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terça-feira, 12 de abril de 2011

Flores e Ervas na Umbanda



CONHEÇA ALGUMAS FLORES CONSAGRADAS AOS ORIXÁS

As flores expressam a harmonia divina e proporcionam paz e serenidade mental aos que sabem aprecia-las.

A arte dos arranjos florais, estimula a criatividade e proporciona a paz interior, e a Umbanda como síntese, vela pela preservação da tradição dessa arte sublime.

A magia com flores é milenar e se preservou na arte do Ikebana que, até o final do século 19 era uma prática restrita apenas aos homens.

Assim como as flores, as ervas também são de fundamental importância para a restituição e a reconstituição do equilíbrio nos médiuns de Umbanda pois, a natureza preserva a harmonia divina e os elementos naturais carreiam o Axé ( força ) da natureza.

as importantes correlações referentes aos sete Orixás, inclusive as essências que podem ser adquiridas em casas especializadas na comercialização de materiais para formulação de perfumes. Essas essências podem ser utilizadas na forma de banhos para restabelecimento do equilíbrio psico-aurânico bem como para a conservação do mesmo. No banho de essência utilizamos apenas três gotas para um litro de água pois, o excesso pode ser prejudicial, e no primeiro mês de uso fazemos o banho somente uma vez por quinzena e posteriormente uma vez por semana. Esse banho deve passar por todo o corpo, e para isso deve ser despejado por cima da cabeça ( ori ) passando por todo o corpo, após o banho normal de higienização.

O banho de ervas não deve ser usado a qualquer momento e se presta mais a desimpregnações e fixações mediúnicas e não deve ser despejado sobre a cabeça mas, sim a partir dos ombros. E para quem queira se banhar com as ervas, deve seguir a uma série de observações importantes principalmente na origem e no que tange a colheita das ervas que, deve ser executada em uma lua positiva ( nova ou crescente) pois, nessa época a seiva da planta se localiza nas folhas e na quinzena lunar negativa ( cheia e minguante ), a seiva se encontra próxima a raiz, ficando as ervas portanto, energeticamente defasadas .

Esse banho deve ser feito por infusão, ou seja, fervemos a água, a retiramos do fogo, colocamos as ervas e esperamos até que a mistura esfrie o suficiente para aplicá-la no corpo após o banho normal de higienização. Outra orientação é que se coloque um pedaço de carvão sob cada pé no momento do banho que deve ser despejado no corpo, no sentido do pescoço para baixo, ou seja, não deve ser despejado na cabeça. E basicamente é muito positivo utilizar nesse banho apenas uma erva da vibração de Oxalá ou uma erva da vibração original ( relacionada ao signo ) do médium que usará o banho.

As entidades de Umbanda, também utilizam a energia vegetal na forma de defumação, a fim de amortizar energias de choque oriundas do baixo astral e no intuito de aproveitar o equilíbrio natural dos vegetais para re-harmonizar nosso organismo por meio da absorção, via respiração, da energia emitida por essa aroma-terapia que é decodificada por nosso organismo por meio do rinoencéfalo.

Para melhor projeção das energias provenientes da defumação, a mesma deve ser feita em um turíbulo de barro e deve obedecer a critérios específicos que qualificam e quantificam as ervas ou essências utilizadas para esse fim.

Uma defumação positiva utilizada para desagregar energias negativas pode ser composta de três porções de erva-doce, com uma porção de cravo e uma porção de canela. Para defumar pessoas o importante é que a fumaça seja inalada ou seja, não é necessário 'fulmigar" a pessoa com excessiva fumaça pois, uma emanação sutil que possa ser sentida pela respiração já produz efeitos notáveis.

