Seguidores e Amigos da Umbanda

Translate

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

Mostrando postagens com marcador Estudo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estudo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Estudo da Mediunidade


Conceitos Básicos
·        A mediunidade não é sinal de santificação, nem representa característica divinatória.
·        É apenas um meio de entrar em contacto com as almas que viveram na Terra.
·        Os médiuns se tornam mais responsáveis do que as demais pessoas, por possuírem a prova da sobrevivência que chega a todos por seu intermédio.
·        A educação da mediunidade possibilita a pessoa ser feliz pelo bem que pode realizar e pelo prazer de experimentar o bem que se recebe.
·        Todo indivíduo que, conscientemente ou não, capta a presença de seres espirituais é portador de mediunidade.
·        Ela surge em qualquer idade, posição social, denominação religiosa ou cepticismo no qual se encontre a pessoa.
·        Às vezes, quando do aparecimento da mediunidade, surgem distúrbios vários, sejam na área orgânica, através de desequilíbrios e doenças, ou mediante inquietações emocionais e psiquiátricas.
·        Não é a mediunidade que gera o distúrbio no organismo, mas a ação fluídica dos espíritos que favorece a distonia ou não.
·        Quando a ação espiritual é salutar, uma aura de paz e de bem estar envolve o médium.
·        O exercício correto da mediunidade não oferece nenhum perigo a quem quer que seja.
·        A mediunidade deixada ao abandono pode ser utilizada por entidades perversas ou levianas, que a perturbam, entorpecem ou a tornam um meio de desequilíbrio para  o médium e quem o cerca.
·        Não é o médium, mas sim sua conduta que atrai espíritos bons ou maus.
·        A mediunidade deve ser exercida com devotamento e modéstia, objetivando a divulgação da verdade.
·        Não é um compromisso vulgar para exibicionismo barato ou promoção pessoal.
·        O conforto que proporciona é superior à capacidade de julgamento.
·        A esperança que faculta é maior que quaisquer palavras.
·        Os espíritos nobres não se submetem aos caprichos dos médiuns e das pessoas frívolas interessadas em jogos vazios do personalismo perturbador. Estas sintonizam-se com espíritos vulgares e irresponsáveis, que os levam a obsessões sutis a princípio, a caminho de lamentáveis processos irreversíveis e dolorosos.
·        O mau uso da mediunidade pode entorpecê-la ou até mesmo fazê-la desaparecer.


Obstáculos a Mediunidade Nobre
·        Tudo que induza à vaidade ou à projeção nos palcos do mundo. Nada de pressa de querer “salvar a humanidade”.
·        O mercantilismo: induzido por pessoas inescrupulosas e desconhecedoras da finalidade do espiritismo, o médium, resistindo no início aos pagamentos pelos serviços prestados,termina, não raro por aceitá-los, passando à profissional da mediunidade, com alegações banais e sem justificativas. Os mentores amigos se afastam e ele fica à merce de espíritos inferiores. A venda da mediunidade não se dá exclusivamente mediante a moeda , mas também através de presentes de alto preço, bajulação, destaque, e tudo que exalte o orgulho e a vacuidade do médium.
·        A interpretação errônea dos objetivos da mediunidade leva o indivíduo a atribuir aos espíritos tudo o que se passa, isentando-se dos deveres e responsabilidades que lhe dizem respeito.
·        A irregularidade do exercício mediúnico, a inconstância derivada da preguiça, mantém o indivíduo na faixa da mediunidade atormentada, que não progride, é repetitiva, insegura e monótona.
·        A mistificação mediúnica tem a ver com o caráter moral do médium, que consciente ou não é responsável pelas ocorrêncais normais e paranormais da sua existência.
·        O exibicionismo é um dos mais perigosos inimigos do médium.


Educação das Forças Mediúnicas
·        Ter atividades na área da caridade ilumina o médium
·        A oração o fortalece, resguardando-o das influências prejudiciais, que existem em toda parte, pois dependem da conduta moral dos homens.
·        Cultivar o silêncio interior e o recolhimento. Eles aguçam as percepções parafísicas.
·        Vigilância deve se constituir em norma de segurança.
·        O trato com os espíritos impõe prudência, elevação moral, equilíbrio emocional.
·        A fé sincera, sem estardalhaço nem afetação, a entrega a Deus, com irrestrita confiança e ao seu guia espiritual contribuem para uma educação mediúnica exemplar.


