Seguidores e Amigos da Umbanda

Translate

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

Mostrando postagens com marcador Médium. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Médium. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Aprendendo Sobre O Seu Guia



Caros Irmãos, eu estou na internet desde de 1998, mas tem aproximadamente 5 anos que venho tentando falar de Umbanda na internet, mas logo assim que eu comecei procurava feito um louco, história do cigano que eu trabalho, do Exú e do Caboclo, nada encontrei e um dia o cigano que trabalho, falou que a história dele estava começando naquele exato momento e seria aquela que eu teria que aprender, seria aquela que eu teria que propagar, dentro das Leis da Umbanda.
Eu nem mesmo um ponto cantado tinha para cantar para o Caboclo, Exú e para o Cigano, nem uma linha encontrei sobre eles aqui na internet, mas com muito trabalho, perseverança e doutrinação, eu fui compreendendo aquela mensagem do amigo Cigano, hoje sei que cada Guia/Espírito é Uno, tal como nós somos, estes podem ter o mesmo nome, mas não são os mesmos de forma alguma ninguém irá trabalhar com ele após seu desencarne, poderá sim trabalhar com um espírito com o mesmo nome que chega na mesma Falange ou Legião. 

Exemplo:
Eu posso trabalhar com Tranca Ruas das Almas e você também, podemos até ter os mesmos Pais e Mães de cabeça, mas o Tranca Ruas das Almas que você trabalha, não é e nunca será o mesmo que eu trabalho, mas ambos chegam na mesma vibração, na mesma energia, são das mesmas Falanges. 

PERCEBA O QUE DIZ ESTE TEXTO ABAIXO:
Existem basicamente 3 fatores que fazem com que a apresentação do guia varie:
1 – São espíritos diferentes.
2 – Trabalham em Médiuns diferentes.
3 – Trabalham em Terreiros Diferentes.

1 – São espíritos diferentes.
Antes de tudo cada guia que incorpora é único, cada um é um espírito em particular, com seu jeito de agir e pensar. O nome de que se utilizam é apenas um indicativo da forma que trabalham de sua linha e irradiação. Por isso podemos ter vários espíritos trabalhando com o mesmo nome, sem que sejam por isso um só espírito.
É como ser um médico, engenheiro, etc… Todos possuem um conhecimento comum, além do conhecimento individual. E isso faz com que trabalhem de forma diferente, mas seguindo a mesma linha geral. A mesma coisa acontece com nossos guias.
 
2 – O médium, mesmo os inconscientes interferem animicamente na incorporação.
Entenda-se que não é uma atitude deliberada do médium, mas algo que “vaza” da personalidade do médium na incorporação. Desde que esta interferência não atrapalhe o trabalho do guia, isto é perfeitamente aceitável.
 
3 – Trabalham em Terreiros Diferentes.
Se um médium continua trabalhando com o mesmo espírito, mas mude para um terreiro em que o ritual seja diferente, também é comum observarmos pequenas mudanças na apresentação e n trabalho do guia, trata-se da adaptação do guia ao novo local de trabalho.
Por isso há muitas variações na apresentação e método de trabalho dos guias. E perguntas como:
Alguém Conhece o Preto-Velho X ?
Como se apresenta o Caboclo Y ?
Informações sobre o Exu Z ?
Além de não atenderem a uma descrição fiel do guia a que quem pergunta se refere, podem aumentar o animismo ou causar insegurança.
Aumentar o animismo: A pessoa lê uma descrição de que o Caboclo Y não fuma charuto, e quando incorpora, fica com aquilo na cabeça, assim mesmo que o Caboclo queira pedir um charuto, pode encontrar dificuldades de romper esta barreira anímica criada pelo médium.
Causar Insegurança: O médium lê que o Exu Z quando incorpora ajoelha no chão, aí pensa, “nossa o que eu incorporo não ajoelha!!!” e começa a se sentir inseguro quanto a manifestação do seu guia, podendo com isso atrapalhar o seu desenvolvimento.
 
Resumindo, a melhor forma de conhecer seu guia e através do tempo, do desenvolvimento e do trabalho com ele, assim pouco a pouco você vai se interando de como ele é, como gosta de trabalhar, etc. E vai conhecê-lo como ele verdadeiramente é!

Caros Irmãos, quem me dera eu naquela ocasião tivesse essas explicações, teria evitado muito tempo perdido, foi tudo em vão a minha procura, perguntava ao vento, perguntava o que só eu poderia responder, o que só os Guias que eu trabalhava poderia informar.
Só para demonstrar como foi difícil darei o nome do Caboclo e do Exú que trabalho, tente achar algo sobre Eles aqui na internet.
Caboclo Bugre – irá encontrar um ou dois Pontos Cantados e mais nada
Exú Quebra Osso – Talvez encontre apenas uma frase que ele era irmão de Tatá Caveira, talvez ainda um Ponto Cantado.
Graças ao bom Deus esta dificuldade só aumentou minha Fé nesses, estejam tranqüilos que tudo será revelado no momento que vocês estiverem preparados, estude, estude e estude, assim estará ajudando seus Guias e sua espiritualidade.
Estejam sempre em paz e que a alegria dos Espíritos de Luz sejam uma constante em vossas Caminhadas!

Por: Alex de Oxóssi
Fonte: http://povodearuanda.wordpress.com/

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Desenvolvimento Mediúnico e Comprometimento Mediúnico


COMPROMETIMENTO MEDIUNICO

Desenvolver a mediunidade na Um­banda é algo considerado de gran­de responsabilidade.

O mé­dium que vai se desenvolver irá lidar com vidas humanas, muitas vezes, em momentos de dor e perdas,
outros em conflitos existenciais e questionamentos de valores.

Este médium para exercer mini­ma­mente bem sua atividade mediúnica diante da responsabilidade assumida deve ter ao menos comprometimento com o compromisso assumido ou que pretende assumir. Podemos chamar de “Comprometimento Mediúnico”.

Se a tarefa mediúnica não é priori­da­de em sua vida,
então podemos con­cluir que dificilmente realizará um bom trabalho para si e para os outros, pois, não basta ter o fenômeno de incorpo­ração e deixar que um espírito faça tudo e assuma todas as responsabilidades como se este trabalho não dependesse também de uma parceria entre o médium e seus guias que necessitam dele para trabalhar e vice-versa.

Sem comprometimento o trabalho espiritual fica para segundo plano:

Vela de anjo da guarda, banhos, firmezas, orações e verdades ficam para trás.

Quando se dá conta já não consegue mais ter a freqüência desejada no com­promisso assumido.
        
Quando chega a este ponto, de dar desculpas a si mesmo e aos outros por suas faltas, temos um sinal de alerta.

Talvez, este médium deva voltar a assis­tência durante um período para pensar melhor se quer apenas poder vir de vez em quando ao terreiro ou assumir um compromisso consigo mesmo e com a espiritualidade.

Se pretende freqüentar esporadi­camente o templo de Umbanda, basta estar na consulência e dar passagem a seus Guias quando houver esta liberdade ou mesmo recebê-los em sua casa para que seus Mentores lhe dêem uma orien­tação pessoal no caminho a seguir e como lidar com a situação. Precisamos ouvir nossos Guias an­tes de esperar que os outros os ouçam.


Somos médiuns para oferecer o dom a quem necessita, para recebermos e buscar algo nossa posição é de con­sulente; aquele que mais pretende oferecer que receber é médium, aquele que pretende mais receber que ofe­re­cer é consulente. Mas há de convir que o médium é o primeiro a receber os be­nefícios do convívio com as entidades espi­rituais. Pois tudo de bom passa por ele enquanto as cargas negativas, emo­ções e dores se descarregam sem per­manecer nele mesmo.

A oportunidade de aprendizado ou­vindo as dores alheias são únicas e po­dem transformar sua vida. Assim como uma palavra certa pode salvar vidas, uma palavra errada pode destruir vidas e aí está a grande respon­sabilidade mediúnica.

Melhor uma entidade “muda” a outra que no seu afã “de ajudar” possa falar “demais” ou “além da conta”, sem entrar no mérito de “bobagens” ditas acerca da vida, dos costumes ou valores de quem se encontra na dor ou numa en­cruzilhada da vida.

Comprometimento mediúnico é comprometimento com a vida, o descomprometimento mediúnico denota descomprometimento com a vida, um alto enganar-se, auto sabotagem ou simplesmente um sinal de que, talvez, pode ser, que o seu caminho seja em outro lugar, o que pode ser na mesma religião ou outra religião. E ninguém pode saber esta resposta a não ser você mesmo com a força do seu coração e do seu ser junto ao “eu superior” e Deus.

Escrevi estas linhas para meus irmãos, filhos, do terreiro/templo – escola Pena Branca, mas creio que embora esteja carregado de alguns conceitos locais (restritos a este Templo) ofereço a todos como uma reflexão sobre o compromisso e o comprometimento mediúnico.

Não se engane, não se melindre, nem busque muletas emocionais para se colocar na posição de perseguido ou
discriminado. Num trabalho espiritual não há “patinho feio” todos tem o mesmo valor e fazem parte  do mesmo todo. Cabe a cada um reconhecer onde deve se melhorar, no entanto não nos cabe buscar onde o outro deve melhorar, só nos cabe aceita-lo, desde que suas atitudes não coloquem em risco o trabalho do grupo.

Só ao dirigente espiritual cabe esta responsabilidade, que é ENORME, pois assim como uma palavra errada à um consulente pode criar um problema em sua vida e derrubá-lo por mecanismos de sua própria mente ,que ainda não foi “burilada” (no sentido psicológico e não iniciático), por falta de maturidade, da mesma forma uma troca de informações e impressões desencontradas entre médiuns, de uns a cerca dos outros, pode levar ao afastamento temporário ou permanente daquele que recebeu critica errada na hora errada ou simplesmente uma instrução não adequada, com relação a si, seu comportamento ou a condição
Mediúnica dentro de tal templo.

Da mesma forma médiuns que se melindras e acreditam que merecem mais atenção, médiuns que crêem que só eles estão com a razão e todos errados, médiuns que descarregam seu emocionais desequilibrados durante um trabalho mediúnico ou que buscam dentro do grupo a posição de vitima para chamar a atenção, da mesma forma como foram condicionados em seus lares, escolas, ambiente de trabalho ou na sociedade em geral, precisam antes de assumir a responsabilidade de incorporar uma entidade para tratar e ouvir aos outros... Ele precisa antes cuidar de si mesmo, aprender a aceitar-se mais, perdoar-se e perdoar aos que lhe machucaram durante o processo de crescimento.

Crescer dói, mas não há dor que não termine e melhor sentir a dor num processo de transformação para melhor e curar-se, aceitando seus próprios erros, independente da vida tê-lo feito sofrer, do que  alimentar anos de dor calcada numa posição de vitimização.

Hoje um dos assuntos mais em alta é a questão do “Buling” nas escolas e todos nós que somos Pais sofremos junto e sabemos o drama e traumas do “Buling”, pois quem não sofreu “Buling” em algum momento da vida escolar assistiu alguém vítima de “Buling” e pode observar como seu comportamento ficou alterado, como a criança muitas vezes vai se tornando reclusa e fechada com receio de se expressar e ser notado pelos agressores.

Em muito momentos da vida carregamos esta “Síndrome de Buling”, assim como muitos foram “abusados”, outros foram expostos ao ridículo de várias formas, ou simplesmente foram desacreditados de si mesmos... Assim como todas as outras dores
Estas também devem ser curadas.

No entanto se nos oferecem muitas ferramentas para nossa cura e não houver uma vontade sincera de curar-se podemos nos acomodar e com o tempo passar a crer que toda critica mesmo que construtiva foi escrita e endereçada a nós:

“Foi colocado para todos lerem ou dito para todos ouvirem, mas no fundo ‘eu’ sei que era para mim...”

Bem as vezes é mesmo, não é?

As vezes não, via das duvidas o melhor é dar o nosso melhor
Mediunicamente, respeitar a casa que nos acolhe e os irmãos que estão no mesmo “barco”, assim só nos resta a consciência tranqüila de um trabalho silencioso...

Um grande abraço,
Axé
Que Oxalá nos abençoe

Alexandre Cumino


Texto Complementar Cicatrizes:


Cicatrizes
Autor Desconhecido

Há alguns anos, em um dia quente de verão, um pequeno menino decidiu ir nadar no lago que havia atrás de sua casa. Na pressa de mergulhar na água  fresca, foi correndo, deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa.  Voou para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água.

Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro.  Com medo absoluto, correu para o lago, gritando para seu filho o mais alto quanto conseguia. Ouvindo sua voz, o pequeno se alarmou, deu um giro e começou a nadar de volta ao encontro sua mãe.  Mas era tarde.

Assim que a alcançou, o jacaré também o alcançou.

A mãe agarrou seu menino pelos braços enquanto o jacaré agarrou seus pés.  Começou um cabo-de-guerra incrível entre os dois.  O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixá-lo ir... Um fazendeiro que passava por perto, ouviu os gritos, pegou uma arma e disparou no jacaré.

De forma impressionante, após semanas e semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu.  Seus pés extremamente machucados pelo ataque do animal, e, em seus braços,  os riscos profundos onde as unhas de sua mãe estiveram cravadas no esforço  sobre o filho que ela amava.

Um repórter de jornal que entrevistou o menino após o trauma, perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes.  O menino levantou seus pés.  E então, com óbvio orgulho, disse ao repórter: “Mas olhe em meus braços.  Eu tenho grandes cicatrizes em meus braços também.  Eu as tenho porque minha mãe não deixou eu ir.”

Você e eu podemos nos identificar com esse pequeno menino. Nós também temos muitas cicatrizes. Não, não a de um jacaré, ou qualquer  coisa assim tão dramática, mas as cicatrizes de um passado doloroso, algumas daquelas cicatrizes são feias e causam-nos profunda dor.  Mas, algumas feridas, meus amigos, são porque DEUS se recusou a nos deixar ir.

E enquanto você se esforçava, Ele estava lhe segurando. Se hoje o momento é difícil, talvez o que está te causando dor seja Deus cravando-lhe suas unhas para não te deixar ir, lembre-se do jacaré e, muito mais, d’Aquele que mesmo em meio a tantas lutas nunca vai te abandonar e certamente vai fazer o que for necessário para não te perder, ainda que para isso seja preciso deixar-lhe cicatrizes.



Este texto não foi escrito para ninguém em especial, ele é dedicado a todos inclusive a mim também.

Por Alexandre Cumino

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Estudo da Mediunidade


Conceitos Básicos
·        A mediunidade não é sinal de santificação, nem representa característica divinatória.
·        É apenas um meio de entrar em contacto com as almas que viveram na Terra.
·        Os médiuns se tornam mais responsáveis do que as demais pessoas, por possuírem a prova da sobrevivência que chega a todos por seu intermédio.
·        A educação da mediunidade possibilita a pessoa ser feliz pelo bem que pode realizar e pelo prazer de experimentar o bem que se recebe.
·        Todo indivíduo que, conscientemente ou não, capta a presença de seres espirituais é portador de mediunidade.
·        Ela surge em qualquer idade, posição social, denominação religiosa ou cepticismo no qual se encontre a pessoa.
·        Às vezes, quando do aparecimento da mediunidade, surgem distúrbios vários, sejam na área orgânica, através de desequilíbrios e doenças, ou mediante inquietações emocionais e psiquiátricas.
·        Não é a mediunidade que gera o distúrbio no organismo, mas a ação fluídica dos espíritos que favorece a distonia ou não.
·        Quando a ação espiritual é salutar, uma aura de paz e de bem estar envolve o médium.
·        O exercício correto da mediunidade não oferece nenhum perigo a quem quer que seja.
·        A mediunidade deixada ao abandono pode ser utilizada por entidades perversas ou levianas, que a perturbam, entorpecem ou a tornam um meio de desequilíbrio para  o médium e quem o cerca.
·        Não é o médium, mas sim sua conduta que atrai espíritos bons ou maus.
·        A mediunidade deve ser exercida com devotamento e modéstia, objetivando a divulgação da verdade.
·        Não é um compromisso vulgar para exibicionismo barato ou promoção pessoal.
·        O conforto que proporciona é superior à capacidade de julgamento.
·        A esperança que faculta é maior que quaisquer palavras.
·        Os espíritos nobres não se submetem aos caprichos dos médiuns e das pessoas frívolas interessadas em jogos vazios do personalismo perturbador. Estas sintonizam-se com espíritos vulgares e irresponsáveis, que os levam a obsessões sutis a princípio, a caminho de lamentáveis processos irreversíveis e dolorosos.
·        O mau uso da mediunidade pode entorpecê-la ou até mesmo fazê-la desaparecer.


Obstáculos a Mediunidade Nobre
·        Tudo que induza à vaidade ou à projeção nos palcos do mundo. Nada de pressa de querer “salvar a humanidade”.
·        O mercantilismo: induzido por pessoas inescrupulosas e desconhecedoras da finalidade do espiritismo, o médium, resistindo no início aos pagamentos pelos serviços prestados,termina, não raro por aceitá-los, passando à profissional da mediunidade, com alegações banais e sem justificativas. Os mentores amigos se afastam e ele fica à merce de espíritos inferiores. A venda da mediunidade não se dá exclusivamente mediante a moeda , mas também através de presentes de alto preço, bajulação, destaque, e tudo que exalte o orgulho e a vacuidade do médium.
·        A interpretação errônea dos objetivos da mediunidade leva o indivíduo a atribuir aos espíritos tudo o que se passa, isentando-se dos deveres e responsabilidades que lhe dizem respeito.
·        A irregularidade do exercício mediúnico, a inconstância derivada da preguiça, mantém o indivíduo na faixa da mediunidade atormentada, que não progride, é repetitiva, insegura e monótona.
·        A mistificação mediúnica tem a ver com o caráter moral do médium, que consciente ou não é responsável pelas ocorrêncais normais e paranormais da sua existência.
·        O exibicionismo é um dos mais perigosos inimigos do médium.


Educação das Forças Mediúnicas
·        Ter atividades na área da caridade ilumina o médium
·        A oração o fortalece, resguardando-o das influências prejudiciais, que existem em toda parte, pois dependem da conduta moral dos homens.
·        Cultivar o silêncio interior e o recolhimento. Eles aguçam as percepções parafísicas.
·        Vigilância deve se constituir em norma de segurança.
·        O trato com os espíritos impõe prudência, elevação moral, equilíbrio emocional.
·        A fé sincera, sem estardalhaço nem afetação, a entrega a Deus, com irrestrita confiança e ao seu guia espiritual contribuem para uma educação mediúnica exemplar.


Os médiuns responsáveis são conhecidos pelos seus silêncios e equilíbrio.
Não têm pressa em ganhar fama, nem dela necessitam.
Trabalham para um ideal que não remunera no mundo material.


Leitura da Sorte
É possível saber o futuro procurando especialistas em búzios, quiromancia, astrologia, tarô?
A melhor maneira de descobrir nosso futuro é analisar o que estamos fazendo no presente. Ele será sempre a consequência de nossas ações.
Há algum inconveniente em procurar esses especialistas?
Normalmente essas pessoas atuam como prestidigitadores, envolvendo os consulentes com generalidades. Atirando em várias direções.
Conheço uma vidente que não é mistificadora. Ela sabe das coisas, sempre fala com acerto sobre nossa vida.
Se for dotada de sensibilidade psíquica não lhe será difícil vasculhar o íntimo dos consulentes.
Isso não é bom?
Pessoas assim costumam cobrar por suas consultas, o que compromete seu trabalho, colocando-as à merce de espíritos perturbadores que as utilizam como instrumentos para nos envolver.
E nos perturbam?
De várias formas, principalmente em relação aos nossos sentimentos. Uma jovem ouviu de uma vidente que o rapaz por quem estava apaixonada correspondia aos seus anelos, embora fosse noivo de outra e estivesse às vésperas do casamento. Ele iria, por sua causa, romper o noivado. Ela alimentou durante anos a ilusão de que isso aconteceria. O rapaz casou, teve filhos, sempre viveu bem com a esposa. No entanto, a ingênua consulente continuou alimentando a idéia de que ele seria seu companheiro um dia. Perdeu tempo, perturbou-se, seduzida por mentirosa informação.
Pode haver algum inconveniente, mas o que ela disse exprime algo do que estou vivendo.
Considere que ela nada vê além do que está em sua cabeça. Se você imagina que seu namorado a está traindo, ela lhe dirá exatamente isso, sem que exprima a realidade. Daí o perigo, tomando por verdadeiro o que é apenas uma idéia inspirada em ciúme e insegurança.
Se há tantos problemas, por que desde a mais remota antiguidade as pessoas procuram pitonisas, profetas, videntes, oráculos ?
É a velha tendência humana de procurar o maravilhoso, o sobrenatural, para decifrar os enigmas da existência e resolver seus problemas.
Mas não é importante saber o que vai acontecer,ter uma idéia sobre nosso destino?
Quando há algum proveito ou necessidade, os nossos mentores espirituais providenciam para que, em sonhos premonitórios ou intuições, sejamos alertados, sem necessidade da interferência de pessoas que iludem os incautos.

O Copo
Como funciona o copo para entrar em contato com espíritos?
Lembra um pouco o fenômeno das mesas girantes, nos primórdios do Espiritismo. Faz-se um círculo em torno dele, com a posição das letras alfabéticas ao longo dos trezentos e sessenta graus. Os participantes fazem imposição de mãos sobre o copo. Ele se movimenta indicando letras que, anotadas, formam palavras e frases.
São espíritos que movimentam o copo?
O fenômeno pode ser anímico. Os próprios participantes, inconscientemente, fazem o movimento. Ou espiritual, iniciativa de entidades desencarnadas que aproveitam a base fluídica sustentada pelos encarnados.
Funciona, então, como uma reunião mediúnica?
No segundo caso sim. Há espíritos e médiuns.
Há algum problema com essas brincadeiras?
São desaconselháveis. Inspiradas em mera curiosisdade e sem nenhum preparo do grupo, podem converter-se em porta aberta às obsessões. Acontece com frequência.
Os benfeitores espirituais não protegem?
A natureza dos espíritos que participam de uma reunião de intercâmbio depende das intenções e disposições do grupo. Sem conhecimento, sem um propósito nobre, sem seriedade, realizados por mera diversão, atendendo à curiosidade, sessões com o copo atraem espíritos zombeteiros e mistificadores que ali têm campo fértil para a semeadura de perturbações.
E se houver boas intenções?
Segundo o velho ditado, o inferno está cheio delas. Há muita gente bem intencionada que se perturba com o fenômeno mediúnico, por falta de conhecimento, experiência e orientação.
Uma reunião com copo poderia ser realizada no centro espírita?
Sim, mas seria regredir ao primarismo das mesas girantes, com manifestações demoradas, cansativas e pouco produtivas. Nos centros espíritas exercitam-se a psicofonia e psicografia, em que os médiuns transmitem o pensamento dos espíritos pela palavra falada e escrita, bem mais eficiente. Mal comparando, é como passar do telégrafo para o telefone ou fax.
Se não é prudente brincar com o copo, o que devem fazer meus amigos que se interessam pelo assunto?
Que procurem um centro espírita, participem das reuniões doutrinárias e dos cursos de espiritismo. Então estarão habilitados a participar das reuniões mediúnicas. Ali terão um aproveitamento bem melhor sem os riscos que envolvem essas « diversões » juvenis.

Sensibilidade Mediúnica
Sou instável emocionalmente. Alterno alegria e tristeza, tranquilidade e tensão. Num dia muito animado, noutro mergulhado na fossa. Pode ser um problema espiritual?
Provavelmente você tem sensibilidade psíquica. Sem saber lidar com ela fica ao sabor dos ambientes e situações que vivencia, como folhas ao vento.
Assimilo influências?
Exatamente. Em ambientes saudáveis, espiritualizados, sente-se bem. Onde há desajuste colhe impressões desagradáveis que alteram seu humor ou impõe-lhe desajustes físicos. Há muita gente nessa condição.
É por isso que fico muito deprimido em velórios?
Você capta as vibrações de desalento da família. Reflete algo de sua angústia.
Também noto que quando me deixo dominar pela irritação perco o controle e tomo atitudes de que me arrependo depois, agindo de forma agressiva. Tem algo a ver?
Em face de sua sensibilidade, sempre que se descontrola assimila correntes vibratórias negativas. Dá vexame.
Nesses momentos eu estou dando uma manifestação de espíritos agressivos?
Mais exatamente é uma manifestação de seu prório espírito, revivendo estágios de animalidade inferior, sob indução de influências atraídas pelo seu destempero.
O que fazer para livrar-me desse problema ?
Compareça às reunies doutrinárias no centro espírita. Submeta-se à fluidoterapia (passes). Estude diariamente “O Evangelho segundo o Espiritismo”. Cultive a oração. Faça o propósito de renovar-se a cada dia, como lembra uma poesia de Christian Morgenstern:

“És novo em cada momento novo,
não sejas pois servilmente fiel ao velho.
Se até hoje teu coração tem estado negro como carvão,
tens o poder de torná-lo branco como o quartzo.”

E quanto à minha  mediunidade?
Deixe que aconteça naturalmente, a partir de um entrosamento com as atividades do centro.
Mas não é importante desenvolvê-la para alcançar o equilíbrio?
A mediunidade é uma notável ferramenta de trabalho em favor do Bem comum e de nossa própria felicidade. Considere, entretanto, que nosso equilíbrio não está subordinado, ao desenvolvimento de suposta faculdade mediúnica. Depende muito mais do ajuste de nossas emoções, aprendendo a controlar nossa sensibilidade, a fim de que não sejamos dominados por espíritos que dela se aproveitem.

Desenvolvimento Mediúnico
Pessoas perturbadas por influências espirituais devem ser encaminhadas às reuniões de desenvolvimento mediúnico ?
Não. Embora sejamos todos suscetíveis de sofrer a influência dos espíritos, nem todos detemos suficiente sensibilidade que nos habilite a atuar como seus intérpretes.
E se a pessoa vê os espíritos, colhendo fortes impressões relacionadas com sua presença?
Sob tensão ou nervosismo exarcebado há um aguçamento da sensibilidade psíquica que pode disparar fenômenos mediúnicos sem que o indivíduo tenha mediunidade a desenvolver.
E como vamos saber se ele é  médium?
Em princípio é difícil, porquanto os sintomas assemelham-se. O assistido experimenta fenômenos mediúnicos por estar tenso e nervoso ou fica tenso e nervoso por experimentar fenômenos mediúnicos.
Qual seria a primeira providência no propósito de oferecer-lhe ajuda?
Encaminhá-lo às reuniões de orientação doutrinária e fluidoterapia (passes).
Sua presença num grupo mediúnico não o auxiliaria melhor?
Kardec deixa bem claro, em “O Livro dos Médiuns”, que a reunião mediúnica deve ser reservada às pessoas que conhecem a doutrina espírita. Sustentada pelo apoio vibracional dos participantes, haverá uma harmonização vibratória que não se pode esperar daqueles que não têm nenhuma noção a respeito do assunto.
Mas como fica a pessoa que precisa desenvolver a mediunidade para livrar-se de suas perturbações?
O problema maior do médium é que em princípio ele é controlado pelo fenômeno mediúnico quando o ideal seria controlá-lo. Esse ajuste não depende do exercício mediúnico. Subordina-se, essencialmente, à três fatores: aplicação no estudo, empenho de auto-disciplina, esforço de renovação.
E se o próprio guia do centro encaminha a pessoa para o desenvolvimento mediúnico?
Talvez o guia esteja mal informado. Sua presença em reuniões mediúnicas deve ser precedida de um período de aprendizado em grupos de estudo. Assim adquirirá o conhecimento elementar necessário para uma participação produtiva e disciplinada.
Com critérios tão rígidos não estaremos elitizando a reunião mediúnica?
Somente quem não está familiarizado com o estudo da mediunidade pode defender semelhante idéia. Não se pretende restringir a reunião mediúnica a restrito círculo de iniciados. Qualquer pessoa pode ter acesso ao intercâmbio com o Além, desde que se prepare convenientemente, a fim de que seja capaz de ajudar, ou fatalmente vai atrapalhar.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda