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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O Lar do Médium Umbandista


Falamos do terreiro, do médium, da vida dos mesmos, da conduta moral e aperfeiçoamento espiritual que desenrola não apenas nos momentos que estamos no terreiro de Umbanda, mas nas 24 horas do dia de um verdadeiro médium umbandista.

Por estes fatores, pela vontade acirrada de melhorar ao mesmo tempo em que combate às trevas da ignorância e da maldade do Astral Inferior, o médium umbandista se vê constantemente assediado pelas entidades das trevas.

Ora com aqueles os quais acostumava se afinizar no passado (estes não aceitam que ele mude de lado, da mesma forma que credores antigos vêm cobrar com voracidade).

Mais ainda, ao procurar auxiliar os irmãos que os procuram sofrendo influências negativas, ele acaba “comprando” esta briga.

É lógico que o médium bem intencionado deve ser antes de tudo, prudente, assim como deve se utilizar todas as formas possíveis para se resguardar das correntes de magia negra que enfrenta, deve também cuidar de sua residência.

PENSEM BEM: A casa em que habita, que compartilha com seus familiares não foge a regra (ataques). Principalmente sabendo que estes familiares podem ser inimigos antigos reunidos para ajustes kármicos e eventualmente servem, como ponte de atuação para o Astral inferior.

É fundamental que se procure evitar alimentar correntes de intrigas, invejas e perseguições dentro de casa, e algumas providências podem ser úteis.

Vejamos:

Mantenha sempre sua casa limpa e em ordem.

Sempre que possível, abra as janelas para que o ar ventile e renove.

A luz solar direta é altamente benéfica, desagregando e eliminando várias cargas negativas.

Ao limpar a casa, passar pano úmido com desinfetante que contenha óleo de eucalipto na fórmula, no chão e nos móveis, ou outra essência de sua preferência misturada com água ou álcool.

Em alguns cantos da casa, como próximo a porta de entrada, na sala de estar e no quarto, coloque uma pequena cumbuca (mais ou menos do tamanho de uma mão em concha), cheia de álcool comum com uma pedra ou tablete de cânfora. A cânfora se evaporará junto com o álcool, desagregando certas cargas negativas, além de desprender um cheiro agradável. A cânfora é encontrada em farmácias.

Ao invés de brigas e discussões inflamadas pela raiva, procure resolver seus problemas através de uma conversa madura, expondo seus sentimentos, por pior que sejam, de modo que se produza uma modificação para melhor e não apenas uma descarga de sentimentos negativos sem propósito construtivo. Relembrando que não precisamos ser santos, apenas procurar aprender com nossas falhas e pontos negativos.

Caso queira e possa... defume sua casa pelo menos uma vez por semana, de preferência a noite, no sentido de dentro para fora, dos fundos para frente da casa, sempre com as janelas e portas abertas.


Fonte: LIVRO: CULTURA UMBANDÍSTICA - OICD

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O uso da Pemba na Umbanda


A pemba é um objeto presente nos rituais Africanos mais antigos que se conhecem. É fabricada com o pó extraído dos Montes Brancos Kimbanda e a água que corre no Rio Divino U-Sil. É empregada em todos os Rituais, Cerimônias, festas, reuniões ou solenidades africanas.

Os médiuns e as Entidades Espirituais que atuam no Centro de Umbanda costumam desenhar pontos riscados com um giz de calcário, conhecido como pemba. Esse giz mineral, além de ser consagrado para ser utilizado nos pontos riscados, também pode ser transformado em pó e utilizado para outros fins de rituais de limpeza e proteção.
Quando uma Entidade se utiliza da pemba para riscar os pontos, ela está movimentando energias sutis que, dependendo dos sinais, pode atrair ou dissipar energias. Esses símbolos estão afins a determinada “egrégoras”, firmadas no astral, há muito tempo. A pemba, quando cruzada, ou seja, magnetizada por uma Entidade, se torna um grande fixador de energias.

A pemba é utilizada para riscar pontos nas pessoas, mas principalmente riscar os pontos no chão. Cada ponto tem um significado que só a Entidade que risca sabe. O ponto quando riscado está criando um elo com o plano espiritual que emana energias, fluídos e vibrações diretamente no ponto. Na maioria dos casos quando é riscado um ponto a entidade põe alguém necessitado dentro dele, é quando a pessoa, às vezes, sente as vibrações, dependendo de sua sensibilidade. É possível também um médium vidente ver os pontos riscados brilharem e emanarem luzes diversas. A cor da pemba varia de acordo com as regras de cada centro e de acordo com cada Entidade. Normalmente ela é branca.

O termo pemba também é utilizado com relação à Lei Maior, ou seja os trabalhadores da Umbanda são filhos de pemba, ou seja, estão sobre a proteção da Lei Maior. Dependendo de sua conduta, cumprindo com suas tarefas no Bem, ele estará protegido, ou caso não aja decentemente, lhe será cobrado para que responda pelo mal que fez e volte a caminhar no Bem.

As entidades espirituais que atuam no movimento umbandista se identificam por meio de sinais riscados traçados geralmente com um giz de calcário conhecido como pemba. Esse giz mineral além de ser consagrado para ser utilizado para escrita magística também, pode ser transformado em pó e utilizado de outras formas em preparações ou cerimônias ritualísticas.
E o termo pemba também é utilizado na Umbanda no sentido de Lei, ou seja, confome o linguajar de Umbanda, se você está sob a Lei de Pemba, você está sob a Lei maior e isso possui sérios agravantes principalmente se o médium se desvirtua de sua tarefa, pois nesses casos a cobrança é imediata. Então, estar sob a corrente de Umbanda, estar sob a Pemba, exige muita cautela, mas por outro lado se o médium procurar cumprir suas tarefas e mantiver uma postura decente, essa mesma lei pode lhe ser favorável e muito útil porque o mesmo terá o auxílio direto das entidades do astral que lhe proporcionarão forças para trabalhar com dignidade. 

Voltando a questão da escrita, não é sem propósito que a Lei é chamada de pemba pois, essa escrita sagrada traduz sinais que estão afins a determinadas egrégoras firmadas no astral a muito tempo. Assim, quando uma entidade de fato traça um sinal de pemba, ela está movimentando energias sutis, que na dependência da variação desses sinais, pode atrair ou dissipar determinadas correntes de energia com muita eficácia. 

Esse assunto é muito complexo para ser aberto em um livro, mas no decorrer dos trabalhos mediúnicos o médium de fato e direto, segundo sua missão, merecimento e afinidades, pode receber determinados sinais diretamente das entidades espirituais que o assistem, no intuito de escudar esse médium contra o assédio do sub-mundo espiritual. 

E se o leitor quiser se aprofundar um pouco mais nesse tema poderá consultar diversas outras obras que tratam com mais profundidade sobre o assunto, em especial recomendamos os livros: ‘O Arqueômetro’ de autoria de Saint Yves D´Alveydre, ‘Pemba- A grafia dos Orixás’ de autoria de Ivan Horácio Costa (mestre Itaoman) e ‘Umbanda – a Proto-síntese Cósmica’ de autoria de F. Rivas Neto (mestre Arapiaga); Essas obras trazem muitas elucidações reais sobre o tema.

No mais, lembramos que esses sinais são de uso exclusivo das entidades vinculadas a corrente astral de Umbanda e sua utilização inadequada por pessoas não habilitadas podem gerar uma série de aborrecimentos bem como atrair determinadas energias e entidades de difícil controle que podem levar o indivíduo às raias da loucura. 

Portanto, é necessária muita cautela nesse tema e é por isso que na maioria dos terreiros, casas, agrupamentos ou templos de Umbanda, as entidades ensinam e utilizam outros sinais mais simples e simbólicos, apenas de efeito elucidativo (por exemplo: corações, machados, espadas etc.), deixando os verdadeiros sinais de pemba velados até que os filhos amadurecem e possam adentrar nesses campos com segurança. Enfim, o importante é procurar trabalhar e deixar que as entidades atuem da forma que elas acharem conveniente porque com certeza elas nos conhecem melhor do que nós próprios pensamos que nos conhecemos...

Fonte:  aumbandamsagrada.blogspot.com
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