Os médiuns responsáveis são conhecidos pelos seus silêncios e equilíbrio.
Não têm pressa em ganhar fama, nem dela necessitam.
Trabalham para um ideal que não remunera no mundo material.


Leitura da Sorte
É possível saber o futuro procurando especialistas em búzios, quiromancia, astrologia, tarô?
A melhor maneira de descobrir nosso futuro é analisar o que estamos fazendo no presente. Ele será sempre a consequência de nossas ações.
Há algum inconveniente em procurar esses especialistas?
Normalmente essas pessoas atuam como prestidigitadores, envolvendo os consulentes com generalidades. Atirando em várias direções.
Conheço uma vidente que não é mistificadora. Ela sabe das coisas, sempre fala com acerto sobre nossa vida.
Se for dotada de sensibilidade psíquica não lhe será difícil vasculhar o íntimo dos consulentes.
Isso não é bom?
Pessoas assim costumam cobrar por suas consultas, o que compromete seu trabalho, colocando-as à merce de espíritos perturbadores que as utilizam como instrumentos para nos envolver.
E nos perturbam?
De várias formas, principalmente em relação aos nossos sentimentos. Uma jovem ouviu de uma vidente que o rapaz por quem estava apaixonada correspondia aos seus anelos, embora fosse noivo de outra e estivesse às vésperas do casamento. Ele iria, por sua causa, romper o noivado. Ela alimentou durante anos a ilusão de que isso aconteceria. O rapaz casou, teve filhos, sempre viveu bem com a esposa. No entanto, a ingênua consulente continuou alimentando a idéia de que ele seria seu companheiro um dia. Perdeu tempo, perturbou-se, seduzida por mentirosa informação.
Pode haver algum inconveniente, mas o que ela disse exprime algo do que estou vivendo.
Considere que ela nada vê além do que está em sua cabeça. Se você imagina que seu namorado a está traindo, ela lhe dirá exatamente isso, sem que exprima a realidade. Daí o perigo, tomando por verdadeiro o que é apenas uma idéia inspirada em ciúme e insegurança.
Se há tantos problemas, por que desde a mais remota antiguidade as pessoas procuram pitonisas, profetas, videntes, oráculos ?
É a velha tendência humana de procurar o maravilhoso, o sobrenatural, para decifrar os enigmas da existência e resolver seus problemas.
Mas não é importante saber o que vai acontecer,ter uma idéia sobre nosso destino?
Quando há algum proveito ou necessidade, os nossos mentores espirituais providenciam para que, em sonhos premonitórios ou intuições, sejamos alertados, sem necessidade da interferência de pessoas que iludem os incautos.

O Copo
Como funciona o copo para entrar em contato com espíritos?
Lembra um pouco o fenômeno das mesas girantes, nos primórdios do Espiritismo. Faz-se um círculo em torno dele, com a posição das letras alfabéticas ao longo dos trezentos e sessenta graus. Os participantes fazem imposição de mãos sobre o copo. Ele se movimenta indicando letras que, anotadas, formam palavras e frases.
São espíritos que movimentam o copo?
O fenômeno pode ser anímico. Os próprios participantes, inconscientemente, fazem o movimento. Ou espiritual, iniciativa de entidades desencarnadas que aproveitam a base fluídica sustentada pelos encarnados.
Funciona, então, como uma reunião mediúnica?
No segundo caso sim. Há espíritos e médiuns.
Há algum problema com essas brincadeiras?
São desaconselháveis. Inspiradas em mera curiosisdade e sem nenhum preparo do grupo, podem converter-se em porta aberta às obsessões. Acontece com frequência.
Os benfeitores espirituais não protegem?
A natureza dos espíritos que participam de uma reunião de intercâmbio depende das intenções e disposições do grupo. Sem conhecimento, sem um propósito nobre, sem seriedade, realizados por mera diversão, atendendo à curiosidade, sessões com o copo atraem espíritos zombeteiros e mistificadores que ali têm campo fértil para a semeadura de perturbações.
E se houver boas intenções?
Segundo o velho ditado, o inferno está cheio delas. Há muita gente bem intencionada que se perturba com o fenômeno mediúnico, por falta de conhecimento, experiência e orientação.
Uma reunião com copo poderia ser realizada no centro espírita?
Sim, mas seria regredir ao primarismo das mesas girantes, com manifestações demoradas, cansativas e pouco produtivas. Nos centros espíritas exercitam-se a psicofonia e psicografia, em que os médiuns transmitem o pensamento dos espíritos pela palavra falada e escrita, bem mais eficiente. Mal comparando, é como passar do telégrafo para o telefone ou fax.
Se não é prudente brincar com o copo, o que devem fazer meus amigos que se interessam pelo assunto?
Que procurem um centro espírita, participem das reuniões doutrinárias e dos cursos de espiritismo. Então estarão habilitados a participar das reuniões mediúnicas. Ali terão um aproveitamento bem melhor sem os riscos que envolvem essas « diversões » juvenis.

Sensibilidade Mediúnica
Sou instável emocionalmente. Alterno alegria e tristeza, tranquilidade e tensão. Num dia muito animado, noutro mergulhado na fossa. Pode ser um problema espiritual?
Provavelmente você tem sensibilidade psíquica. Sem saber lidar com ela fica ao sabor dos ambientes e situações que vivencia, como folhas ao vento.
Assimilo influências?
Exatamente. Em ambientes saudáveis, espiritualizados, sente-se bem. Onde há desajuste colhe impressões desagradáveis que alteram seu humor ou impõe-lhe desajustes físicos. Há muita gente nessa condição.
É por isso que fico muito deprimido em velórios?
Você capta as vibrações de desalento da família. Reflete algo de sua angústia.
Também noto que quando me deixo dominar pela irritação perco o controle e tomo atitudes de que me arrependo depois, agindo de forma agressiva. Tem algo a ver?
Em face de sua sensibilidade, sempre que se descontrola assimila correntes vibratórias negativas. Dá vexame.
Nesses momentos eu estou dando uma manifestação de espíritos agressivos?
Mais exatamente é uma manifestação de seu prório espírito, revivendo estágios de animalidade inferior, sob indução de influências atraídas pelo seu destempero.
O que fazer para livrar-me desse problema ?
Compareça às reunies doutrinárias no centro espírita. Submeta-se à fluidoterapia (passes). Estude diariamente “O Evangelho segundo o Espiritismo”. Cultive a oração. Faça o propósito de renovar-se a cada dia, como lembra uma poesia de Christian Morgenstern:

“És novo em cada momento novo,
não sejas pois servilmente fiel ao velho.
Se até hoje teu coração tem estado negro como carvão,
tens o poder de torná-lo branco como o quartzo.”

E quanto à minha  mediunidade?
Deixe que aconteça naturalmente, a partir de um entrosamento com as atividades do centro.
Mas não é importante desenvolvê-la para alcançar o equilíbrio?
A mediunidade é uma notável ferramenta de trabalho em favor do Bem comum e de nossa própria felicidade. Considere, entretanto, que nosso equilíbrio não está subordinado, ao desenvolvimento de suposta faculdade mediúnica. Depende muito mais do ajuste de nossas emoções, aprendendo a controlar nossa sensibilidade, a fim de que não sejamos dominados por espíritos que dela se aproveitem.