A nível superior podemos utilizar o incenso puro na forma de pequenas pedras utilizadas no turíbulo ou mesmo de varetas especialmente preparadas que podem ser adquiridas no comércio. A fumaça do incenso assim como a do sândalo e de outros elementos, veicula pedidos superiores e eleva nosso tônus vibratório

Para defumarmos ambientes como casas ou estabelecimentos comerciais, devemos fazer a defumação dos fundos do estabelecimento para a entrada ou seja, direcionaremos os fluídos negativos para fora da casa em questão. E para potencializar esse processo podemos deixar uma cumbuca de água com sal atrás da porta de entrada que deve ser substituída semanalmente, e podemos utilizar certos pontos cantados ou mantras que possuem o poder de direcionar as energias da natureza aumentando a eficácia do trabalho magístico.

Com essa mesma filosofia, as entidades ditas como caboclos e Pais-velhos, fazem uso do fumo nas sessões de caridade dos terreiros de Umbanda.

Portanto, não é correta a exortação de leigos que atribuem que o uso do fumo em forma de charutos e cachimbos pelas entidades de Umbanda seja decorrente de uma pseudo-inferioridade ou um suposto vício que esses seres astralizados trazem de vidas anteriores.

Existe portanto, um véu entre a aparência e a essência da Umbanda que raras pessoas podem conceber e mais raras ainda são as pessoas que se desprendem dos aspectos místicos e míticos e adentram o nível cósmico da Umbanda e da vida.

Como disse Shakespeare: " Existem muito mais mistérios entre o céu e a terra do que suponhe nossa vã filosofia..."

As flores consagradas aos Orixás são:

lírio branco – Oxalá ;
rosa Branca – Yemanjá ;
crisantemo branco – Yori ( Ibeji );
cravo branco - Xangô ;
violeta – Yorimá ( Obaluaye ) ;
palmas vermelhas – Oxossi ;
cravos vermelhos – Ogum ;

Forneceremos a seguir as principias ervas relacionadas com cada uma sete legiões dos sete Orixás segundo a alta magia de Umbanda baseada na correspondência astro-vegetativa focada nos sete chefes de legião principais de cada vibração original ou Orixá segundo seus entrecruzamentos vibratórios:

Oxalá

Urubatão da Guia ------------------- Maracujá

Guaraci ------------------------------- Girassol

Guarani ------------------------------- Hortelã

Aymoré ------------------------------- Louro

Tupi ------------------------------- Arruda

Ubiratan ------------------------------- Jasmim

Ubirajara ------------------------------- Erva- cidreira




Ogum


Ogum de Lei -------------------------- Romã

Ogum Rompe-Mato ---------------- Samanbaia

Ogum Beira Mar ------------------------ Jurubeba

Ogum de Malé --------------------------- Cinco Folhas

Ogum Megê ------------------------------ Macaé

Ogum Yara ----------------------------- Losna

Ogum Matinata ------------------------- Tulipa




Oxossi


Arranca-toco -------------------------- Erva Doce

Cobra Coral ------------------------- Parreira-do-mato

Tupynambá ------------------------ Sabugueiro

Juremá ------------------------ Erva-doce

Pena Branca ------------------------- Malvaísmo

Arruda ----------------------- Malva-cheirosa

Araribóia ------------------------------ Dracena




Xangô


Xangô kaô ------------------------------ Limão

Xangô Pedra Preta ---------------- Goiaba

Xango 7 Cachoeiras ---------------- Erva-tostão

Xangô 7 Pedreiras -------------------- Abacate

Xangô Pedra Branca ----------------- Lírio da cachoeira

Xangô 7 Montanhas ---------------- Alecrim do mato

Xangô Agodô --------------- Fedegoso




Yorimá


Pai Guiné ------------------------------- Eucalipto

Pai Congo D´Aruanda ------------ Sete-sangrias

Pai Arruda ------------------------ Vassoura branca

Pai Tomé --------------------------- Alfavaca

Pai Benedito -------------------------- Trombeta

Pai Joaquim --------------------- Guiné-pipiu

Vovó Maria Conga ------------------- Tamarindo




Yori


Tupãnzinho ----------------------- Manjericão

Yariri ------------------------------ Verbena

Ori ------------------------------- Capim-limão

Yari ------------------------------- Melão-de-São Caetano

Damião ------------------------------- Morango

Doum ------------------------------- Amoreira

Cosme ------------------------------- Crisântemo




Yemanjá


Cabocla Yara ----------------------- Panacéia

Cabocla Estrela do Mar --------- Pariparoba

Cabocla do Mar ------------------- Picão-do-mato

Cabocla Indayá -------------------- Manacá

Cabocla Yansã ------------------ Folhas de violeta

Cabocla Nanã Burukum --------- Arruda fêma

Cabocla Oxum ------------------ Quitoco

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ervas (Preparação)


INFUSÃO

Para partes macias das plantas, folhas e flores, coloca-se a erva triturada, em recipiente de porcelana, ou de barro, ou ainda, de vidro, despejando água fervente, deixando em repouso por 15 minutos, coberta por um pano branco.

DECOCÇÃO

Para madeiras, raízes, sementes, caules ou partes duras das plantas. Pega-se um recipiente e coloca-se a planta junto com a água fria e leve ao forno, dependendo da planta, por 10, 20 ou 30 minutos. Existe um termo “decoto de meio”, que significa deixar a água fervendo até que se reduza a metade de seu volume, depende da indicação.

MACERAÇÃO

Principalmente para folhas e flores. Coloca-se uma erva triturada em recipiente de porcelana, despejando água fria, cobre-se o recipiente, deixando-o repousar em local fresco, por um ou mais dias, dependendo da indicação. Este preparo permite uma maior duração. A maceração também é feita com vinho, álcool, óleo, azeite.

COAGEM

Deve ser feita sempre em filtro de algodão ou linho. Também podem ser usados coadores descartáveis.

TINTURA

É preparada colocando as ervas em imersão no álcool, principalmente o de cereais.

Coloque a erva triturada em vidros, de preferência âmbar, até 30% do volume, adicione o álcool até completar 90% e complemente os 10% restantes com água destilada. Guarde o vidro em local escuro ou enterre-o por 20 ou 30 dias.

UNGUENTOS

Para uso externo. Três partes do sumo fresco da erva a ser utilizada, para cada 10 partes de gordura vegetal. Cozinhar em banho-maria durante uma hora.

COMPRESSAS

Para ferimentos, batidas. Lava-se bem a planta, antes de aplicar nas feridas, espreme-se a planta diretamente sobre a pele, coloca-se a planta sobre a pele e amarra-se com uma faixa. Podem ser feitas compressas com chás e tinturas, neste caso é recomendado utilizar um pano de algodão dobrado três vezes, embebido no líquido e colocar em cima com um pano seco.

PÓS

Cascas e rizomas podem ser reduzidos a pó. Neste caso elas devem estar bem secas e serem piladas.

XAROPES

Erva seca ou verde triturada, adiciona-se uma xícara de água fervente, deixando em repouso por 2 horas, filtrar, colocando na proporção de um para um, mel ou açúcar mascavo derretido. Pode ser adicionado extrato de própolis para conservar.

BANHOS

Podem ser preparados por infusões e macerações à frio.

DEFUMAÇÕES

O efeito é sempre melhor se utilizarmos com o material mágico apropriado. Conchas e turíbulos com carvão.


Observação:
As plantas nascidas no seu próprio habitat, possuem uma força maior do que as cultivadas. Como orientam nossos mentores, a planta que cresce naturalmente no seu próprio jardim é aquela que veio para cura-lo. . Quando vamos colher as plantas, precisamos estar atentos se não estamos muito próximos ao asfalto, porque a erva pode estar afetada pelos gases dos automóveis, verificar se na área existe o uso de agrotóxicos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Irmão, você conhece o Alecrim?


Os espanhóis dizem que foi o alecrim que protegeu a Virgem Maria na sua fuga para o Egito e que, quando o seu manto roçava as flores brancas, estas iam ficando azuis.
Entre suas propriedades farmacológicas, podemos citar que é um tônico geral da circulação sanguínea e do sistema nervoso, sendo indicado em casos de esgotamento físico e mental. É ligeiramente diurético, estimulando as funções renais. Atua sobre a secreção biliar. É digestivo, atuando contra a formação excessiva de gases e também auxiliando na digestão de gorduras. Possui ainda um efeito hepatoprotetor e uma atividade anti-inflamatória, indicado contra afecções reumáticas e articulares. Externamente, estimula a circulação local e alivia as dores. No couro cabeludo, estimula a circulação e o crescimento capilar. Tem ainda ação anticaspa e previne a queda de cabelo. É importante, no entanto, ressaltar que seu uso durante a noite pode alterar o sono.
O alecrim é usado por cozinheiros e boticários desde os tempos mais remotos. Com fama de reforçar a memória, logo se tornou o emblema da fidelidade dos amantes. Costumava-se queimar alecrim resinoso no quarto dos doentes para purificar o ar, e espalhar os ramos nos tribunais, a fim de afastar a “febre das cadeias” (tifo).
Durante a peste, era transportado em bolsinhas em volta do pescoço, que se cheiravam quando se viajava por zonas suspeitas. Em algumas aldeias, põe-se a roupa branca a secar em cima do alecrim para que o sol liberte o seu aroma, que repele as traças. Também é uma boa planta para vedação de jardim.
Além do alecrim comum, existem muitas variedades, incluindo uma nova e vigorosa, chamada Swyer´s Selections, com grandes flores malva-azuladas, que pode atingir 2,5 metros em três anos. Há também uma variedade com as extremidades douradas e os textos antigos mencionam outra prateada. Atribuem-se poderes místicos ao alecrim, “Planta que só nasce no jardim dos justos”.
Algumas dicas
• Chá: juntar água fervendo sobre as folhas e extremidades floridas na proporção de uma xícara de chá para 8 a 10 gramas de erva fresca, ou 4 a 5 gramas de erva seca. Cubra e deixe repousar até chegar à temperatura adequada para ser ingerida.
• Infusão: Colocar de 100 a 500 gramas de folhas e/ou extremidades floridas num balde de água. Cozinhar de 20 a 40 minutos. Coar e despejar na água do banho. Fortifica as crianças fracas e auxilia nos casos citados acima.
• Sumo: o sumo seco e o pó das folhas servem para cicatrizar feridas.
• Vinho: 1 litro de vinho, 25 gramas de folhas de alecrim, 20 gramas de sálvia e 15 gramas de mel. Aquecer em banho-maria por 20 minutos. Repousar até esfriar. Tomar um cálice antes das refeições.
• Maceração: para cada copo de água, unir 10 gramas de folhas de alecrim, raízes de urtiga e bardana. Deixar em contato por no mínimo uma noite, no sereno e, no máximo, 15 dias. Fazer fricções no couro cabeludo. Faz o cabelo crescer e escurecer.
• Essência: usada para afastar traças.
• Culinária: Condimento em patês, molhos, saladas e temperos
Retirado do livro “A dieta de Jesus – Os segredos da Bíblia para uma alimentação saudável” de Heloísa Bernardes
Na Umbanda

O Alecrim é um maravilhoso desimpregnador de larvas astrais, razão pela qual deve-se usá-lo na defumação, afasta a energia do mal olhado e harmoniza todo o ambiente. Queimando o seu caule purifica-se, de forma acentuada, o ambiente onde se encontram pessoas doentes.

Nos banhos de ervas o Alecrim equilibra o emocional, ajuda a perdoar as mágoas e restitui rapidamente a energia perdida. É uma das ervas que ajudam na depressão e estados permanentes de cansaço por problemas emocionais. É a planta chave da falta de auto estima e aumenta a capacidade de aprendizado ativando o mental e o racional.
Erva da juventude eterna, do amor, amizade e alegria de viver. Ajuda as crianças com estrutura emocional em desarmonia e atua nos desconfiados, nos que não acreditam em si mesmos, nos que não têm coragem de se lançar em novos projetos. É A ERVA DA CORAGEM.
Essa erva colocada debaixo do travesseiro afasta maus sonhos e usado em escalda pés tira todas as energias negativas acumuladas durante o dia.
Algumas dicas de Ervas para:
Ajudar Desenvolver da Espiritualidade – jasmim, anis estrelado, alfazema, sálvia, camomila, rosa branca, boldo, alecrim, salsinha.
Limpar os Ambientes de Energia Negativa – cânfora, comigo ninguém pode, guiné, arruda, alecrim, espada de São Jorge.
Proteger Contra a Magia Negra e Negatividade – alecrim, louro, jasmim, cenoura, violeta, hortelã pimenta, verbena, gerânio, manjericão, patchuli, noz moscada.
Harmonizar e Equilibrar – malva, alecrim, alfazema, jasmim, anis estrelado, sálvia, camomila, rosa branca, girassol, flor de laranjeira, hortelã, ipê amarelo, lírio, melissa.
ATENÇÃO:
  • Antes de usar qualquer erva de forma fitoterápica, consulte sempre seu médico.
  • Antes de usar qualquer erva de forma energética, magnética, espiritual, religiosa, magística, consulte sempre seu Pai e/ou Guia Espiritual que cuida de você.
Afinal, mais do que ninguém, ele sabe o que é melhor ou pior para você. Entenda que de acordo com nosso estado energético e espiritual as ervas podem causar ações e reações que são diferentes de pessoa para pessoa.
Escrito por Mãe Mônica Caraccio http://www.minhaumbanda.com.br

sexta-feira, 25 de março de 2011

O poder das Ervas


Os poderes das ervas são conhecidos desde os princípios dos tempos. Várias são as civilizações que se utilizaram ou ainda se utilizam das propriedades mágicas, curativas, espirituais e religiosas atribuídas às ervas ou ao reino vegetal, seja através da presença de uma divindade vegetal, agrícola ou através do seu uso nas suas liturgias e/ou na sua medicina(1).

Existem registros da sua utilização desde as eras mais remotas, como pinturas rupestres em cavernas, passando por todo o mundo antigo e medieval, até ao contemporâneo.

Existe uma forte cultura sobre o uso das ervas no antigo Egito, na Palestina, na Babilônia, em todo o mundo árabe, mas também na Índia, na China, em Roma, Alexandria, Europa medieval, nos territórios celtas, nórdicos, indígenas, etc., sempre com uma função de grande importância, seja na religiosidade, na medicina, na alimentação, na cosmética e até mesmo no comércio. Por isso, a Umbanda não traz nada de novo ao usar as ervas nos seus rituais religiosos e magísticos. Muitas outras religiões ancestrais já recorriam às ervas para os mais variados fins, como cura, limpeza, sortilégios, elixires, iniciação, etc. E a Umbanda absorveu parte desse conhecimento, principalmente os que vieram dos cultos naturais, nomeadamente os de nação, os vários candomblés existentes e o Catimbó.

No entanto a Umbanda fundamenta-se de forma diferente das outras religiões das quais herdou vários conhecimentos. Assim, possui um entendimento diferente sobre o uso das ervas sem contudo negar ou desrespeitar os conhecimentos transmitidos e os dogmas presentes em outras tradições religiosas.

Podemos dizer que seu uso é mais “livre”, o que não quer dizer irresponsável, pois é preciso todo um conhecimento prático, espiritual e intuitivo para se atingir determinado fim nos seus ritos e trabalhos.

Cada erva recebe uma imantação, uma energia divina que a distingue das outras. E cada erva tanto pode receber a imantação de um único Orixá, o que é raro devido a complexidade existente no mundo vegetal, como de vários Orixás. Assim se estabelece uma analogia vibratória da qualidade da erva com determinados Orixás. Por isso escutamos dizer que tal erva é de Oxalá, outra é erva de Xangô, erva de Iemanjá, etc. E cada uma dessas ervas, de acordo com as suas características, tem fins ritualísticos específicos. Por exemplo, um banho de “espada de Ogum” (Sansevieria trifasciata) não possui o mesmo efeito energético, terapêutico e espiritual que um banho de “Cipó Caboclo” (Davilla rugosa) nem de um banho de “tapete de Oxalá” (falso boldo / Coleus Barbatus).

A Umbanda utiliza as ervas principalmente para preparação de banhos, defumações e amacis(2) entre outras finalidades. Diferente do que muitos pensam, existe toda uma ciência por detrás dos banhos e das defumações.

(1) As antigas medicinas estavam intimamente ligada à espiritualidade ou religiosidade.
(2) Banhos de iniciatórios com várias finalidades.
Autor: Heldney Cals

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ervas na Umbanda

Ervas na Umbanda



O elemento vegetal é muito importante para a manutenção e equilíbrio dos seres vivos. Através de processos variados os vegetais retiram o prana da natureza, seja através do Sol, da Lua, dos planetas, da terra, da água, etc. São portanto, grandes reservas de éter vital e que através dos tempos, o ser humano, descobriu estas propriedades. Usamos os vegetais, desde a
alimentação até a magia, sempre transformando a energia vital, através de processos e rituais.


Os vegetais são diretamente influenciados pela natureza. A lua e o sol são os astros que muito influenciam a absorção do prana e devemos conhecer estas influências. Uma delas, estaremos
enfocando, que é a influência lunar sobre os vegetais.
As quatro fases lunares, que tem duração de sete dias cada, faz-se necessário conhecê-las, pois em duas fases existe o que chamamos de quinzena positiva, propícia para a colheita de
ervas para rituais diversos na Umbanda (banhos, defumações etc.) e nas outras duas temos a quinzena negativa, pois a concentração de éter, nas folhas, frutos e flores, é muito baixa.


A influência da lua nas ervas:

Lua Minguante: Nesta fase lunar, o prana concentra-se na raiz, vitalizando-a, permitindo que extraia os nutrientes necessários do solo. Não é uma fase propícia para a colheita de ervas,
pois está na quinzena negativa.


Lua Nova: caracteriza-se pela "ausência" da lua. É a primeira fase da quinzena positiva, pois o éter vital concentra-se na parte superior do vegetal, isto é, nas folhas, frutos, flores e caules
superiores. Assim, é uma das fases propícias para a colheita de elementos vegetais.


Lua Crescente: É a fase complementar, ou segunda fase da quinzena positiva. O éter vital, ou corrente prânica, ainda está nas folhas, flores e frutos. Está se dirigindo das extremidades das plantas para o seu centro.

Lua Cheia: Está na quinzena negativa, não sendo propícia a colheita de ervas, para efeitos ritualísticos, pois o prana ou éter vital, está no caule principal e dirige-se às raízes, para completar o ciclo.

Existe também a questão das ervas solares e as ervas lunares, onde colhemos as solares durante o dia e as lunares durante a noite. Os vegetais são de maneira geral, condensadores
das energias solares e cósmicas. Há ervas que recebem influxos mais diretos de certos planetas ou luminares, sendo, portanto, ervas particulares desses planetas.


Os corpos celestes são a concretização de certas Linhas de Forças de um determinado Orixá, assim, por extensão, temos ervas relacionadas a cada um dos Orixás.


(Autoria desconhecida - retirado do Jornal Umbanda Branca ano III Nº 23)
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