, prepotência e vaidade exarcebada do Pai/Mãe-de-Santo do Terreiro "Y", serão, como sempre, os filhos-de-santo. As coisas continuarão a ocorrer as suas revelias e eles apenas serão, mais uma vez, instrumentos de desejos e vontades que não lhe pertencem, marionetes de títeres exploradores e reféns do despotismo alheio. Ao sucessor legítimo do terreiro resta apenas ver a caravana passar com outro no comando, tendo a certeza que seus anos de dedicação e suor derramado no chão dessa embarcação somente lhe valeram o dever de continuar lavando o barco com seu suor e lágrimas e se abstendo forçosamente ao direito de comandar o leme, fato esse que seria o certo. Aos filhos-de-santo e sucessor legítimo desse exemplo, a saída é rezarem para que o escolhido, tenha personalidade própria, entenda as responsabilidades e deveres que o cargo que ocupará impõem e não repita os erros do seu antecessor.

Infelizmente, exemplos como esses ocorrem, respeitando as diferenças de cada caso, mais do que nós umbandistas gostaríamos que acontecessem.

Parece, que alguns Pais/Mães-de-Santo não conseguem compreender, mais uma vez repetindo, o conjunto de responsabilidades com aqueles que buscam suas orientações e trabalhos espirituais, nem tão pouco os seus deveres como sacerdotes, de uma religião rica em Amor e Sabedoria Cósmico. Mais absurdo ainda são os filhos-de-santo, não despertarem para a universalidade dos conceitos espirituais de nossa religião, os significados evolutivos que ela possui e perceberem as armadilhas que eles mesmos se colocam.

Ah! Você Pai/Mãe-de-Santo, se identificou com esse artigo?
Acha que estou me referindo particularmente a você?
Sim, filho-de-santo, você entendeu que nos exemplos apresentados um deles (terreiro X ou Y) é o seu terreiro, e que o Pai/Mãe-de-Santo exemplificados é o seu?

Que triste essa constatação, muito triste eu fico, pois se isso ocorrer é porque Pais/Mães-de-Santo se reconheceram nos exemplos, sucessores viram o retrato de seus problemas e filhos-de-santo descobriram a prisão em que se enclausuraram.

Coitados, o mito da caverna de Platão explica a atitude dos filhos-de-santo que insistem em ficar aprisionados a esses tipos de grilhões e um bom psiquiatra talvez forneça o diagnóstico correto dos dirigentes e ajudem a solucionar esses conflitos emocionais, afetivos e psíquicos entre Sacerdotes/Sacerdotisas, seus sucessores legítimos e seus filhos-de-santo.

Quanto a Umbanda?
Para sacerdotes e dirigentes sérios e umbandistas conscientes o trabalho é apenas um:
a busca incessante pela evolução planetária!

Texto de Caio de Omulú, 10/12/2007
- Fortaleza, Ceará

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Raíz Indígena.

Embora muitos não acreditem e não aceitem, a Umbanda é uma religião cristã e genuinamente brasileira.

Neste contexto, a abordagem que far-se-á é indigenista e não africanista. Por quê ?

Devido a super-valorização, até por parte de muitos umbandistas, da cultura negro-africana, do culto aos Orixás das nações de Candomblé, criou-se uma ofuscação da questão indígena.

Facilmente encontramos vasta literatura a respeito da cultura africana e muito pouco, quase nada, sobre a riquíssima indígena brasileira no que se refere a Umbanda, sendo estes índios formadores de nossa raiz ancestral e cultural.

Muitos irmãos de fé dizem que a raiz-origem da Umbanda está na África.

Muitos até dizem ser a Umbanda uma ramificação do Candomblé.

Um fato inquestionável e indiscutível, na minha opinião (Hugo Saraiva), é que os negros africanos muito contribuíram para o surgimento do que hoje chamamos de Umbanda em solo brasileiro, mas, acredito que a raiz da Umbanda esteja na Espiritualidade.

Utilizou-se ela (a espiritualidade) da miscigenação das raças e pluralidade cultural e teológica existente no Brasil para difundir uma "religião única", baseada na caridade e no amor ao próximo.

Por ser uma filo-religião dos espíritos de Deus, os mesmos, com a permissão de Oxalá, se apresentam no mundo físico numa forma de pronto-socorro espiritual, religando o homem ao Divino através de seu encontro e harmonização com as forças da natureza.

Podemos então perceber que a raiz da Umbanda não está no Homem, mas sim no Espírito de Deus.

Talvez devido a este fato, a Umbanda não tenha uma codificação, como o espiritismo (kardecismo) tem.

Não tem um codificador (apesar de muitos irmãos quererem codificá-la) justamente para não criar certos dogmas e mitos, para não impor uma concepção única a respeito da Espiritualidade, dando-se a liberdade para que os irmãos se utilizem dos segmento teológico-religioso que mais tiver afinidades, mas sabedor que só se chega ao Pai Maior utilizando-se da caridade desinteressada como prova de amor ao próximo, praticando assim o Evangelho de Jesus, tal qual nos foi revelado.

A raiz africanista de que muitos irmãos falam, parte da forte influência da cultura negra no processo de miscigenação que "fundou" nossa religião.

No entanto, estes mesmos irmãos não atentaram a analisar a Umbanda sob a perspectiva indígena.


Ao chegarem os brancos europeus e posteriormente os negros escravos no Brasil, já existia aqui uma raça e uma cultura predominante. Os Tupi-Guaranis e Tupinambás.

Os índios, na época, já tinham seus ritos religiosos e magísticos, danças típicas como a "Aruanã ", danças totêmicas dos Tupis, tambores, amplo conhecimento do poder das ervas, a faculdade mediúnica da vidência, cultuavam e reverenciavam as forças da natureza como manifestações da Divindade, tendo cada uma um deus respectivo, que, inclusive, podemos associar aos Orixás da Umbanda.

Vejamos a teogonia indígena:

Nome Significado Na Umbanda
Tupã Deus Sol Deus
Caramuru Deus Trovão Xangô
Aimoré Deus Caça Oxósse
Urubatã Deus Guerra Ogum
Anhangá Deus dos Mortos Omulu/Obaluayê
Iara Deus Água Yemanjá
Jandirá Deus Rios Oxum
Mitã Criança Ibeijadas
Jurema Divindade Caboclas


Estes são alguns exemplos e creio que muitos irmãos devem estar surpresos com estas informações, pois não costumamos valorizar nossa própria cultura, nossa brasilidade.

Percebemos aqui semelhanças entre cultos e rituais afro e indígenas.

Raças diferentes, continentes diferentes, culturas diferentes. Tudo coincidência ???

Acredito eu, que tudo isto mostra a Essência Divina que se manifesta em todas as partes, de acordo com a cultura, a estrutura social e a herança religiosa de cada povo.

FONTE:- JORNAL UMBANDA HOJE (Hugo Saraiva)

Umbanda que Pari Umbandas!!

Em um século de Umbanda, ainda persistimos na vã tentativa de um padrão ou uma liturgia pré-definida para a religião de Umbanda, onde alguns conceitos se complementam e outros anulam-se completamente.
Sabemos que a Umbanda por tratar-se de uma religião, vai adaptando-se ao seu tempo e amoldando-se em acordo com a necessidade e cultura dos seus fiéis. Esse processo de renovação é continuo, pois caso contrário, a religião cai no ostracismo, pois já não passa a atender a uma grande gama de seus fiéis e suas necessidades intimas outrora sanadas pela sua religião, deixando de estimula-lo a voltar-se a Deus, pois todas as religiões são meios de nos voltarmos a Ele O Criador de Tudo e Todos.
A Umbanda destaca-se como uma religião impar, justamente por agregar em torno de si diversas formas de culto não se apegando assim a uma liturgia ou dogma que restringe e poda o seu crescimento.
Hoje muito já se fala de Umbanda e muito se falara daqui a um milênio de existência de Umbanda, pois naturalmente ela se renova em cada templo vivo de Deus que são os médiuns por qual os oráculos e as vontades dos Orixás manifestam-se.
Médiuns templos vivos de Deus, eis o mistério pelo qual a Umbanda não possui uma liturgia estável ou um dogma fixo.
A Religião de Umbanda pariu varias umbandas todas Sagradas filhas diletas do UM, pois temos : Umbanda Branca, Pura, Traçada, Cruzada, Divina, Esotérica, Iniciática,. Evangelizada, Omolocô, Umbanda Branca de Demanda, Umbanda Cristã, Umbanda de Caboclo, Umbanda de Mesa, Umbanda Mista, etc, A lista é grande e muito se cogitou, muito se falou, muito se digladiou por uma denominação ou modelo que mais falasse ao coração ou a percepção ou ao bom senso dos Umbandistas.
Pois bem, nada conseguimos nesse aspecto, pois é justamente a diversidade que torna a religião mais rica.
O que é a Umbanda?
A Umbanda é paz e amor. É um mundo cheio de luz. É a força que nos dá vida e a grandeza nos conduz. Esta explicito no maravilhoso Hino da Umbanda o que ela é em si mesma. Umbanda é a manifestação do espírito para prática da caridade pura, gratuita e sem que haja o proselitismo. Umbanda é culto aos Orixás da Natureza, pois somos unânimes em dizer que todo templo de Umbanda reúne esses conceitos básicos.
Porem não há uma liturgia pré-definida na Umbanda, pois cada médium é um templo em si e desperta de forma individual as forças sagradas que traz em seu intimo onde imprime a sua própria dinâmica, segundo as Divindades-Orixás que o regem e, assim que assume uma liderança natural de sacerdote e passa a desenvolver seus filhos em seu templo, toda a dinâmica e doutrina será em acordo com as forças espirituais que manifesta-se através do sacerdote dirigente do templo. Então se temos um sacerdote cujas forças são regidas por Oxalá e Iemanjá, esse templo assim como sua dinâmica e doutrina será totalmente passiva onde os trabalhos ocorrem com uma tranqüilidade e paz muito grande. Porem se o sacerdote for regido por Ogum e Iansã, esse templo assim como sua dinâmica e doutrina será totalmente ativa, onde os trabalhos ocorreram com uma agilidade, movimentação e rigidez provenientes desses orixás.
No primeiro exemplo onde o sacerdote é regido por Oxalá e Iemanjá, o trabalho realizado ali pode denominar-se desde que assim seja determinado pelo guia chefe do terreiro, de uma Umbanda com um novo qualificativo ou sobrenome como por exemplo:Umbanda Cristã devido a passividade reinante nos trabalhos.
Porem no segundo exemplo onde o sacerdote é regido por. Ogum e Iansã, o trabalho realizado ali pode denominar-se desde que assim seja determinado pelo guia chefe do terreiro, de uma Umbanda com um novo qualificativo ou sobrenome como por exemplo: Umbanda de Lei e Demanda devido a atividade e a regência direta desse Orixás de Lei reinante nos trabalhos.
É muita pretensão nossa acharmos que esses Sobrenomes ou qualidades agregados na Umbanda foram criados aleatoriamente e não tenha passado pelo crivo ou a ciência de um guia chefe de Umbanda, pois todos esses são detentores de graus de luz e aptos a darem um sobrenome ou uma qualidade à liturgia ali desenvolvida pelos guias chefes de terreiros.
É definitivamente verdadeiro que a Umbanda é Uma religião Brasileira, Fundada por Um espírito chamado Caboclo Das Sete Encruzilhadas através de seu também fundador encarnado Pai Zélio de Morais. É dogma fundamental e inalterável conforme as palavras ditas pelo fundador da Umbanda O senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas que “Todas as Entidades serão ouvidas e nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos àqueles que souberem menos, e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai”
É dogma fundamental e inalterável que “Umbanda é a manifestação do espírito para pratica da caridade pura, gratuita e sem o recurso do proselitismo”
É dogma fundamental e inalterável que “Umbanda é o Culto a Deus, por meio dos Orixás que são manifestadores de Suas Qualidades Divinas”
À parte disso, na Umbanda não há um dogma ou uma liturgia que define uma regra estabelecida para pratica-la, pois, cada médium manifesta uma natureza intima e individual no qual herdamos de Deus nosso Divino Criador, e a Umbanda que é o culto à natureza, manifesta-se a partir dessa natureza ou dna divino que herdamos de Deus individualmente.
Por isso a existência de varias Umbandas na Umbanda, todas sagradas e detentoras de direitos divinos de manifestarem-se com esses nomes, pois é a manifestação de Deus a partir do individual existente no Todo.
Assim como Deus nos gerou a sua imagem e semelhança e nos dotou individualmente com uma particularidade única que só existe em nós, assim também é a Umbanda que gerou tantas outras umbandas e as dotou individualmente com uma particularidade única existente somente nessas umbandas.
Minhas reverências as Umbandas: Umbanda Branca, Pura, Traçada, Cruzada, Divina, Esotérica, Iniciática,. Evangelizada, Omolocô, Umbanda Branca de Demanda, Umbanda Cristã, Umbanda de Caboclo, Umbanda de Mesa, Umbanda Mista, Umbanda de Lei, Umbanda Renovada, etc Todas ao meu ver Sagradas, pois todas sem exceção foram a manifestação da vontade das forças espirituais, naturais, divinas, guias e protetores daqueles sacerdotes que assim à denominaram e expandiram seus cultos movidos por uma vontade maior.
Sarava a Umbanda essa parteira divina, que ao gerar suas filhas também denominadas de Umbanda e batizadas pelos guias-chefes com um sobrenome identificador de seu campo de ação, também exercem de forma digna a pratica da caridade pura e gratuita.
Minhas reverências aos Sacerdotes Baluartes que dedicaram suas vidas a expansão do culto e cujo intimo com toda a certeza foi movido pelo amor em tornar a Umbanda uma Grande Via Evolucionista.
Minhas reverências à todos aqueles que na particularidade do seus lares feitos templos de Umbanda em um dia especifico da semana, onde arrastavam o sofá e transformavam a cômoda em conga e no anonimato de suas casas incorporavam seus guias para fazerem a caridade pura e gratuita ajudaram a engrandecer a Umbanda e expandi-la como religião de massa.
Saravá Umbanda, Saravá as Umbandas.
Pablo Araújo

Despachos ou mentes desequilibradas?

Observamos, no decorrer de anos de trabalhos a fio, nuances preciosos que irão margear bem o que iremos decorrer nessa nossa discussão. Dentro da psiquiatria moderna, iremos encontrar estudos preciosos quanto aos transes religiosos, as vi­sões de espíritos, a crença nas feiti­çarias, ma­gias negras, encostos, de­mônios, etc.

O grande psicanalista suíço, Carl Jung, teorizou que os maus espíritos, ou as figuras aterrorizantes, são ima­gens gravadas coletivamente na mente humana e foram batizados de arqué­tipo. Esses arquétipos acompanham a humanidade há milhares de anos.

O diabo é um desses arquétipos, que muitos acreditam incorporar, e representa forças destrutivas dentro da própria pessoa.

Através dessa crença, muitos procuram as religiões para que seja efetuado um “exorcismo”, cuja função seria livrar a pessoa dos maus que a apoquentam, e que esse “exorcismo” puniria o delinqüente que estaria perturbando a pessoa, por mais poderoso que seja.

O apelo ao demônio é forte porque atende a uma grande camada da população que vive imersa na supers­tição. Em geral, acreditam piamente na força destrutiva da magia negra e das forças ocultas.

O povo acha que o demônio e os espíritos do mal estão por aí, agindo atra­vés dos incautos. Jogar a culpa por tudo que há de errado no demônio ou em espíritos do mal é uma solução confortável para quem busca alívio através de cultos religiosos, mas as conseqüências podem ser graves, pois a pessoa sai do culto religioso acreditando que não tem responsa­bilidade moral pelos erros que comete, e fica convencido de que possui uma personalidade frágil e influenciável.

Tudo isso se aplica também à Umbanda, onde muitos cometem os erros crassos de somente culpar uma pretensa “macumba”, “despacho” ou “mal feito”, encomendado por um desa­feto, como fatores conclusivos de suas vidas encontrarem-se em desgraça.

Muitos se entregam ao pensa­mento obsessivo e conclusivo de per­se­guições espirituais ou mesmo “de­mandas” diárias em sua vida. Se con­vencem e geralmente convencem a outros que são perseguidos por hostes infernais, ou mesmo pessoas que lhe querem mal.

Lembre-se que cada um projeta seu próprio inferno. Com o passar do tempo, cada um constrói um infer­no competente em suas vidas e passam a vivenciá-lo de forma efe­­tiva, e com isso, através da lei de afinidades, atraem para si le­giões de seres que vibram na mes­ma faixa de pensamento. Com isso, a vida desse infeliz passa a ser um mar de perturbações, demandas, magias negras e por ai afora, e com certeza vão rapidinho culpar alguém por efetuar as tais “macumbinhas” contra ele.

Criam na mente das pessoas, que geralmente são presas fáceis e manipu­láveis, que tudo o que ele tem de ruim em sua vida, foi pelo fato de alguém, por olho gordo, inveja, ou ódio, levantou forças ocultas negras pode­rosas contra eles, através de matan­ças de animais, velas pretas, bone­quinhos, etc., e que a vida dessas pes­so­as está no fundo do poço, devido a uma “feitiçaria” encomendada contra elas. Outros ainda se convencem, e convencem as pessoas, que estas são perseguidas por quiumbas, Exús ou Pombas Giras, porque não desen­volveram a sua mediunidade, e que irão entrar para o mundo da perdição enquanto não se livrarem desses encostos. E haja trabalho. E haja dinheiro.

Outra coisa muito corriqueira no meio Umbandista é a crença que tudo de errado que está acontecendo com o “pai de santo” ou com o “terreiro”, é provindo de uma “demanda” encomen­da­da por aqueles que querem destruí-lo. Muitos médiuns e sacerdotes acreditam estarem sendo perseguidos por falanges negras, demônios, quiumbas, Exús e Pombas Gira, que querem transformar suas vidas em miséria.

Vejam bem que a coisa é com­plicada, e existe uma crença coletiva de que existe essa perseguição das trevas em suas vidas. Mudaram-se os tempos, mas não mudaram as formas e a perseguição continua.

Até quando iremos nos apegar à superstição desse tipo?
Até quando iremos dar atenção às coisas que nos fazem mal?

Existem as forças negras em ação, e isso é patente. Mas o mal foi criado pela mente humana e existe por uma necessidade humana. Deus não criou o bem e o mal. Só o bem é eterno. Não existe essa coisa de luta eterna entre o bem e o mal. Se o mal vence uma situação momentaneamente é porque a pendenga ainda não terminou.

Se alguém, por maldade ou igno­rância, nos envia alguma carga negativa e ativa forças negativas poderosas contra nós, só vai dar resultado se nós estivermos na mesma faixa vibratória dessa maldade, ou seja, se estivermos em discordância com as forças positivas reinantes no universo.

Deus não é injusto com ninguém. Ele a tudo vê e a tudo permite. Portanto, tudo o que sofremos, com certeza é por merecimento. Veja que Jesus quan­do praticava curas, ao final sem­pre dizia às pessoas:
“Vá e não pe­ques mais”.

Com isso, Jesus já alertava que tudo o que a pessoa tinha, era por merecimento, ou seja, tinha dado abertura para que tal mal a acometesse.

Sabemos que existem “demônios” e que são poderosos, mas estão assen­tados em poderes vibratórios ne­gativos e comandam forças negativas criadas por condição da mente hu­mana, e quem cair nesses reinos, está em consonância vibratória com os mesmos. É simples: a cada um, se­gundo seu merecimento.

“A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória, e quem colhe é Deus Pai Todo Poderoso” – disse Jesus.

Agora, acreditar que esses “de­mônios” estão em luta constante contra Deus, e que estão atuando em nossas vidas por vingança particular, ou querem minha alma imortal, é outra ignorância das leis imutáveis que regem todo o universo. Sabemos da existência de magias negras e feitiçarias, mas essas so­mente atuarão de forma negativa na vida de alguém, se esse estiver vi­vendo totalmente em desacordo com as Leis de Deus.

Uma coisa grave observada por nós durante todos esses anos, é a proliferação de “videntes” que por toma lá qualquer coisa, rapidinho vêem aura até em poste na rua. Que absurdo. A vidência é um dom paranormal natural e não tem como desenvolvê-la. Agora, existe muita gente tresloucada e com uma imaginação fértil, se dizendo vidente, e por qualquer coisa, rapidinho dizem estar vendo demandas, espíritos do mal, luzes prá tudo quanto é lado, espíritos com vestimentas exube­rantes, fadas, gnomos, demônios horrorendos e por ai afora. Quanta ingenuidade (ou maldade né?). E por essas e outras, acabam por influência de outros, enxergando o que não existe, ou seja: enxergando somente o que suas mentes ou as mentes de outros concebem como verdade. É por isso que prolifera tanta crença na demanda e feitiçarias, todas, invaria­velmente “vistas” por um desses falsos videntes.

Então vejam que neste momento, através de mentes desequilibradas, maldosas, muitos que se dizem viden­tes, se utilizam de um falso dom, para denegrir, atormentar e criar falsas verdades em cima de inocentes, fa­zendo com que as pessoas que tam­bém são desequilibradas se voltem con­tra os inocentes, criando rancores, ódios e pensamentos destrutivos.

Nessa hora eu pergunto: Onde estão os verdadeiros Guias Espirituais que estas pessoas dizem ter, que não as alertam do erro? Mistério.

Se Guias Espirituais verdadeiros vissem algo patente, imediatamente iriam procurar um meio de desfazer o mal feito, mas com certeza, sem alardear o tal fato e muito menos “fofocar” para não trazerem ódios, desforras e nem pensamentos ruins.

Cuidado. “Guias espirituais” que somente ficam verbalizando deman­das, magias negras, fofocas, com cer­teza são quiumbas, ou também pode ser puro animismo, onde a mente doentia do “médium” entra em ação.

Os quiumbas costumam convencer as pessoas de que são portadoras de magias negras, olhos gordos, invejas, etc. inexistentes, sempre dando nome aos bois, ou seja, identificando o feitor da magia negra, geralmente um ino­cente, para que a pessoa fique com raiva ou ódio, e faça um contra feitiço, a fim de pretender atingir o inocente para derrubá-lo. Agindo assim, matam dois coelhos com uma cajadada só: afundam ainda mais o consulente incauto que irá criar uma condição de antipatia pelo pretenso feitor da magia, e pelo inocente que pretendem preju­dicar.

É chegada a hora de pararmos com essas atitudes negativas contra nós mesmos e contra as pessoas que nos procuram e procurarmos cultivar nas pessoas que elas estão em um Templo religioso a fim de se reencon­trarem com Deus e consigo mesma, e a fim de se reequilibrarem para seguirem felizes e em paz suas vidas. Devemos incitar o amor, o perdão, a bondade, a união, a fraternidade e a benevolência.

É só analisarmos com atenção e chegaremos à conclusão que se todos os espíritos, ou seres humanos, fos­sem portadores de dons sobrenaturais poderosos e tivessem liberdade irrestrita para realizarem o que bem en­tendessem, o mundo viraria uma ba­gunça. Afinal, você, e só você tem o direito do livre arbítrio em sua vida. Jamais outra pessoa tem o direito de mexer em nosso livre arbítrio, a não ser que permitamos.

Onde estaria Deus em tudo isso?
Onde estão os Guias Espirituais em tudo isso?
Onde estão os Sagrados Orixás em tudo isso?

É triste observarmos médiuns acreditando tão somente em forças destrutivas presentes em suas vidas.

Vamos falar mais em Deus. Vamos incitar mais o amor e o perdão. Vamos estudar e vivenciar mais o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, do que querer aprender contra-magias. Vamos pregar a imortalidade da alma, e que existe paz e união entre todos.

O mal existe, mas não vamos dar o devido crédito a ele.
O olho gordo existe, mas não vamos dar o devido crédito a ele.

Nós não somos a imagem e se­melhança de Deus, mas sim, a presença viva do Deus vivo em nos­sas vidas. Jesus disse: “Sois Deuses. Podeis fazer tudo o que fiz, e até mais”. - “Pedi e obtereis”. - “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação”. - “Tudo é possível, àquele que crê”.

Quando um irmão nos procura e diagnosticamos uma presença espiri­tual negativa junto dele, devemos pro­ceder à retirada dessa energia/espírito negativa e bem orientar a esse irmão, que essa aproximação deveu-se a uma simbiose de pensamento e atitu­des, e não a uma perseguição gratuita.

Não podemos criar em nossas mentes que nossos Templos são alvos constantes de “demandas”, pois estaremos dando vazão à credibilidade excessiva de nossas mentes doentias, e a nossa mente acaba absorvendo esse conceito criado pelo nosso inconsciente.

Deus não é injusto.
Deus a tudo observa, e a tudo permite.
Portanto, nós merecemos o que estamos recebendo.

Deus se manifesta na Terra, atra­vés de toda a Natureza, mas se mate­ria­liza e se comunica através do nosso espírito imortal, da nossa mente e do nosso coração.

Assim também o mal se materializa através da nossa mente e do nosso coração.

Por isso, vamos nos educar, va­mos nos evangelizar, vamos seguir fielmente os conselhos de nossos Gui­as Espirituais e transformar nossas vidas em bênçãos.

Vamos criar em nossas mentes positivismo e cuidar bem de nossa saúde mental e física.

Não vamos dar crédito somente à negatividade, mas sim, criar em nossas vidas e em nossos Templos um clima de paz, amor e alegria, pois estaremos realizando a verdadeira missão da Umbanda, que é a libertação do homem.

livro: O ABC do Ser­vi­dor Umbandista

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Umbandistas, Graças a Deus!!!!


Inconcebível!

Assim podemos definir o comportamento de alguns umbandistas, ou ditos umbandistas, no tocante a certos hábitos e posturas que denigrem a si, como membros de um segmento religioso que são e mais grave, maculam o SAGRADO NOME UMBANDA.

Do que se trata?

Trata-se de um assunto muito sério e que merece especial atenção de dirigentes, médiuns e assistentes que compõem este maravilhoso corpo religioso que é a UMBANDA.

É que, movidos por ignorância, descriminação e preconceito em relação a nossa religião, sempre fomos vistos pelos inimigos da Umbanda como macumbeiros, termo pejorativo utilizado para desqualificar-nos e as nossas práticas religiosas.

E a situação se agrava na medida em que alguns integrantes de nossa religião, quando vítimas de tal impropério, ao invés de reagirem, repudiarem e repelirem esta investida maléfica acabam silenciando, ou pior, absorvendo a ofensa como algo natural, achando graça e rindo da estampa negativa que lhes colam na testa.

E você, amigo leitor, pensa que para por aí?
Não, não para!.

Porque infelizmente temos maus umbandistas dentro da religião.
Dissociados das verdadeiras bases e diretrizes da Umbanda, e num misto de irresponsabilidade e falta de consciência religiosa, quando indagados sobre qual religião professam, respondem da seguinte forma:

"- Ah! Sou macumbeiro"
ou ainda em dias de sessão no terreiro, quando exclamam:
"- Hoje vou à macumba".

Para estes que assim agem vai o devido esclarecimento, necessário para que não mais incorram neste lamentável equívoco.

1. Macumba é um termo utilizado por determinada etnia africana para designar certo tipo de árvore em torno da qual se desenvolviam certas práticas religiosas;

2. Da madeira da árvore citada eram confeccionados instrumentos de percussão semelhantes ao atabaque e ao reco-reco, também nomeados de macumba;

3. No final do século XIX e início do século XX, o termo macumba foi associado a qualquer prática religiosa de origem africana onde houvesse o uso de instrumentos de percussão, e que tivesse como finalidade à prática da magia para fins negativos;

4. Que a Umbanda, nada tendo a ver com tal quadro, passou a sofrer os efeitos deletérios de tal ofensa, fato que teve co-causas à omissão das ditas elites umbandistas em dar ao Movimento Umbandista os devidos esclarecimentos doutrinários e os instrumentos básicos de defesa ante a esses eventuais ataques.

5. Que por conta da falta de preparo de alguns (ou muitos) dirigentes umbandistas e da ausência de interesse de médiuns e assistentes em se esclarecerem acerca da religião que seguem, tal ofensa ainda se faz presente.

Irmão umbandista de fato e de direito, analise as informações aqui contidas.
Se estiver de acordo com seu conteúdo junte-se a nós nesta grande missão de orientação aos nossos irmãos menos informados, no tocante a explicar-lhes sobre os inconvenientes em se intitularem macumbeiros;
da ofensa em serem rotulados pelo mesmo nome;
e os prejuízos que tais fatos trazem a nossa Cristã Umbanda.

Como verdadeiro Filho de Umbanda que é, dê um pouco de luz aos seus irmãos de fé.

Diga-lhes com muito orgulho:

- SOMOS UMBANDISTAS,GRAÇAS A DEUS !!!

Saravá Umbanda !!!

Jornal Umbanda Hoje

terça-feira, 26 de abril de 2011

Revelação de uma Pombo Gira Guardiã

Nós andamos agitadas nas encruzilhadas, não estamos gostando do que certos escritores mal informados, que apenas cruzam pelos terreiros e que nem possuem a experiência de incorporação ou de trabalhos dentro da curimba de uma Pomba Gira, se arvoram em falar sobre nossa corrente, sobre nossos trabalhos.

Nos comentam como se fossemos lixo do astral ou menos espíritos apaixonados. Como se bastasse apenas nos oferecer elementos físicos, grosseiros materiais, para fazermos a vontade de todas as criaturas da face da Terra.

Pessoas que escrevem sem possuir o menor gabarito espiritual para comentar os mistérios da hierarquia de um espírito.

Nós estamos realmente agitadas no espaço que ocupamos e muito trabalhamos para formar a corrente deste aparelho, para que ela pudesse verdadeiramente receber a vibração e o ensinamento de todo o trabalho de uma Pomba Gira. Vocês não duvidem e não confundam as coisas que vocês vêem por aí. Aprendam se quiserem a ter o merecimento da proteção e do trabalho de uma Pomba Gira, seus giras.

Pomba Gira é gente já com gabarito de incorporação no exército divino, e quem já se encontra incorporado, como elemento deste exército, para a elaboração de evoluções maiores; não é sofredor nem lixo do espaço e nem desavisado e muito menos apegado a elementos tão físicos e baixos como querem nos apregoar.

Tenham mais humildade para aceitar as coisas do grandioso Senhor, que elabora no dia-a-dia a evolução dos universos siderais e não só o vosso.

Não pensais, pois, que sois o centro do universo, porque não sois não. Em todas as horas, em todos os momentos, o grande Senhor nos envia provas através, até mesmo, de aparelhos mediúnicos que nos deixam perplexos, bestializados com os que eles fazem como simples aparelhos e nada mais.

Porque eles são meros veículos de forças maiores; aqui, neste planeta, somos espíritos de certa envergadura, com milênios de aprendizado; nos chamam de Pomba Gira; poderiam ter-nos colocado outros nomes, não importam os nomes que nos tenham colocado.

Nós vos saudamos aqui na Terra, com esta indumentária; respeiteis e saibais compreender nossa natureza espiritual, para que não sejam publicadas aberrações que visem apenas ao comércio medíocre sobre o trabalho sagrado e santificante que traçamos para evolução de todos os paranormais em comunicação conosco.

Isto é de rara importância para todos aqueles que dirigem seus médiuns, seus filhos.

É de rara importância, queridos, que coloqueis sempre a vossa destra sobre os nossos enviados, filhos de Santo, com uma certa humildade e conhecimento de que todos os irmãos que se comunicam através de sua coroa são espíritos já incorporados num exército divino para elaborar uma tarefa de amor e fraternidade e de respeito por vossas vidas e não de desrespeito, porque este sempre parte de vós e não de nós.

Se existem nos planos do baixo astral desrespeitosos Eguns, é porque daqui partiram assim sem o merecimento de serem incorporados em nossas milícias. São esses pobres vagabundos do astral menor que necessitam mais de orações e caridade.

Vós, como chefes de terreiro e guias menores da Terra, que colocais sobre o peito montões de colares para assim serem reconhecidos, pois sois vós que devereis organizar os trabalhos. Sim, de mãos interpostas conosco, os irmãos do outro lado.

Para estes Eguns e sofredores, estes vagabundos, desairosos e desvairados dos espaços, sejam socorridos e não enlameados com vossos propósitos mesquinhos.
Muitas vezes, tomados por vossas vaidades, não sabeis reconhecer quem pisa dentro de vosso terreiro.

Aquele que é sofredor, aquele que é um mistificador de uma Pomba Gira verdadeira.

Porque a vossa vaidade vos cobre os olhos e vosso peito envergado de tantas “guias” não vos permite ver; cuidado…

Por hoje é só.

Dona Sete Encruzilhada.

Mensagem psicofônica da Senhora Pomba Gira Sete Encruzilhadas
– Médium: Luely Figueiró

Persistir na Missão

Por que às vezes parece tão difícil e até mesmo impossível cumprir com aquilo que nos parece ser parte de nossa missão enquanto encarnados na terra?

Os obstáculos e di sabores aos quais somos submetidos vêm com forma de nos proporcionar a evolução e testar nossa força, perseverança e fé.

Sucumbir mediante as provocações, por menores que sejam, é falhar em parte com aquilo que se tem a cumprir.

Permanecer sereno e firme nos preceitos de fé, amor e caridade incondicional em tais situações é meio eficaz para que se saia delas fortalecido e vitorioso.

Vitória esta que consiste não em méritos terrenos, mas sim em alcançar a primazia de manter-se vibrando em consonância aos guias e mensageiros de luz de nosso PAI; ao invés de descer seu padrão vibratório e ceder às perturbações (físicas, emocionais e espirituais) advindas das :tormentas terrenas.

Para que isto seja possível é necessário contemplarmos tais eventos com os olhos do amor e da caridade, de forma a encontrar o melhor em cada situação e em cada ser e entender que todos os eventos e pessoas que cruzam nossa jornada terrena têm algo a contribuir na edificação de nossa missão.

Negar ou omitir participação na vida daqueles que surgem em nosso caminho, ou simplesmente desistir mediante as barreiras encontradas nas mais diversas esferas de convivência social é abrir mão de parte da missão maior a qual, acima de tudo, todos nos estamos destinados a de tentar pelos meios que dispomos prestar caridade aos nossos irmãos.

Entenda-se caridade não como uma esmola, mas sim como gestos, atitudes e palavras de luz, que tem a capacidade de abrir mentes, caminhos e corações e modificar vidas.

Tal caridade deve ser uma experiência incorporada ao nosso cotidiano. Deve ser tão natural e vital quanto nossa respiração. Deve ser destinada a todos de forma incondicional, independente de qualquer fator ou valor mundano.

Lembremos sempre que fora da caridade não há salvação.
Essa é a máxima da doutrina espírita!

Paula dos Reis Moita

Salve a Umbanda!!! Salve a Caridade!!!

Devemos nos Espiritualizar


A condição temporária de médium é apenas mais uma tarefa, mais um trabalho a ser cumprido, que não o exonera de todas as outras tarefas comuns a todos os outros seres humanos.
Ao contrário, como médium, ou seja, como intermediário entre os homens encarnados e os homens desencarnados, ele deve conhecer bem a natureza humana e, para isso, deve viver bem NO mundo, sem viver PARA o mundo.

A mediunidade é condição que nos coloca em contato direto com o mundo espiritual, o mundo de onde viemos e para onde voltaremos quando esta vida terminar, mas, sendo neutra em si mesma, da mesma forma que nos dá a possibilidade do contato com seres elevados, também pode nos colocar em contato com seres desequilibrados e perturbados.
O que determina a qualidade dos contatos a serem feitos por seu intermédio é a intenção do contato e, principalmente, o nível espiritual de quem a possui e exerce.

Quanto mais espiritualizado for o médium, no sentido de ter consciência de sua condição de espírito em experiência na carne, aprendendo e corrigindo-se para crescer, mais elevados serão seus contatos e mais positivos os frutos desses contatos, mesmo quando manifestando entidades desequilibradas, desorientadas e perturbadas, pois estarão sempre voltados para a espiritualização da humanidade como um todo.

De nada adianta ser médium sem essa consciência, pois não estamos aqui para sermos apenas bons médiuns, mas para sermos espíritos melhores, mais éticos e amorosos, e a mediunidade é apenas mais um recurso que Deus nos proporciona para termos sucesso nessa empreitada.

O contato com o mundo dos espíritos, por si só, não atribui a nenhum médium qualidades morais que ele não tenha em si, que ele mesmo não tenha conquistado como consciência, que ele mesmo não possua, como herança de seus próprios esforços ao longo de sua vida espiritual.

Ninguém se torna digno de confiança e respeito apenas por ser médium.

E o médium só será considerado digno de confiança e respeito quando já o for como indivíduo.

Fonte: Jornal do Axé

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Existência de Deus



Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:

- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?

O crente fiel respondeu:

- Grande senhor, conheço a existência de nosso Pai Celeste pelos sinais dele.

- Como assim? – indagou o chefe, admirado.

O servo humilde explicou-se:

- Quando o senhor recebe uma carta de uma pessoa ausente, como reconhece quem escreveu?

- Pela letra.

- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?

- Pela marca do ourives.

O empregado sorriu e acrescentou:

- Quando ouve passos de animais, em redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?

- Pelos rastros – respondeu o chefe, surpreendido. Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:

- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não pode ser dos homens! Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também.

Autor: MEIMEI
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Da obra: Pai Nosso

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