Desenvolvimento Mediúnico
Pessoas perturbadas por influências espirituais devem ser encaminhadas às reuniões de desenvolvimento mediúnico ?
Não. Embora sejamos todos suscetíveis de sofrer a influência dos espíritos, nem todos detemos suficiente sensibilidade que nos habilite a atuar como seus intérpretes.
E se a pessoa vê os espíritos, colhendo fortes impressões relacionadas com sua presença?
Sob tensão ou nervosismo exarcebado há um aguçamento da sensibilidade psíquica que pode disparar fenômenos mediúnicos sem que o indivíduo tenha mediunidade a desenvolver.
E como vamos saber se ele é  médium?
Em princípio é difícil, porquanto os sintomas assemelham-se. O assistido experimenta fenômenos mediúnicos por estar tenso e nervoso ou fica tenso e nervoso por experimentar fenômenos mediúnicos.
Qual seria a primeira providência no propósito de oferecer-lhe ajuda?
Encaminhá-lo às reuniões de orientação doutrinária e fluidoterapia (passes).
Sua presença num grupo mediúnico não o auxiliaria melhor?
Kardec deixa bem claro, em “O Livro dos Médiuns”, que a reunião mediúnica deve ser reservada às pessoas que conhecem a doutrina espírita. Sustentada pelo apoio vibracional dos participantes, haverá uma harmonização vibratória que não se pode esperar daqueles que não têm nenhuma noção a respeito do assunto.
Mas como fica a pessoa que precisa desenvolver a mediunidade para livrar-se de suas perturbações?
O problema maior do médium é que em princípio ele é controlado pelo fenômeno mediúnico quando o ideal seria controlá-lo. Esse ajuste não depende do exercício mediúnico. Subordina-se, essencialmente, à três fatores: aplicação no estudo, empenho de auto-disciplina, esforço de renovação.
E se o próprio guia do centro encaminha a pessoa para o desenvolvimento mediúnico?
Talvez o guia esteja mal informado. Sua presença em reuniões mediúnicas deve ser precedida de um período de aprendizado em grupos de estudo. Assim adquirirá o conhecimento elementar necessário para uma participação produtiva e disciplinada.
Com critérios tão rígidos não estaremos elitizando a reunião mediúnica?
Somente quem não está familiarizado com o estudo da mediunidade pode defender semelhante idéia. Não se pretende restringir a reunião mediúnica a restrito círculo de iniciados. Qualquer pessoa pode ter acesso ao intercâmbio com o Além, desde que se prepare convenientemente, a fim de que seja capaz de ajudar, ou fatalmente vai atrapalhar.


O Porquê do Desenvolvimento Mediúnico



A mediunidade é vista por muitos como um grande fantasma, algo que deve ser tratado e retirado da vida de uma pessoa já que ela é responsável por prováveis malefícios na sua vida. Já por outros é vista como um carma, algo pesado que se tem para carregar. Outros ainda consideram-na como um dom que nos torna muito especiais. Mas será que realmente ela é prejudicial, um fardo ou algo exclusivo?

Segundo ensinamentos espirituais, 30% das pessoas já nascem portadoras de faculdades mediúnicas plenamente desenvolvidas, sejam elas conquistadas noutras vidas ou no tempo em que estiveram no astral.

Isso acontece por a mediunidade ser uma das mais poderosas ferramentas para o desenvolvimento consciencial e espiritual do ser humano.

Independentemente da crença religiosa de cada um, é notório que quase todas (para não dizer todas) as filosofias espirituais e religiosas vieram por inspiração ou pelo ensinamento de seres espirituais considerados de alto grau ou luminosidade e que as mesmas serviram como regra ou padrão para um desenvolvimento equilibrado e natural da humanidade. Claro que temos que levar em conta a cultura local e a época em que foram passadas tais orientações.

A humanidade evoluiu e, conseqüentemente, as religiões e a espiritualidade como um todo, adaptando-se aos novos meios e aos novos tempos, sem nunca deixarem de ser o que são: vias de desenvolvimento humano.

Vimos também em relatos históricos que a queda de antigas civilizações se deu ao facto do afastamento progressivo da sua sociedade das condutas religiosas, espirituais e éticas propagadas pelas mesmas, pois estas serviam para manter uma estabilidade e um equilíbrio no seu meio.

Sabemos que alguns vão dizer que alguns conceitos ficaram ultrapassados e ilógicos. Vamos ter que concordar. Afinal de contas, tudo evolui. Mas também sabemos que alguns deles sempre estiveram, estão e estarão corretos por serem verdades irrefutáveis.

Não vamos aqui falar de conceitos religiosos verdadeiros ou falsos, mesmo porque cada religião e sociedade têm os seus próprios meios de os ver, interpretar e entender e não somos nós que iremos armar-nos em donos da verdade.

“É tolo aquele que deseja uma prova do que não pode perceber;
E é estúpido aquele que tenta fazê-lo acreditar.”

William Blake

Mas quando nos afastamos de Deus e dos seus valores eternos e internos, passamos a criar desequilíbrios pessoais e interiores. Isso é um fato e se isso acontece em larga escala, com certeza criaremos também problemas sociais.

E o que isso tem a ver com mediunidade?

 Tudo – respondemos nós.

Acreditamos que muitos já devam ter ouvido falar de um “tal” de desequilíbrio mediúnico que leva tantas pessoas a sofrer. Mas será mesmo que a mediunidade se desequilibra?

De forma nenhuma – respondemos nós – pois a mediunidade é um sentido, uma capacidade natural do ser humano de se conectar com o invisível ou, se os mais cépticos preferirem, com o abstracto. Porém, se não fosse pela nossa condição mediúnica, inerente a todo o ser humano, não seríamos capazes de realizar uma única oração que fosse. Ou não é verdade que o acto de rezar é uma forma de se comunicar com planos espirituais ou invisíveis?

E sentido é algo que não se desequilibra, mas pode dar “defeito” ou ser mal utilizado, por exemplo: uma pessoa que só vê maldade em tudo, é a sua visão que está em desequilíbrio ou é um desequilíbrio da sua personalidade (maldosa)? Diferente de uma pessoa que passa a ter problemas de visão ou fica cega pois deixa de ver com nitidez ou mesmo de todo, certo?

Pois bem, por acreditar que quem desequilibra a sua condição mediúnica é o próprio médium, através dos seus próprios comportamentos psíquicos, emocionais e sociais (independentemente dos motivos que o levaram a isso), achamos que um reencontro desse mesmo médium com Deus, através de uma religião, é capaz de equilibrá-lo novamente. O ensino de Deus, das Suas divindades e dos valores morais ligados a Ele e a ela (religião), não só o ajuda na sua transformação interior como também no seu fortalecimento e equilíbrio enquanto indivíduo. A isso também chamamos de desenvolvimento mediúnico, pois o acto de desenvolver a mediunidade não pode ficar apenas no exercício e no treino mediúnico. É preciso antes ensinar, pois se não houver um entendimento da mesma não irá ter o resultado almejado, que é o bem-estar do indivíduo. Por isso é tão comum um médium ir um templo umbandista e escutar da entidade “ filho, o seu problema é mediunidade e você precisa desenvolvê-la para melhorar”, porque um desenvolvimento mediúnico bem orientado ajuda a desenvolver a consciência de que é preciso também uma transformação interior que o ligará novamente a Deus, Suas Divindades e Seus princípios Divinos que o fortalecerão e o equilibrarão.

Claro que sabemos que uma atividade mediúnica fora de controlo, seja numa criança, num jovem ou mesmo num adulto, torna o ser muito mais sensível aos problemas do meio, deixando-o triste e perturbado psicologicamente, desinteressado pela vida, criando vários bloqueios e problemas físicos, psíquicos, materiais, profissionais, sentimentais, etc., que precisam ser orientados e cuidados.

Por isso a Umbanda utiliza o recurso mediúnico de incorporação para o equilíbrio e fortalecimento interior dos seus médiuns que, através dos seus Guias, passam a fortalecer-se, a aprender e, com o tempo, através deles e das suas bases, orientar os consulentes que comparecem nas suas sessões religiosas ou giras em busca de força, saúde, equilíbrio e felicidade para as suas vidas.

           Por: Santiago Jr.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Por que Saudar?


A importância do "Saudar"

O umbandista respeitoso e religioso deve sempre que entrar em um Centro, Saudar respeitosamente as Forças que sustentam aquele Centro e o próprio médium.
Deve-se no primeiro momento Saudar as Forças dos Srs. Guardiões e das Sras. Guardiãs assentadas na Tronqueira agradecendo a permissão de sua entrada naquela Casa Santa, agradecendo o recolhimento e encaminhamento de espíritos negativos que é realizado no ato da “simples” saudação, agradecendo a guarda, a força e a proteção que ELES realizam.
Em segundo momento Saudar o Congá e o Altar, local Sagrado de um Centro que deve ser respeitado e é onde se realiza a grande troca de energia, pois todas as Irradiações Divinas estão sendo projetadas sobre todos aqueles que reconhecem o Poder Divino.
O ato de “Bater Cabeça” não deve ser um “costume”, mas sim uma atitude de reverência diante dos Sagrados Orixás, é nessa hora que comungamos com Oxalá, Oxum, Oxóssi, Xangô, Ogum, Oba­luayê e Iemanjá pedindo que ma­ntenha nossos olhos fechados para o ciúme, para o egoísmo e para a inveja, que mantenha nossos ouvidos fechados para a intriga e para a curiosidade que alimenta a fofoca, que ma­ntenha nossos corações aber­tos para o amor, para a fé, para a compaixão e para a esperança, que ma­ntenha nossa mente aberta para o discerni­mento, para a sabedoria e para a paciência, que mantenha nosso espírito purificado e iluminado para que assim possamos servir de “simples” instrumentos de Deus, da Lei e da Justiça.
É o momento de agradecer, agradecer e agradecer por essa oportunidade única e ex­celsa que temos por estar diante do Poder Divino.
Em terceiro lugar e não menos importante, o médium deve Saudar e tomar a Benção de seu Pai ou Mãe Espiritual.
Quando isso ocorre, o “filho” está reconhecendo seu Pai Espiritual co­mo o detentor dos conhecimentos da Lei de Umbanda e como seu orientador, que o conduzirá, sustentará e protegerá dentro da doutrina religiosa umbandista.
“Tomar a Benção” é um procedimento de reconhecimento de Grau e de respeito à Hierarquia, pois o Pai Espiritual é a voz, é a força, é o representante e o intermediá­rio dos Orixás aqui no plano material e ele é escolhido e preparado pelas próprias Forças Divinas, pois se assim não fosse, não conseguiria sustentar uma gira ou realizar um “simples” desenvolvimento. Cada Centro tem a sua forma de saudar o Pai Espiritual, mas quando o médium toma entre suas mãos a mão de seu Pai Espiritual, a beija respeitosamente, leva-a até a sua testa e a beija novamente, este ato representa o desejo de que aquelas mãos preparadas o conduza aos serviços de Deus ajudando-o a adquirir conhecimentos Sagrados.
Ao dizer: “Daí-me Pai, a sua benção” e o Pai Espiritual responder “Seja Oxalá quem lhe abençoe” ele está saudando acima de tudo a Trindade Divina e sendo abençoado POR OLORUN, POR OXALÁ E POR IFÁ. As mesmas atitudes devem ser realizadas ao sair do Centro, pois o médium sai do Sagrado para o Profano.

Salve a Umbanda!!!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Estudo Sobre Anjos da Guarda na Umbanda


Muito se fala sobre o assunto mas poucas pessoas realmente entendem a importância do Anjo da Guarda, inclusive para nós, umbandistas. Pensando nisso é que hoje eu gostaria de falar um pouquinho sobre este Espírito Celestial que nos acompanha. Vamos lá!

“Infelizmente a história sobre anjos é curta. Os gregos, que eram amantes da precisão, os chamavam DAIMONES (gênio, anjo, ser sobrenatural). Os egípcios os explicaram amplamente e com detalhes, mas tudo foi perdido, queimado na época da ascensão do cristianismo primitivo do Ocidente. Hoje, o pouco que nos resta deriva dos estudos cabalísticos desenvolvidos pelos judeus, que foram os primeiros a acreditar nesta energia.

A palavra hebraica para anjo é Malakl, que significa “Mensageiro”. As primeiras descrições sobre anjos apareceram no Antigo Testamento. A menção mais antiga de um anjo aparece em Ur, cidade do Oriente Médio, há mais de 4.000 a.C.. Na arte cristã eles apareceram em 312 d.C., introduzidos pelo imperador romano Constantino, que sendo pagão, converteu-se ao cristianismo quando viu uma cruz no céu, antes de uma batalha importante. Em 325 d.C., no Concílio de Nicéia, a crença nos anjos foi considerada dogma da Igreja. Em 343 d.C. foi determinado que reverenciá-los era idolatria e que os anjos hebreus eram demoníacos. Em 787 d.C. no Sétimo Sínodo Ecumênico definiu-se dogma somente em relação aos arcanjos: Miguel, Uriel, Gabriel e Rafael.

São Thomás de Aquino foi um estudioso do assunto. Ele dizia que os anjos são seres cujos corpos e essências, são formados de um tecido da chamada luz astral. Eles se comunicam com os homens através da egrégora, podendo assim assumir formas físicas.

A auréola que circunda a cabeça dos anjos é de origem oriental. Nimbo (do latim nimbus), é o nome dado ao disco ou aura parcial que emana da cabeça das divindades. No Egito, a aura da cabeça foi atribuída ao deus solar Rá e mais tarde na Grécia ao deus Apolo. Na iconografia cristã, o nimbo ou diadema é um reflexo da glória celeste e sua origem ou lar, o céu. As asas e halos apareceram no século I. As asas representam a rapidez com que os anjos se locomovem.

No Novo Testamento, anjos apareceram nos momentos marcantes da vida de Jesus: nascimento, pregações, martírio e “ressurreição”. Depois da ascensão, Jesus foi colocado junto ao Anjo Metatron. Alguns estudos aceitam a possibilidade dos três Reis Magos serem Anjos materializados. Melchior (Rei da Luz), Baltazar (Rei do Ouro, guardião do tesouro, do incenso e da paz profunda) e Gaspar (o etíope, que entregou a mirra contra a corrupção).

A tradição católica dividiu os anjos em três grandes hierarquias, subdivididas cada uma em três companhias: Serafins, que personificam a caridade divina; Querubins, que refletem a sabedoria divina; Tronos, que proclamam a grandeza divina; Dominações, que têm o governo geral do universo; Potências, que protegem as leis do mundo físico e mora; Virtudes, que promovem prodígios; Principados, responsáveis pelos reinos, estados e países; Arcanjos, responsáveis pela transmissão de mensagens importantes; Anjos, que cuidam da segurança dos indivíduos.”

ANJOS DA GUARDA NA UMBANDA
Na Umbanda o Anjo da Guarda não é considerado um Guia ou Orixá, é um Espírito Celestial, iluminado, de essência pura e de energia poderosíssima. Pertence à dimensão celestial, dimensão esta de grande pureza e de grande atuação em todas as outras dimensões subsequentes. Portanto, a essência e a energia dos Anjos atingem a todos independente de religião, doutrina ou crença.

Para os médiuns, os Anjos da Guarda são tão importantes quanto os próprios Orixás e Entidades, pois são eles que os protegem no momento da incorporação ou desincorporação. Momento esse que acontece em segundos de desacoplamento do corpo astral e que, por um mínimo descuido, podem sofrer um ataque do baixo astral com a entrada de seres inferiores na corrente mediúnica do médium.

Saiba que quando o Orixá/Entidade está incorporado no médium, o Anjo da Guarda fica ao lado, no entanto, no momento da desincorporação ou incorporação o Anjo da Guarda se aproxima mais ativamente ajudando a manter o equilíbrio do médium.

Vale salientar que a resistência no momento da desincorporação é altamente prejudicial para o próprio médium que, logicamente, perde essa proteção celestial.

É comum inclusive, quando o médium ainda fica em um sutil estado de transe após a desincorporação, colocarmos a mão sobre o coração do médium e dizer “fulano, seu anjo da guarda te chama!”, movimento esse que ajuda o médium no processo de desincorporação tranquilizando-o rapidamente. Além disso, os Anjos auxiliam no equilíbrio essencial do médium e os mantêm envolvidos por uma energia pura e divina.

Os Anjos de Guarda nos protegem e nos acompanham a cada dia, por isso é aconselhável manter sempre acesa uma vela branca ao lado de um copo d’água e em local alto para fazer nossas orações.

Quando acendemos uma vela estamos ligando-nos espiritualmente ao Divino, a entidade, anjo da guarda ou orixá a quem estamos ofertando a vela. Este espírito irá utilizar o elemento fogo para purificar nossos 7 campos e 7 corpos espirituais, conectando e fortalecendo nosso elo com as Hostes Celestes.

Quando colocamos o copo de água junto a vela do anjo da guarda estamos compondo mais um elemento, do qual este Espírito Superior irá utilizar para nosso maior benefício. A água é elemento purificador e fonte de vida, sendo assim, ao possibilitarmos o elemento para o trabalho da entidade, anjo da guarda etc., estamos deixando fonte elemental para ser utilizado a nosso benefício.

A água é um elemento poderosíssimo, tanto materialmente, pois nenhum ser vivo existe sem a presença dela, quanto espiritualmente, pois, modifica uma energia pesada. As águas são e devem ser ainda mais utilizadas dentro dos rituais de umbanda, proporcionando uma energia equilibrado dentro do tempo e podem ser usada conforme sua atuação e resposta espiritual.

Ela é um dos elementos naturais mais receptivos com uma energia altamente atratora e condutora, ela é utilizada nas quartinhas, nos copos de firmeza dos Anjos de Guarda, no batismo, em muitos rituais da Umbanda e principalmente pelos Guias Espirituais nos momentos onde há a necessidade de realizar grande limpeza, purificação e energização de nosso corpo astral e de nossa casa, afinal existem cargas e energias maléficas que somente esse elemento natural é capaz de desfazer, limpar e equilibrar.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda