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segunda-feira, 5 de março de 2012

Para que serve a Umbanda? Para que serve o Umbandista?

Para que serve a Umbanda? Para que serve o umbandista?


Algumas vezes já estive por aqui escrevendo sobre Umbanda. Como se escreve sobre Umbanda, não? Como se debate a Umbanda, como se diversifica a Umbanda, como se entrecruza e astraliza a Umbanda...
Mas, já paramos para pensar nos adeptos, frequentadores e fiéis? O que pensam ser a Umbanda? Eu, como umbandista praticante me vejo plenamente envolvido com minha religião, pronto para defende-la com unhas e dentes dos ataques preconceituosos de outras ditas religiões e de pseudos pesquisadores antropológicos que só querem enfraldar mais e mais suas teses, sem ter um mínimo de noção espiritual da mesma. Diga-se de passagem, essa defesa de unhas e dentes  não adensa tanto a vibratória a ponto de partirmos para confronto físico ou de linguagem xula, mas sim com a propriedade que o estudo da minha religião me deu, onde podemos, embasados numa fé racional, debatê-la sem perdermos o rebolado.
Mas, o mais complicado é lidarmos com nossos irmãos de fé. A Umbanda não tem uma unificação... Graças a Deus, pois o que apareceriam de candidatos ao papado na Umbanda seria sem fim.
Mas, por conta disso, há um bel prazer em sua prática que foge completamente a espinha dorsal colocada como pré-requisito pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas.
Essa espinha dorsal tem apenas 5 vértebras:
 . Vestir o branco → Vemos terreiros que mais se parecem com os antigos desfiles carnavalescos no Hotel Glória, onde Clóvis Bornay e Mauro Rosa conquistaram notoriedade nas festas do Momo, com suas criações de Libélula Ensandecidos no Alvorecer ou Pierrot Deslumbrado no Arco Íris de Isis...
. Usar os elementos da Natureza → É verdade, usam-se todos os elementos da Natureza possível, mas, atuando na Natureza “dificilmente” se encontra o bom senso que nos diz para não compactuarmos para a destruição da Natureza, emporcalhando todas as ruas, praias, matas e até portas de cemitérios que, já não basta a “sombriedade” local, o povo ainda tem que conviver com pipocas e afins. Penso, como também penso referente a mim, como deve ser desagradável para um católico, budista ou judeu ter que desviar de padês monumentais nas esquinas de nossa cidade.
. Não cobrar → Faz-me rir... Pois o que mais se vê por conta disso é cobrança... E tem lugares que dizem “não cobramos consultas”, mas na hora da dita consulta o “Guia” ou Pai/Mãe de Santo aparece com uma lista de trabalho homérica, cobrando, não pela consulta, mas pela feitura do tal trabalho e... Pasmem... Muitos ainda cobram o “chão” do lugar para o trabalho. É, sublocam a Casa de Deus... Isso se Ele não se mudou, ao ver o que fizeram com seu “imóvel”. Já dizia Jesus: “Vendilhões do Templo!” Isso sem contar sobre os “Ogãs Profissionais” que cobram para “baterem” tambor em determinadas casas que, coitadas, em véspera de uma Festa importante, gostariam de ter um Ogã em sua corrente para dar mais vibração e beleza ao ritual programado. Parece que o sujeito tá cobrando cachê: “Minha apresentação é tanto...”. Pior ainda é o nome que dão a isso: salva. Salva quem? Salve-nos, Senhor!
. Não matar → Pois é... Na véspera da Festa de Exu do Cruzeiro da Luz, estava eu descendo a Grajaú-Jacarepaguá e desconfiei que havia no seu final, já em Jacarepaguá, uma granja... Mas, descendo devagar, pude perceber que as 15 a 20 supostas galinhas que estava vendo, jaziam mortinhas dentro de um big alguidar de barro, com uma purinha ou uma cidra ao lado. É, menos um punhado de galinha no mundo... Fora os bodes, cabritos, pombos e afins. Mas isso não é matança não... O nome é sacrifício... Rs... Vai rindo, sacrifício? Jesus quer Misericórdia! E se é para matar alguma coisa, que seja, como o Apóstolo Paulo nos ensina: “matar o homem velho...”, oferendando-o ao Cristo para que, imolados pelo seu Infinito Amor,“...renasçamos homens novos”! Se essa fosse a matança seria maravilhoso... Pois mataríamos, sem dó nem piedade, todas as nossas iniquidades, mazelas, mal querências, mas essas, longe ainda da extinção, preservamos no cativeiro do coração e mente, procurando criá-las “in vitro”, perpetuando as espécies para que cada vez mais nos aprisionemos à roda das encarnações.
 . Evangelizar → Nossa! Esse é o desafio primevo de todo aquele que, mesmo que não totalmente desperto, já foi tocado pelas valorosas letras do legado do Cristo. Talvez seja esse o maior embate... De todas as religiões!... E o motivo único para que estas existam, pois evangelizar é religar o homem a Deus. Portanto, a religação se dá por meio da auto-evangelização e, por conseguinte, da evangelização. Por que auto-evangelização? Por que... Quem somos nós se não nos evangelizarmos? Apenas "macumbeiros". Apenas magistas de 5ª categoria. Apenas fantasistas sem lei e sem  juízo algum, radicados na senda do fanatismo religioso e na crendice mística dos fugidios da verdade que liberta. Daí a necessidade emergente de nos evangelizarmos... De criarmos em nós a nuance do amor notável de Deus, que se perdeu no elo do mundo, pois seduzidos pela bola azul esquecemos que quem a criou, a fez por um ato de amor único e restabelecedor deste amor nos corações dos habitantes dessa bola azul. E digo mais... Que espécie de médiuns somos ou seremos sem o evengelho? “Cegos guiando cegos”. Marionetes (não dos bons espíritos) fazendo receitas mágicas e indicando trabalhos e oferendas vãs, pois sem conteúdo algum, tornando-se atos mecanizados no afã de resolução de problemas. Problemas externos, da vida, do mundo, da matéria. Pois não evangelizado jamais conseguirá mergulhar na alma daquele que o busca e oferecer-lhe ajuda verdadeira. Dará paliativos apenas, criando um elo vicioso, onde quando terminada a validade da magia o “cliente” retorna para a renovação de seus “votos petitórios”. Como evangelizar se não conhecemos Jesus ainda? Se não nos tornamos íntimos do Mestre dos Mestres e permitimos que Ele faça, primeiro em nós, o milagre do retorno à origem genética divina, expurgando, gradativamente, o gene adquirido pelo mundo? É um trabalho diário que não se dá apenas nos dias de atividades dos Templos. É cotidiano. Sendo feita essa reflexão que deve sair do papel para a vida, vem o serviço desinteressado da evangelização. Aí sim, podemos evangelizar, apresentar Jesus às pessoas, citar suas palavras e convidarmos a seguirem, junto conosco, as suas pegadas, mediante seus ensinamentos eternos. Paulo diz que “evangelizar é preciso, quer desagrade, quer desagrade...”.
 Ué? Quer desagrade? Sim, infelizmente é verdade, pois esta, a verdade, ao mesmo tempo que liberta, faz doer. Dói porque somos fugidios, nos acovardamos, nos tornamos procrastinadores (hahaha...adorei essa! Adorei as Almas!), vendo o bem que queremos (mas nos julgamos diminutos) e fazemos o mal que não queremos (com a boca cheia d’água!). E quem gosta de ouvir da boca de outro que ainda é cheio de mazelas e totalmente imperfeito, sem pieguismo? Pois é... Mas, diz um grande amigo espiritual que a verdade dói apenas uma vez... Acabada a dor, estamos libertos. Enquanto que, fugindo da verdade, optando pela mentira, estamos fugindo dessa dor do parto libertador. Mal sabemos que fugir é uma dor, e muito mais dores e sofrimentos virão pela frente, pois a mentira e a fuga se tornam vício frenético...Ou seja, vamos ao Cristo:“conhecereis a Verdade e esta vos libertará”!
É triste vermos em Centros onde o propósito é levar as pessoas a essa libertação, vermos as mesmas pessoas tentando barganhar essa libertação, fugindo, se esgueirando, desviando-se das sementes do evangélico como um Matrix sombrio... É lamentável vermos um Guia lançar suas sementes e o solo que se encontra a sua frente rachar-se, como terra árida sob o sol, dizendo: “o senhor poderia ser mais sucinto, dizer logo o meu problema...e resolve-lo!”. Nem imagino o que o Guia deva sentir e pensar, pois meus degraus ainda não chegaram aos deles, uma vez que eu bem sei, no afã da emoção de uma partida de futebol eu “gostaria” de dizer... Aliás, imagino sim... Rs... Me lembrei de Jesus pregado à cruz: “Pai, perdoa-os...eles não sabem o que fazem”!... É o que fazem, o que dizem, o que pensam, o que comem,...
Contudo, diante desse pequenino relato, me coloco também reflexivo, pois esse exemplo vem de um “adepto” dos terreiros espalhados no “por aí” de meu Deus... Mas e o que pensam os que se encontram dentro desses mesmos terreiros, como trabalhadores desses terreiros? Será que, ouvindo isso, se chocarão e entrarão em prece para que a pessoa desperte para a realidade? Ou será que, vendo essa pressão do “resolve meu caso”, não se deixa levar pela falta de senso comum e se permite a permitir que essa pessoa ouça o que ela quer? Daí, surgem as invencionices e as adivinhações baratas... E joga-se um mediunato fora.
Então, voltando ao início, enquanto os próprios umbandistas crerem que a religião professada é uma quitanda de quebra galhos, nós nunca conseguiremos sermos olhados como religião e religiosos. Vamos ouvir: “O quê, sacerdote umbandista? O que é isso? Só conheço Pai e Mãe de Santo!... lá no teu centro é assim”? Isso quando não nos chamam de seita... Ou palavrinha que me entristece, pois dá uma sensação de bruxaria, de feitiçaria, de fundo de porão, cozinhando asa de morcego e orelha de rato.
É como diz um Guia Espiritual do Templo: “Enquanto lutamos tanto para elevar o tônus vibratório – evangelizar e libertar – há um mercado paralelo dentro da religião que insiste em que cresçamos como rabo de cavalo... Para baixo”!
 E baseado nesse mercado paralelo penso, pois sou produto do meio (a diferença é buscarmos nos situar no meio certo desse meio), qual o motivo de sua existência? Preguiça? Vaidades? “Obtusismo”... Rs? Carências? Falta de estudo, doutrina? Ou será que também veem a Umbanda como uma enorme quitanda, pronta para preencher as dispensas quando falta açúcar, café ou leite?... Daí, vamos à quitanda! Será que pensam que os Mentores são os chamados “santos” que damos de comer e pronto, eles ou resolvem nossos problemas ou se acalmam, nessa ininterrupta barganha entre o mau e o mal.
Toda a beleza da Umbanda cai por terra quando vemos desorganização. Quando vemos indisciplina, quando vemos falta de estudo e doutrina. Quando vemos falta de religiosidade. A Umbanda é religião e não um mercado persa! A Umbanda é o Conjunto das Leis de Deus e não um conjunto de pagode! A Umbanda, como disse o Caboclo das 7 Encruzilhadas, “é a manifestação do espírito para a caridade” e não para trazer a pessoa amada em 1 hora e meia, muito menos dar emprego pra todo mundo.
Ouvirmos pessoas dizerem que vão à missa e a centros kardecistas para ouvirem palestras e se postam diante do guia para pedir, entristece a alma. Pensamos assim: “pobre pessoa perturbada...”! Desculpem-me, mas perturbados somos nós! Perturbados e comprometidos até os dentes perispirituais porque oferecemos, seja quem foi ou onde foi, em algum momento, um motivo para que essas pessoas pensassem que a Umbanda presta é para isso: resolução de problemas ou vermos se se tem “algo feito” ou obsessor. Talvez por isso que ouçamos pessoas dizerem para um Exu, que está ali exaustivamente tentando evangelizar a pessoa: “se o sr. me ajudar, vou rezar pro sr. ter luz e deixar de ser Exu”! ... O melhor de tudo foi o Exu rir e na Gira seguinte ele dizer para a mesma pessoa que a reza dela estava fraca, pois ele “continuava Exu”... Só fazendo graça mesmo, pois o que de graça recebemos, de graça, com gosto e amor devemos dar!
 A culpa é desses fiéis, desses neófitos da religação com Deus? Ou de quem os ensinou ou os viciou a serem assim, a procurarem as Casas Umbandistas atrás desses tipos de conchavo? E quem lhes viciou são que tipo de pessoas? São adeptos de quais religiões? Óbvio que aprenderam isso dentro dos nossos terreiros! E se aprenderam isso em nossos terreiros, pertencem aos nossos terreiros, são umbandistas (embora quando pense nisso, logo me lembre do Capitão Nascimento, de Tropa de Elite: “Nunca serão!”)! Mas, para fazerem isso, alguém, um dia, abriu um precedente, um favorecimento, uma permissividade, um clientelismo.
A Umbanda evangeliza, liberta, desinstala da ignorância, descongela as mentes submersas na obscuridade da ignorância,... Mas falta o umbandista “praticante” ter idéia do que é isso. Falta ele acreditar que a religião dele é uma religião e que ele não faz obrigação ou cumpre carma. Falta ele saber que tudo que se faz dentro de um Templo Umbandista é um ato de amor e, por conta disso, ele precisa estar amando e se amando, como Jesus nos ama... Óbvio, guardada as devidas proporções... Rs... Mas Ele é o modelo a ser seguido, por isso, proporções uma vírgula! Busquemos sim, viver no amor de Jesus e amar como Ele amaria. Se não dá... Tá distante de compreendê-lo, Paulo tá aí dizendo: “sede meus imitadores como eu sou do Cristo”.
Mas Paulo é Guia? Não é Caboclo, Preto Velho, Exu ou Criança, diria o “aficcionado” pela letra que mata, aproveitando também para matar o espírito que vivifica.
É, umbandistas, se ainda pensamos que nossos Caboclos são Pataxós, Xavantes ou Cherokees; ou que Pai Joaquim era aparentado do Zumbi dos Palmares; Malandrinho mora na Lapa; ou que Pedrinho da Praia é uma criança por que morreu afogado numa Colônia de Férias na praia do Leme... Estamos muito bem servidos de fantasias, superstições e crendices! E pior... O que ofereceremos para as pessoas que batem às nossas portas? Mentiras, vaidades e grilhões?
Vale lembrar de Jesus... Sempre: “a quem muito é dado, muito será cobrado”! ou seja, seremos chamados para prestarmos conta do que ensinamos, das libertações que auxiliamos Jesus a fazer, enfim... De toda a nossa colheita, afinal a semeadura é livre, mas a colheita é e será sempre obrigatória.
Ah, como seria bom se cada um de nós umbandistas conseguíssemos contrariar a estatística que André Luiz fez um dia, em sua literatura sobre os médiuns em geral, dizendo que o Umbral está repleto de médiuns fracassados! Fracassados por violarem seus compromissos de levar à humanidade a palavra libertadora e rediviva de Jesus.
Não, infelizmente ficam sedimentando na cabeça das pessoas que devemos morar em Nosso Lar, Lar de Celina, Aruanda e etc... Quando essas “localidades” devem ser, no peito do espírito arfante de crescer e ser liberto, locais de passagem apenas. Dure essa passagem o tempo que precisar, mas que não ousemos pensar nelas como tenda permanente. Seria pensar pequeno. E pequeno é tudo que Deus não é.
Aí, como o Apóstolo dos Gentios em sua Epístola a Timóteo, poderemos dizer aquelas tão lindas palavras, um cântico do dever cumprido e a Graça alcançada por essa Graça ter nos bastado ao longo da vida, quando morremos homens velhos e renascemos homens novos...
 ... “Combati o bom combate, encerrei minha carreira, guardei a fé... Só me resta agora receber a coroa da justiça! Do justo juiz, o Senhor Jesus”!
Ah, como quero poder dizer isso um dia... Eu, um foguinho...
 Saravá, Jesus!
Pai Julio (Pai Pequeno do T.E. Cruzeiro da Luz )

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O Lar do Médium Umbandista


Falamos do terreiro, do médium, da vida dos mesmos, da conduta moral e aperfeiçoamento espiritual que desenrola não apenas nos momentos que estamos no terreiro de Umbanda, mas nas 24 horas do dia de um verdadeiro médium umbandista.

Por estes fatores, pela vontade acirrada de melhorar ao mesmo tempo em que combate às trevas da ignorância e da maldade do Astral Inferior, o médium umbandista se vê constantemente assediado pelas entidades das trevas.

Ora com aqueles os quais acostumava se afinizar no passado (estes não aceitam que ele mude de lado, da mesma forma que credores antigos vêm cobrar com voracidade).

Mais ainda, ao procurar auxiliar os irmãos que os procuram sofrendo influências negativas, ele acaba “comprando” esta briga.

É lógico que o médium bem intencionado deve ser antes de tudo, prudente, assim como deve se utilizar todas as formas possíveis para se resguardar das correntes de magia negra que enfrenta, deve também cuidar de sua residência.

PENSEM BEM: A casa em que habita, que compartilha com seus familiares não foge a regra (ataques). Principalmente sabendo que estes familiares podem ser inimigos antigos reunidos para ajustes kármicos e eventualmente servem, como ponte de atuação para o Astral inferior.

É fundamental que se procure evitar alimentar correntes de intrigas, invejas e perseguições dentro de casa, e algumas providências podem ser úteis.

Vejamos:

Mantenha sempre sua casa limpa e em ordem.

Sempre que possível, abra as janelas para que o ar ventile e renove.

A luz solar direta é altamente benéfica, desagregando e eliminando várias cargas negativas.

Ao limpar a casa, passar pano úmido com desinfetante que contenha óleo de eucalipto na fórmula, no chão e nos móveis, ou outra essência de sua preferência misturada com água ou álcool.

Em alguns cantos da casa, como próximo a porta de entrada, na sala de estar e no quarto, coloque uma pequena cumbuca (mais ou menos do tamanho de uma mão em concha), cheia de álcool comum com uma pedra ou tablete de cânfora. A cânfora se evaporará junto com o álcool, desagregando certas cargas negativas, além de desprender um cheiro agradável. A cânfora é encontrada em farmácias.

Ao invés de brigas e discussões inflamadas pela raiva, procure resolver seus problemas através de uma conversa madura, expondo seus sentimentos, por pior que sejam, de modo que se produza uma modificação para melhor e não apenas uma descarga de sentimentos negativos sem propósito construtivo. Relembrando que não precisamos ser santos, apenas procurar aprender com nossas falhas e pontos negativos.

Caso queira e possa... defume sua casa pelo menos uma vez por semana, de preferência a noite, no sentido de dentro para fora, dos fundos para frente da casa, sempre com as janelas e portas abertas.


Fonte: LIVRO: CULTURA UMBANDÍSTICA - OICD

domingo, 23 de outubro de 2011

Umbanda dentro do Cotidiano do Umbandista


Como sempre dizemos:

“Ser umbandistadentro do terreiro é fácil, mas e fora dele?!”. Seguramente isso não é nadafácil.

Como toda religião aUmbanda tem como objetivo aperfeiçoar o espírito, que está em constanteevolução. A doutrina Umbandista vem preparando todos nós para que cada vez maispossamos melhorar conosco e com o próximo. Então não basta ser uma pessoacaridosa, bondosa, correta só no terreiro. Devemos dar o nosso maior exemplofora dele.

O Umbandista não deveprovar nada a ninguém, mas suas atitudes são MUITO OBSERVADAS por todos, poisquem não conhece a Umbanda em seus reais fundamentos acreditam que ela não passade:
· Uma religião semdoutrina

· Não passa de purofetiche (feitiçaria)

· De militantesignorantes, que nada tem a oferecer a sociedade atual.
PORTANTO UMBANDISTA DEVERDADE DEVE MOSTRAR:
COM SUA CONDUTA,
SUAS ATITUDES TODO OENSINAMENTO QUE RECEBE DENTRO DO TERREIRO, ATRAVÉS DAS ENTIDADES E DOUTRINA.
ESSE É O CAMINHO PARAFAZER A DIVULGAÇÃO E TRAZER O RESPEITO PARA A RELIGIÃO-CIÊNCIA.

A principal missãodas entidades do Movimento Umbandista é tão somente prestar a caridade. E porsua vez, a dos médiuns também deveria ser. Mas não apenas no terreiro, mas emtodas as áreas da sua vida.

Conhecemos muitaspessoas que se dizem umbandistas, e fora do terreiro tem uma condutacompletamente contrária àquilo que pregam. Ora devemos pelo menos ser coerentescom aquilo que falamos e fazemos, não podemos dizer: “Faça o que eu falo, masnão faça o que eu faço”. NÃO PODEMOS IR CONTRA AQUILO QUE ACREDITAMOS COMO REALE VERDADEIRO. AQUELES QUE AGEM ASSIM É PORQUE NÃO TEM NENHUMA CONVICÇÃO DO QUEFAZEM.

Os ensinamentos dasentidades devem ser aplicados diariamente em nossas vidas.

O médium incorporantedeve registrar aquilo que seu mentor guarda em seu subconsciente durante asconsultas, p/ que ele possa aplicar tais ensinamentos no seu dia a dia, em suaprópria vida.

Nossa CARIDADE devecomeçar dentro de nossos lares, de nossas casas, com nossos familiares. É COMELES QUE TEMOS AS MAIORES DÍVIDAS. Com já disse o sábio espírito ANDRÉ LUIZ,“os parentes são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do serencarnado.

Isto significa que:

Geralmente nossafamília é composta por seres ligados a nós em vidas passadas, e que tem conoscouma relação de créditos e débitos.

São nossos credores oudevedores de vidas passadas.

O lar é um temploredentor de almas endividadas. A família é o maior meio de ajustes entre osseres espirituais.

Qual forma mais sábiade fazer com que grandes inimigos de vidas passadas, com sentimentos recíprocosde ódio, vingança, mágoa e etc. se aceitem? É fazendo com que em vidas futurascompartilhem da mesma família como irmãos, pais, filhos, etc.

Conhecemos muitaspessoas que tem sérios problemas de entrosamento em seus lares, porque algum oualguns de seus familiares tem problemas dos mais variados. Os mais comuns sãoem que o familiar é doente, tem problemas psíquicos, psicológicos, enfim, causatranstorno a todos seus familiares.

Nesses casos devemosconter nosso ímpeto rebelde, mantermos a calma e a paciência e tentarmoscompreendê-los da melhor forma possível. Não devemos ser grosseiros nemestúpidos s e sim entendê-los do jeito que são. Seguramente esses seres doentesnão estariam em nossa família por puro acaso, e sim porque alguns dosfamiliares têm graves débitos a cumprir com esses seres.

Na maioria das vezesos familiares foram responsáveis por essas anomalias em outras vidas, ou mefizeram muito mal e agora, de acordo com a Lei Divina, devem ajudar essascriaturas a saírem da situação em que se encontram. Não adianta ignorá-los,tratá-los mal, pois isso só irá agravar mais ainda sua divida perante aquele sere a sua situação perante a Lei Kármica.

PORTANTO DEVEMOS DARMUITO VALOR A NOSSA FAMÍLIA E AGRADECERMOS A DIVINA OPORTUNIDADE DE PODERMOSRESGATAR COM SEUS SERES ANTIGAS DIVIDAS DO PASSADO E FICARMOS EM EQUILÍBRIOPERANTE A LEI DIVINA.

DEVEMOS EVITAR OS GRAVESDESENTENDIMENTOS, pois agindo assim estamos agredindo a evolução, estamosincorrendo nos mesmos erros anteriores e dificultando ainda mais o consenso,que inevitavelmente terá que acontecer demore quanto tempo for necessário,portanto não devemos desperdiçar esta chance!

Devemos melhorar oscontatos diretos ou indiretos com nossos pais, irmãos, tios, primos e demaisfamiliares para que a Lei não venha cobrar-lhe NOVAS E MAIS ENÉRGICAS experiênciasem PRÓXIMAS ENCARNAÇÕES.

A Umbanda não temnormas nem Leis que inibam a liberdade de ninguém. Ela não proíbe ninguém defazer isso ou aquilo, ela apenas nos mostra o caminho, e cabe a cada um de nós,segundo nosso livre arbítrio, escolher por onde quer ir. As entidades sempredizem: A UMBANDA NÃO ESCRAVIZA, LIBERTA!

Ouvimos muitaspessoas dizerem: “isso minha religião não permite”, mas será que você realmenteacredita naquilo?

A Umbanda acredita nacapacidade de cada um escolher seu caminho, de saber o que realmente é idealpara si. É claro que às vezes necessitamos de alguns esclarecimentos, de alguémpara mostrar o caminho a ser seguido, mas nunca de forma imposta. SOMOSRADICALMENTE CONTRA AQUELES QUE DIZEM QUE TUDO ESTÁ TRAÇADO, QUE NOSSO DESTINOJÁ ESTÁ SELADO.

Ora se assim fosse,para que vivermos se somos marionetes nas mãos de um Deus tão cruel, que nosfaz sofrer para aprendermos a lição? Acreditamos em predisposições para taiscircunstancias.

Exemplo:
Uma pessoa tempredisposição para morrer de infarto. Isto é uma predisposição, que conformesua conduta em vida pode ocorrer ou não.

Há também aqueles quedizem saber exatamente quando vão morrer porque é seu destino. Como jádissemos, há uma predisposição e não uma imposição. De acordo com a nossaconduta, podemos antecipar ou prolongar a nossa vida terrena.

Essa é a famosa LEIDO KARMA ou das CAUSAS E EFEITOS. Todos temos uma predisposição para uma sériede acontecimentos e realizações em nossas vidas, que podem acontecer ou não deacordo com a nossa conduta enquanto encarnados.

Infelizmente jáouvimos alguns de nossos amigos dizerem que a vida é para ser vividaintensamente, visando apenas prazer, porque estamos aqui a passeio. Acreditarnisso seria acreditar que

· Tudo que fazemosnão tem importância como,
· Estudar, trabalhar,se aprimorar,
· Pois nada valeráquando morrermos, que tudo foi em vão,
· É estarcompletamente sem perspectivas de encontrar um mundo melhor
· De acreditar naimortalidade do espírito,
· De acreditar naevolução.

Devemos ter ciênciaque a nossa estadia no planeta como encarnado é uma benção divina. Muitos seresperdidos, emaranhados em seriíssimas confusões, mentais e astrais, aguardamansiosos por essa oportunidade, visando melhorarem-se e diminuírem os débitosadquiridos em vidas passadas.

A reencarnação é:

· Uma solução bendita,
· É a misericórdiadivina,
· É a chance que Deusdá a todos os seres,
· A cada encarnaçãotemos a oportunidade da evolução, para a libertação do espírito.

Se estamos no corpofísico, é porque temos sérios compromissos a cumprir. Quantos e quantos seresdesencarnados atolados no mal, gostariam de ter essa oportunidade, e reencarnarpara saldar suas dividas perante a Lei.

Só para deixar bemclaro:

Se estamosencarnados: não é por acaso, temos sérios compromissos a cumprir, muitoscredores batem à nossa porta.

Então não se iludapensando que a vida é uma eterna diversão, que estamos aqui para gozar dosprazeres da vida terrena.

Há coisas muito maissérias esperando por você desperte para realidade!

A doutrina de Umbandatem justamente essa finalidade, de ajudar as pessoas a enfrentarem os problemasdo cotidiano com paz e serenidade, colocando em pratica o que é aprendido comas entidades. Nos revela de forma clara e simples, o modo ideal de encararmos avida como ela realmente é.

A nossa preocupação édar formação espiritual, para que as pessoas possam levar suas vidas com maistranqüilidade, entendendo os porquês de certas coisas acontecerem tãofreqüentemente, pois tendo tais conhecimentos, seguramente suas vidas serãomais amenas e mais intensivamente vividas.

A intenção dasentidades de Umbanda é fazer com que a vida das pessoas possa ser compreendidade uma forma melhor, que as pessoas não encontrem tanta dificuldade em entenderas coisas que a ciência não consegue explicar, tais como a morte, Deus e etc.

Os umbandistas nãosão melhores nem piores que ninguém. Não temos qualquer vocação para “santos”.Queremos ser apenas o que somos, pessoas normais como todas as outras, queacreditam em um Deus e na imortalidade do espírito.

Dizemos isto porquemuitas pessoas acham que ser religioso é ser santo, é privar-se das coisas boasda vida. Conversa mole!!! Isto é pura preguiça, é falta de coragem de encarar avida de frente. Alguns têm até vergonha de dizerem que freqüentam ou que sãopraticantes de alguma religião. Imaginem só!...

Acreditamos que avida material é importante, mas não teria o menor sentido sem a vidaespiritual, pois só levaremos as nossas ações, nosso comportamento enquantoencarnados, a nossa educação espiritual será a nossa maior riqueza.

Os mentores doAstral, irão nos direcionar após o desencarne segundo a nossa conduta, deacordo com o grau de espiritualidade. Quando morrermos seremos todos iguais, oque irá nos diferenciar uns dos outros é o nosso Aura, que reflete todas asnossas ações, pensamentos, sentimentos através de sua coloração.

Por isso é que todosdeveríamos dar mais importância ao nosso lado espiritual, nos educarmosespiritualmente.

A vida é muito boa,mas é uma etapa passageira, um dia passará. Vamos criar dentro de nós um sentimentode AMOR AO PRÓXIMO, afinal todos nós habitantes do planeta Terra, somos umaimensa família que resgata junto algo que foi perdido há milhões de anos atrás,a Tradição Cósmica.

Portanto deixemos delado as mesquinharias materiais e vamos nos preocupar com a essênciaespiritual. Não devemos nos esquecer que temos um compromisso a cumprir e umcaminho a seguir. Não podemos nos deixar levar pelas grandes ILUSÕES da vidaterrena.

O que é ser umapessoa espiritualizada?

· Ser maiscompreensivo

· Ser mais gentil

· Mais atencioso comas pessoas

· Não julgar

· Se não puderajudar, não atrapalhe.

· O bom comportamentoe sentimentos só nos aproximam de BONS ESPÍRITOS. (é a lei da afinidade)

VAMOS LÁ, NÃO CUSTANADA TENTAR!

VOCÊ NÃO VAI SEARREPENDER!
GRANDES AMIGOS OESPERAM.

Fonte:A UMBANDA AO ALCANCE DOS JOVENS
Autor:Domingo Rivas Miranda Neto (ITAMIARA)
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