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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Homem que recebe Pomba-Gira vira homossexual? Mulher que recebe Exu vira homossexual?


Homem que recebe Pomba-Gira vira homossexual? Mulher que recebe Exu vira homossexual? Como a Umbanda encara o homossexualismo nos terreiros?

O tema que abordaremos é extremamente delicado, pois não temos a intenção de em momento algum denegrir a imagem dos nossos irmãos que são homossexuais, nem tão pouco de nossas irmãs homossexuais, mas ouvimos muita falácia sobre a homossexualidade em si em alguns terreiros e pretendemos nas próximas linhas tentar levar esclarecimento a respeito deste assunto.
Acredito que em primeiro lugar o homossexualismo não deve ser visto como uma doença, ou ainda uma praga, mas não é bem isso que escutamos de irmãos mal informados de alguns credos religiosos e mesmo dentro da Umbanda quando o assunto é incorporação de espíritos femininos em homens e masculinos em mulheres.
A homossexualidade de uma pessoa não esta ligada de forma alguma ao espírito que a mesma incorpora e aceitar tal colocação, nada mais é do que um tremendo de um anátema, pois além de ser um gesto de preconceito, desrespeitam a força denegrindo a imagem de nossos Guardiões e Guardiãs.
Quando temos a incorporação de um espírito o que move o mesmo é a evolução moral do médium e principalmente a sua necessidade de servir a causa do bem, não interferindo aí sua opção sexual.
As senhoras Pombas Giras, jamais alterariam a sexualidade de um homem pelo simples fato do mesmo a ter incorporado, assim como se dá com a incorporação de Exus em corpos femininos.
Vivemos em um mundo de preconceito, onde vale mais criticar aquele que se esforça para praticar o bem e fazer a sua parte do que se seguir o bom exemplo cuidando de seus feitos e não dos outros.
Conhecemos muitos dirigentes dentro e fora da Umbanda que não aceitam médiuns homossexuais em suas casas ou ainda boicotam a incorporação de Pombas Giras e até Orixás femininos com esta alegação o que é um tremendo de um absurdo.
Vale aqui lembrar que o preconceito não é da Umbanda ou deste ou aquele credo religioso, mas das pessoas que ainda insistem em cultuar sentimentos tão atrasados.
Lembramos aqui as palavras do saudoso CABOCLO DAS 7 ENCRUZILHADAS, onde o mesmo diz: " A UMBADA É A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO PARA A CARIDADE" simbolizando a Umbanda na imagem de Nossa senhora da Piedade referia-se que a Umbanda receberia todos de braços abertos assim como Maria recebeu seu filho Jesus.
Com base nestas palavras lembramos que a Umbanda recebe todos os filhos que nela queiram ingressar, pois a Umbanda existe para: AMPARAR, REERGUER, DIRECIONAR, TRANSMUTAR, ORDENAR, CURAR etc. todos aqueles que nela procuram o abrigo de uma verdadeira MÃE.
O preconceito é uma ferida que enquanto não compreendermos o mal que nos causa cultuá-lo, vai crescendo e destruindo tudo o que vem pela frente.
Antes de serem homossexuais, vale lembrar que todos somos humanos e filhos de um mesmo Pai e que estamos neste mundo para evoluirmos e nos respeitarmos e não passarmos por ele.
Com estas palavras espero que possamos acabar com este preconceito que destrói até hoje inúmeras vidas!
Que mamãe Oxum nos cubra com o seu amor!

Por Géro Maita

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sacerdote de Umbanda


Atualmente, muitos jovens trabalham nas casas como Ogãs, responsáveis pelos toques dos atabaques, e, em algumas ocasiões, como médium.
Não consigo mais separar a religião da vida particular e da profissional. É uma coisa só, completa.
Não importa qual é a religião e a doutrina que segue, o importante é respeitar todas, se encontrar, e praticar a caridade.
Acredito que a Umbanda deve ser também entendida e praticada dentro de seus princípios litúrgicos e para isso o Estudo se faz necessário.
O médium deve ter consciência de seus deveres e responsabilidades perante a Umbanda e o Astral Superior, pois só assim ele sairá da condição de simples praticante, aquele que tem a Umbanda como um fenômeno de incorporação apenas, para uma a condição de um Ser religioso, ou seja um Sacerdote.
Quando menciono a palavra Sacerdote, não me refiro aquele diploma que ficará pendurado na parede, mas sim aquele poder de cura que somente pessoas com auto-equilíbrio e total esclarecimento consegue ter e expressar ao próximo.
Sacerdote é aquele que tem o dom de ensinar, que toca no coração das pessoas, ensinando coisas mesmo, quando não quer dizer nada. Sacerdote é aquele que traz o dom do Astral Superior e que tem a humildade na alma.
Mas, não uma humildade de inferioridade, mas de misericórdia.
No entanto, é importante esclarecer dois pontos:
-Primeiro, para se chegar ao auto-equilíbrio a pessoa deverá ter trabalhado muito o seu íntimo com grandes reformas intimas e é claro que o esclarecimento, o conhecimento e a religiosidade são os pilares para essas reformas.
-Segundo quando me refiro ao ‘Sacerdote - aquele que cura’, não me refiro a cura física, mas sim a cura da alma, das magoas e da tristeza, claro que curando o espírito o corpo físico responde rapidamente, mas o que me refiro é aquela cura capaz de encher o coração próximo de esperança, de alegria e de fé, isso sim é ter o poder sacerdotal.
E mais uma vez digo, para isso acontecer é preciso que o médium tenha conhecimento e responsabilidade, que tenha a alma pura, cheia de amor incondicional e que tenha a sua reforma intima sustentada pela sua religião.
Uma religião que traz os mais puros sentimentos de liberdade, de paz e de segurança como a Umbanda traz, basta conhecê-la.
Sempre afirmo:
“só se pode amar algo quando realmente se conhece, caso contrario é ilusão, é um amor sem sustentação e sem confiança, portanto logo se romperá o laço”, e infelizmente é isso que mais vemos acontecer na Umbanda, a maioria dos médiuns chegam na empolgação fazendo juras de amor, mas a primeira balançada é suficiente para romper todo esse “amor” e entusiasmo.

Guardião de Ogum.
 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Pense Nisso...


Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.

O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.

As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.

- E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:

- E onde estão os seus???

- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.

- Mas estou aqui só de passagem!

- Eu também... - concluiu o sábio.

"A vida na Terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e esquecem-se de ser felizes."


Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual... Somos seres espirituais passando por uma experiência humana...


Autor Desconhecido.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Grande Jogada - Pense Nisso...

Recebi por e-mail esse texto do Irmão Alex Santos e quero dividir essa reflexão com todos... Muita Paz! Obrigado Irmão Alex!

 
Esses dias o Internacional jogou numa cidade do Mato Grosso do Sul. A gauchada - que lá tem às pampas - foi ver o jogo e torcer pelo time gaúcho. Aí a surpresa no meio de tantos torcedores vestindo vermelho, havia gente com a camisa do Grêmio.

O pessoal aqui não entendeu. Gremistas torcendo pelo Internacional? Mas onde fica nossa tradicional rivalidade?

Não é difícil assim de compreender.

Grêmio e Internacional são símbolos do Rio Grande do Sul. São coisas nossas. Aqui dividem. Lá fora, unem os gaúchos desgarrados. Paixão é uma coisa, sentimento é outra.

Paixões às vezes geram o ódio, a inveja, a competitividade desleal, o ciúme. Por elas, perdemos a cabeça. Brigamos. Xingamos. Tornamo-nos violentos e irracionais. Já, se deixarmos fluir os sentimentos da alma, partimos ao encontro daquilo que nos une, que nos identifica uns com os outros. Somos todos tão diferentes, mas uma coisa temos em comum: a nossa condição humana, o fato de sermos espíritos imortais a caminho do progresso.

Crenças também podem virar paixão. Por isso aconteceram tantas guerras em nome da fé. Ainda hoje, há muita intolerância religiosa. Gente desprezando os outros, condenando-os porque acreditam em coisas diferentes. Mas quando fecharmos os olhos para a vida física e chegarmos à Pátria Espiritual, ninguém vai nos perguntar para que time torcemos ou que religião tínhamos.

Paixões e crenças ficarão aqui. Os bons sentimentos e as atitudes positivas em favor da vida é que vão contar.

Vestir a camiseta do amor, da tolerância, da solidariedade, do afeto e do serviço em benefício de todos. Esta é a grande regra do jogo da vida. A única jogada que leva à vitória.

Por Milton R.Medran Moreira - Centro Cultural Espírita de Porto Alegre

Somos o Pedreiro


 
Um velho pedreiro que construía casas estava pronto para se aposentar. Ele informou o chefe, do seu desejo de se aposentar e passar mais tempo com sua família. Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar. A empresa não seria muito afetada pela saída do pedreiro, mas o chefe estava triste em ver um bom funcionário partindo e ele pediu ao pedreiro para trabalhar em mais um projeto, como um favor. O pedreiro não gostou, mas acabou concordando.
 
Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a idéia. Assim ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados. Quando o pedreiro acabou, o chefe veio fazer a inspeção da casa construída. Depois de inspecioná-la, deu a chave da casa ao pedreiro e disse: - Esta é a sua casa. Ela é o meu presente para você.  O pedreiro ficou muito surpreendido. Que pena! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente...
 
O mesmo acontece conosco, nós construímos nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na sua construção. Depois, com surpresa, nos descobrimos que precisamos viver na casa que nós construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente. Mas não podemos voltar atrás.
 
Nós somos o pedreiro. Todo dia martelamos pregos, ajustamos tabuas e construímos paredes. A vida é um projeto que nós mesmo construímos. Nossas atitudes e escolhas de hoje, estão construindo a “casa” em que vamos morar amanhã. Portanto construa com sabedoria!

            Pense nisso... 

A Humildade


Você já deve ter ouvido muitas vezes a palavra humildade, não é mesmo?

Essa palavra é muito usada, mas nem todas as pessoas conseguem entender o seu verdadeiro significado.

O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente.

Assim, uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente.

A verdadeira humildade é firme, segura, sóbria, e jamais compartilha com a hipocrisia ou com a pieguice. A humildade é a mais nobre de todas as virtudes pois somente ela predispõe o seu portador, à sabedoria real.

O contrário de humildade é orgulho, porque o orgulhoso nega tudo o que a humildade defende. O orgulhoso é soberbo, julga-se superior e esconde-se por trás da falsa humildade ou da tola vaidade.

Alguns exemplos talvez tornem mais claras as nossas reflexões. Quando, por exemplo, uma pessoa humilde comete um erro, diz:

"eu me equivoquei", pois sua intenção é de aprender, de crescer.

Mas quando uma pessoa orgulhosa comete um erro, diz: "não foi minha culpa", porque se acha acima de qualquer suspeita.

A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e por essa razão tem mais tempo. Uma pessoa orgulhosa está sempre "muito ocupada" para fazer o que é necessário.

A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas. A pessoa orgulhosa dá desculpas, mas não dá conta das suas obrigações e pendências.

Uma pessoa humilde se compromete e realiza.

Uma pessoa orgulhosa se acha perfeita.

A pessoa humilde diz:

"eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser". A pessoa humilde respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos.

A orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de pôr-lhes defeitos.

O humilde sempre faz algo mais, além da sua obrigação.

O orgulhoso não colabora, e sempre diz: "eu faço o meu trabalho".

Uma pessoa humilde diz:

"deve haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir".

A pessoa orgulhosa afirma:

"sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo".

A pessoa humilde compartilha suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso as guarda para si mesmo, porque teme a concorrência.

A pessoa orgulhosa não aceita críticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.

Quem é humilde cresce sempre, quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de superioridade.

O orgulhoso se diz céptico, por achar que não pode haver nada no universo que ele desconheça, o humilde reverencia ao criador, todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que ainda desconhece.

Uma pessoa humilde defende as idéias que julga nobres, sem se importar de quem elas venham.

A pessoa orgulhosa defende sempre suas idéias, não porque acredite nelas, mas porque são suas.

Enfim, como se pode perceber, o orgulho é grilhão que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que abre as portas da perfeição.

Pense nisso!

Você sabe por quê o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso?

É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios. Sabendo receber, tornou-se grande.

Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.

Pense nisso...



Fonte Equipe de Redação do Momento Espírita

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Meu Último Dia de Vida


Hoje é o meu último dia de vida. Acordei mais cedo e fui até o escritório para encontrar uma foto de quando eu tinha 5 anos. Era de manhã, a casa dos meus pai não tinha muros e eu me lembro de quando o rapaz que tirava fotos sobre o cavalinho chegou. Olhando para a foto, tentei lembrar-me de como era minha voz naquela época, o que eu pensava e como eu imaginava que seria aos 25 anos. Vi a sombra do meu pai no chão, e me senti grato por esta foto, por esta lembrança hoje.

Fui até a cozinha e preparei o café: panquecas, servidas com queijo branco e requeijão. Odiava desse jeito, a Vanessa era quem gostava, mas hoje era diferente. Calmamente posicionei tudo sobre uma bandeja, as panquecas, o café com leite, um pedaço de mamão e uma folha de caderno com a letra da música que cantei para ela no dia do nosso casamento. Ela acordou e eu pude ver o paraíso, seu sorriso. Meu coração acelerou, mas eu não poderia chorar, afinal de contas ela não sabia de nada. Me mantive firme e servi o café. Quando ela viu a letra e olhou pra mim ficou ainda mais difícil, então eu disse que a amava e com o coração ardendo, a única coisa que pôde sair da minha boca foi um pedido de perdão por alguns motivos que nem eu mesmo sabia bem quais eram. Eu pedi perdão por nunca ter trocado os sifões das pias do nosso apto – mesmo depois de 1 ano com ela reclamando sobre os vazamentos. Pedi perdão por, mesmo com incansáveis pedidos, nunca ter sentado ao computador com ela e ensinado-a a configurar o Itunes para que ela pudesse carregar músicas novas em seu Ipod. Ela dizia, em meio a uma meiguice que eu nunca havia visto, para eu não me preocupar, pois eu poderia fazer tudo aquilo depois. Eu não poderia. Tantas foram as brigas sem motivos, tantas foram as brigas com motivos, mas todas foram brigas desnecessárias. Eu daria meu braço direito para voltar no tempo.

Após o café, eu disse a ela que iria visitar meus pais. Eu sabia que isso seria dificil, mas inevitável. Ao entrar pela porta da casa deles e ver meu pai deitado no sofá tocando cavaquinho e minha mãe no sofá do canto, desabei. Perplexos, eles me perguntavam o que estava acontecendo e eu precisei inventar uma desculpa. Ao olhar para o meu pai meu coração doeu ainda mais. Eu tinha tanta responsabilidade para com ele, eu tinha responsabilidade de guiá-lo. Eu não tive tempo, eu negligênciei meu tempo. Então pedi perdão por ele ter vendido a única coisa que o dava prazer na vida, um fusca 1973, para que algumas dívidas minhas pudessem ser pagas há alguns anos atrás. Virei-me para minha mãe e pedi perdão pela minha ignorância e estupidez ao analisar os sintomas de um mal estar que ela estava sentindo, concluir que ela estava com a pressão baixa e aconselhá-la a colocar um pouco de sal embaixo da língua. Quando na verdade ela estava com a pressão altíssima e no dia seguinte sofreria um derrame. Era tudo o que conseguia dizer, o resto eram soluços. E então a parte mais difícil, algo que NUNCA havíamos dito um para o outro. Eu olhei-os nos olhos e disse “eu amo vocês”. As palavras rasgaram meu coração numa tentativa alucinada de compensar todo o tempo perdido, as lágrimas tentavam amenizar a dor, mas era impossível. As chances haviam sido perdidas, os dias haviam ficado para trás.

Saindo de lá, passei na casa do meu melhor amigo. Agradeci por nunca ter desistido de mim, por nunca ter se magoado, mesmo com todos os motivos do mundo. Houve uma época na minha adolescência em que, mesmo sem ninguém saber, eu sofria de Transtorno Obsessivo Compulsivo. Nem mesmo ele lembrava que tentou me ajudar e eu não deixei, não me abri. Então pedi perdão novamente e em meio a risadas retirei um sobretudo de uma sacola e o devolvi – 2 anos depois.

No caminho de volta parei no centro, andei até encontrar um senhor que vivia nas ruas. Levei-o no meu carro até um hotel e paguei um mês de estadia. Subi no quarto com ele e após seu banho sentamos e conversamos, perguntei quem ele era e como ele havia parado ali. Quantas vezes adiei tal atitude? Quantas vezes Deus me incomodou ao ver alguém vivendo nas ruas e eu estava ocupado demais pensando em trocar de carro? Um mês de estadia não mudaria a vida dele, mas mudaria a minha.

Dirigi até o Aeroclube de campinas e me matriculei no curso de piloto privado de avião. Eu não iria poder assistir a nenhuma aula, mas passei a vida toda fazendo o que eu não gostava e aquilo que eu achava que talvez pudesse gostar ficou sempre em segundo plano. Mas não hoje. Hoje somente as coisas importantes teriam espaço na minha vida. Com um sorriso estampado no rosto saí de lá segurando o comprovante de matrícula.

Antes de voltar para casa eu tinha mais um trabalho a fazer. Escolhi um lugar bonito, verde, com grama fofa e silêncio. Então permaneci em oração por algumas horas, agradecendo a Deus por todas as vezes que Ele não permitiu com que algo que eu queria MUITO se concretizasse, pois desta maneira eu tinha certeza de que minha vida não estava nas minhas mãos.

Ao voltar pra casa, com as poucas horas que me restavam, pensei no que eu gostaria de comer. Qual era meu prato preferido e como eu gostaria de comê-lo pela última vez. Após refletir por alguns minutos cheguei a conclusão de que isto não era importante. Lembrei de algo que alguém um dia me disse: “Fixemos os olhos não naquilo que se vê, mas naquilo que não se vê, pois aquilo que se vê é transitório, é passageiro, mas aquilo que não se vê… é eterno”. Então troquei um banquete por pizza feita em casa com mussarela e ovos cozidos – Deus como eu adorava aquilo. Sentei-me no sofá com a minha esposa, nossa cachorrinha Tula e assistimos a vários episódios de Friends. Eu estava feliz, estava satisfeito. Era um final de dia perfeito, era um final de último dia perfeito. Tudo havia sido simples como Jesus nos ensinou. E por isso eu estava feliz. Passei a vida toda procurando felicidade na complexidade do mundo, quando na verdade o auge da felicidade estava ali, na minha frente, gritando para que eu ouvisse, acenando desesperadamente para chamar a minha atenção, mas eu preferia fechar a porta.

Engraçado, no último dia sentimos o que é importante de verdade. No último dia eu não quis ir almoçar num restaurante japonês, eu não quis ir jantar no Outback, não quis ir andar de Kart, jogar Paintball, ir no cinema ou me mudar para uma casa maior. No último dia eu sentia saudades agonizantes do cachorro quente da esquina da “tia” perto da casa dos meus pais. Passear com a Tula mais uma vez seria o paraíso e ver minha esposa vestida com aquela calça de pijama que eu odiava era a cena mais linda que eu me lembrava. Eu daria meu braço direito para voltar no tempo.

Com o coração calmo e sereno adormeci. O dia terminou.

No dia seguinte, acordei meio sem saber que horas eram ou onde eu estava. Só tinha certeza de uma coisa. Aquele, seria o meu último dia de vida – de novo.


Autor Desconhecido.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A Força da Terapia Libertadora


A força da terapia libertadora faculta o autoconhecimento que libera o perdão  e não há nada melhor que a liberdade, que nos dá o direito de optar dentro dos condicionamentos naturais onde nós seres humanos realizamos nossa plena autodeterminação, organizando nosso mundo e satisfazendo nossas necessidades diárias.

Mas será que utilizamos mesmo nossa liberdade de forma verdadeira para nosso bem estar, alcançando a paz interna diante de nossas experiências na vida? Na verdade a liberdade está voltada ao conjunto de direitos reconhecidos ao indivíduo, porém, aqui eu chamo a atenção para saber se você já perdoou hoje dispensando as mágoas, dos fatos e das pessoas que em certos momentos te decepcionaram, ou alguma situação a qual até Deus ficou culpado?

Você deve estar me perguntando, mas o que isso tem haver com liberdade? Estou aqui para dizer que tem tudo haver, uma vez que para nos sentir libertos, precisamos perdoar a nós mesmos diante das experiências da vida, e quando aparentemente não perdoamos os outros, na verdade, não perdoamos a nós mesmos por atrairmos pessoas, situações e condições as quais desfavoreceram nosso caminho.

Podemos perceber que quando nos sentimos magoados, rancorosos, com raiva  de alguém ou de alguma situação, nos prendendo a pessoa, à situação, trazendo inúmeras vezes em nossos pensamentos, travando aquele momento dentro de nós, em nossa sintonia, interferindo o tempo inteiro em nossos sentimentos, com isso é possível perceber o quanto nos amarramos a esta condição desfavorável, inclusive mantendo em nossa energia essa condição como um imã, atraindo o tempo todo situações e pessoas que acabam sempre nos prejudicando.

Com o tempo, nos tornamos escravos da situação, aprisionados pelo rancor, mágoa e ódio que circundam nosso ser, nos tornando vulneráveis, depressivos, perdendo o prazer e o sentido da vida, e até mesmo, um grau de ansiedade intenso pela fuga deste sentimento doído em si, o que em ambos os lados não haverá transformação ou solução para esta dor que está detida em si mesmo, impedindo de movimentar com liberdade.

Perceba quanto tempo precioso perdemos em função de todo esse sentimento  maléfico que encarcera o ser humano onde é criado inconscientemente um campo oposto ao amor, adoecendo a mente, o corpo, atraindo uma vida de insatisfação onde acostumamos a viver como vítima, acomodados as más situações, nas reclamações que se dão pela falta de perdão a si mesmo pelo erro ocorrido, sem perceber nossa condição humana onde os erros são parte do processo de aprendizado, desenvolvendo nossos potenciais, que o perdão nos abre para o conhecimento das virtudes que traz consciência de nossas limitações.

É preciso acreditar que o perdão liberta a si mesmo da dor que provoca e fere a cada lembrança, cada pensamento, tal qual a citação do urso que segura o tacho fervendo, sem perceber que é o próprio tacho que está matando-o, assim tal qual a dor, ferindo os sentimentos, distanciando o amor, que ao despertar, transformamos todo esse processo intensivo que provoca tanto mal em nós, nos libertando de tamanho peso pelo sacrifício da carga que carrega em si sem notar, trazendo dores no corpo, mal estar, para compreender apenas a necessidade do aprendizado na lição contraída, e com o desenvolvimento concedido é que renovamos nossa vida, por se fazer suficiente a lição que promove o avanço acrescentando valores na vida.

Quando decidimos parar de sofrer nos ocupamos mais com o que podemos criar, construir, crendo nas oportunidades que a cada momento surge, possibilitando enriquecer nossas experiências, agregando significado às lições, ampliando nossas habilidades nos campos das variadas situações apresentadas na vida.

Facilite sua percepção na escolha do pensamento a cada dia, se é da dor, do mal ocorrido, da pessoa que agiu de má fé, ou é o pensamento amoroso, em direção a atitudes positivas, em direção a Deus que fez o mundo perfeito para que pudéssemos aqui desfrutar da beleza das cachoeiras, das praias maravilhosas, dos campos repletos de flor e colorido, das árvores frutíferas, dos animais, e tudo quanto há de bom, para que possamos escolher diante da vida qual sintonia damos preferência, importância e valor.

Quando percebemos o estado dos maus pensamentos, podemos utilizar exercícios que nos leve a distinguir diante de nossa liberdade, escolhendo na força da terapia libertadora, melhorar nosso estado, perdoando mais e amando mais a vida em cada momento ofertado na experiência do agora.
  • Quando os pensamentos contrários se apresentarem podemos dizer a eles que O Infinito Amor de Deus Tudo Cura! Repetir várias vezes.
  • Ao perceber que estamos tristes é preciso nos levar a agir a favor do bem, pergunte-se o que posso fazer agora para produzir o bem e se ocupar para realizar essa ação.
  • Lembre-se que quando estamos de baixo astral, geralmente não pensamos em Deus, no Criador, na forma verdadeira de tudo o que há de encantador no universo.
  • Procure receber a luz do sol, ver o brilho de uma pedra, as cores, um cheiro bom, trazendo de volta a verdade do bem que há na vida.
  • Procure ouvir uma boa música, com palavras renovadoras da fé, da confiança, trazendo em si os bons pensamentos que rege a lei da atração, contribuindo para o bem estar.
  • Tome um banho, faça um café saboroso, um chá, um bolo, troque os lençóis da cama, cuide das plantas, há inúmeras coisas para se ocupar na vida com o bem que ela nos propõe.

Ao alcançarmos o fluxo dos pensamentos positivos, surge uma nova oportunidade para amar a vida, sentir o seu fluxo entrando e saindo através da nossa respiração, o pulsar do nosso coração, a melhora do padrão energético, trazendo um novo sentido, aceitando as dificuldades, liberando a emoção, fazendo surgir à felicidade, um estado harmonioso, contribuindo para um mundo melhor, trazendo em si a liberdade responsável que compreende a vida nessa força da terapia libertadora do perdão.

Por: Vera Luz

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Hoje...


Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.

Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.

Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.

Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.

E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.

Tudo depende só de mim.





        
Charles Chaplin

 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Assista Esse Vídeo e Reflita!


Sala Repleta...Casa Deserta!


Gilberto Gil tem uma canção que diz:

“Tanta gente!... E estava tudo vazio. Tanta gente!... E o meu cantar tão sozinho”.

O que teria isso a ver com o cotidiano dos grupos espíritas na atualidade?... Muita coisa!...

Em Casas agigantadas, equipes trabalham por turno e mal se conhecem, pessoas viram números e o velho e essencial acolhimento que começaria dentro de casa acaba se perdendo em meio à distribuição de senhas para o passe e outras novidades em nome da organização.

A preocupação é atender e impressionar bem aos que chegam, aos que vem de fora. Enquanto isso, no interior dos grupos, quanta gente sofrendo de solidão acompanhada... Minguando afetivamente! Importante avaliar como tem sido a nossa relação com os companheiros de dentro, no cotidiano institucional espírita. Conseguimos perceber seu olhar mais triste nesse ou naquele dia? Quando desaparecem por algum tempo, o nosso primeiro pensamento é de censura ou preocupação? Passa pela nossa cabeça que possam estar atravessando uma fase difícil e, em caso afirmativo, nos mobilizamos para ampará-los? Aos que retornam após um período de ausência, a manifestação tem sido de acolhimento e alegria ou de cobrança? Ah, as tais cobranças... Das piadinhas sarcásticas e olhares enviesados ao dedo em riste, vale tudo para manter o bom andamento das atividades, em nome de Jesus... Porém, vale a pena pensar se tem sido oferecido afeto, compreensão e solidariedade na mesma medida em que se cobra. Favorecidos por regras monásticas que inibem a espontaneidade e a afetividade entre os trabalhadores, os grupos acabam resvalando para o extremismo. O silencio é uma prece... Antes, durante e depois das reuniões. Está absolutamente correto, mas temos o hábito de irmos ao extremo ignorando que onde não há espaço para diálogo e autenticidade não pode haver uma relação saudável e verdadeira. Assim, vestindo a armadura do formalismo que afasta - em lugar da naturalidade que aproxima - podemos acabar nos tornado tarefeiros, cada vez mais robotizados e indiferentes. Sem perceber, em vez de estar uns com os outros temos apenas passado uns pelos outros, como se as pessoas fizessem parte dos móveis e utensílios da Casa Espírita.

Muito comum entrar no grupo, assinar a lista de freqüência (uma espécie sutil de folha de ponto para espíritas) e ligar no automático. A preocupação em ser impecável sobrepõe-se então ao importar-se com. É que andamos muito ocupados em ser perfeitos. Mesmo que ser perfeito signifique apegar-se a detalhes ínfimos e apontar a imperfeição alheia para colocar em destaque a pretensa superioridade que ainda estamos longe de possuir... Quanta ilusão! Se o companheiro procura ajuda, lá vem o julgamento implacável implícito na receitinha de bolo: Prece, água fluidificada, redobrar a vigilância... Com direito, é claro, a sorrisinho paternalista e tapinha nas costas. Dali cada qual pro seu lado e a cômoda sensação de dever cumprido, sem que tenhamos, entretanto, caminhado um milímetro sequer em direção às reais necessidades do outro. Sem contar que, convenhamos, numa quase ditadura da pseudo-santidade como critério de promoção a trabalhador espírita, raros são os que têm coragem de expor suas dificuldades, por mais que estejam passando o pão que o diabo amassou. Afinal, reza a lenda que espírita não deve estar sujeito aos problemas existenciais inerentes aos reles mortais, como stress, depressão, frustração amorosa ou coisa que o valha. Daí o receio de se abrir, pois mostrar alguma fragilidade pode significar perda de credibilidade e exclusão dos trabalhos, pode render o estigma indigesto de obsediado. Some-se a tudo isso o fato que, embora espíritas, a maioria de nós tem vivido na prática como bons materialistas. Interagindo numa sociedade altamente competitiva, temos sido sutilmente seduzidos pelo supérfluo, em detrimento do essencial. O objetivo primordial da vida passou a ser o sucesso profissional, social e financeiro, que inclui produzir, consumir e ostentar (desde títulos acadêmicos e profissionais a bens materiais). Mas ser bem sucedido dá muito trabalho. Os inúmeros cursos, viagens e horas extras à noite, fins de semana e feriados, somados à necessidade exacerbada de ter, tomam-nos muito tempo. Então os compromissos espirituais deixam de ser prioridade. Vão sendo adiados ou assumidos pela metade, encaixados nas sobras de tempo que restam de tudo o que é material e urgente. Passa-se então a ir à Casa Espírita quando dá... Só pra bater o ponto... E de preferência correndinho, como quem dá um pulinho no supermercado mais próximo só pra suprir uma ou outra coisa que está em falta na despensa. Nem bem acabou o assim seja e as pessoas já saem feito foguete para levar ou buscar Fulaninho e Beltraninha não sei onde... Ou para compromissos que poderiam tranquilamente ser agendados em outra data. Ora, quanto mais superficial a convivência, mais frieza nas relações. Passamos então a nos esbarrar na Instituição, não como irmãos, mas como meros colegas de trabalho; a viver uma vida paralela fora do Grupo Espírita, com um círculo de relações à parte, onde dificilmente há lugar para os companheiros de ideal. Em que vão escuro do preciosismo doutrinário e do igrejismo teremos perdido a sensibilidade, o prazer de estar juntos, os laços de amizade que extrapolavam os muros da Casa Espírita? Em que lugar do tempo foram parar as gostosas confraternizações extra-reuniões... Os agradáveis bate-papos após as atividades... A amizade parceira que se estendia para os programas de lazer em comum... O olhar atento que detectava quando esse ou aquele amigo não estava bem... O interesse verdadeiro pelo bem-estar uns dos outros?... Talvez seja mais fácil culpar a correria e o medo da violência dos dias atuais - alegando que é perigoso chegar tarde em casa ou pretextando falta de tempo ou pretextando a a ante os "?- do que responder honestamente a essas perguntas, mas uma coisa é inegável: Coragem é questão de fé, e tempo é questão de prioridade. E são tantos os irmãos que reclamam atenção especial... Companheiros solitários para os quais os fins de semana são intermináveis e que, se acolhidos, com certeza se sentiriam muito melhor!... Companheiros em processos reencarnatórios difíceis ou em períodos de crise existencial, para os quais faria toda a diferença uma conversa amorosa, a presença amiga naquele momento crucial ou a festinha surpresa de aniversário. Celebrar gente é trabalhar a auto-estima individual e coletiva. Quando as pessoas se sentem valorizadas, quando são envolvidas em ambiente de carinho, alegria e leveza, todo o grupo se torna mais harmônico, feliz e produtivo. Espíritas, amai-vos e instruí-vos! - Recomendou o Espírito de Verdade. A construção da frase sinaliza, clara e pedagogicamente, para a ação prioritária. Teoria já temos de sobra. Agora é aplicá-la no cotidiano das relações. É avaliar com honestidade até que ponto ser impecável, indispensável e PHD em Espiritismo, tem sido mais importante do que ser irmão. Reconhecereis os meus discípulos por muito se amarem afirmou Jesus.

Neste momento é imperioso resgatar a nossa identidade de seguidores sinceros do Mestre, buscando interagir com sinceridade e companheirismo. Como distribuir aos que chegam o afeto, o aconchego e a tolerância que sequer conseguimos construir entre nós, companheiros de caminhada e de ideal? Repensemos. Continuar a brincar de ser fraternos, alimentando a distância entre o discurso e a prática da legítima fraternidade, é um enorme desserviço a nossa própria evolução e felicidade. O mundo espiritual tem nos alertado que das boas intenções de teóricos e indiferentes espíritos-espíritas o umbral já está cheio... E os hospitais das colônias espirituais também!.. Muito embora - pra sorte nossa - em casos de extrema pobreza e vulnerabilidade espiritual a Misericórdia Divina nunca negue licença pra mais um puxadinho.

*Joana Abranches - Assistente Social, escritora e presidente da Sociedade Espírita Amor Fraterno - Vitória ES

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Autoconhecimento

 

O espírito tem recursos admiráveis na conjuntura da própria vida e esses valores são portas para que entre para o reino da felicidade, dependendo do modo pelo qual será usado o acervo de tesouros que Deus depositou em seu coração. Recebemos constantemente, de fora, lições imortais que servem para nos alertar e, por vezes, para nos ajudar a compreender o que temos por dentro. No entanto, somente a auto-educação nos dá consciência do que deve ser feito para a nossa paz interior, saúde e mesmo compreensão.

 

O raciocínio é um instrumento valioso na seleção das qualidades que devem ser postas em prática, desde que ele seja disciplinado pelos sentimentos do Amor. Autoconhecimento é conhecer a si mesmo. Cada criatura é um mundo diferente na pauta das coisas que devem ser entendidas e guardadas por nós nos celeiros da consciência profunda, e o maior trabalhador nessa aquisição é a própria pessoa. O mundo exterior não deixa de cooperar na nossa educação espiritual; contudo, ele representa a teoria que nos alerta. A maior parte está com nós mesmos, na experimentação individual da vivência de cada dia.

 

Quando ouvimos lições imortais, sulcadas nas leis que garantem e sustentam a criação divina, o primeiro impulso que parte de nós é a recusa e nem sempre prestamos a atenção que corresponda às nossas necessidades. Somente quando essa atenção nasce dentro de nós, pelas vias das reações naturais, e passamos a sofrer os dramas causados pela ignorância, é que abrimos os sentimentos à educação verdadeira, àquela em que o mestre interno começa a nos instruir, usando os processos mais grosseiros da escola: os infortúnios morais e as dores físicas.

 

A alma endurecida precisa de sofrer para aprender. Então é que iremos aprender, por Amor, a grande causa que registra em nossos corações os caminhos da felicidade.

 

É necessário que tenhamos muito cuidado na lavoura interna que devemos cuidar, porque se faltar o entendimento profundo das leis de Amor e Justiça, caímos nos caminhos do egoísmo, de somente lutar em nosso próprio benefício. O autoconhecimento, a educação e a disciplina, o preparo que devemos alcançar são no sentido de nos libertarmos e ajudarmos mais com a aquisição das nossas qualidades. Elas devem nascer juntas com o desprendimento, nos corredores dos sentimentos. O Cristo abriu os braços nos indicando os dois caminhos da vida, para que possamos encontrar o reino da Felicidade.

 

É preciso aprender e ensinar, doar sem exigir, amar sem pensar em trocas. Esse é um velho refrão que está sempre novo: "quando o poço está pronto, a água aparece". Trabalha dentro de ti mesmo com todos os recursos que a vida te deu, que virá à tua alma a iluminação pelas bênçãos de Deus. Porém, quando de posse desta água, reparte-a com os sedentos que aparecerem em teu caminho. A água do conhecimento é divina e, quanto mais a damos, mais a temos para distribuir, mais sentimos a riqueza espiritual nos acompanhar pelas vias dos sentimentos, a desaguar mais no mar do coração.

 

Recebemos e doamos: essa é a Lei?

 

 Lei do Amor.


                Fonte http://reformaintimasoniarocha.blogspot.com/

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Terreiro Forte é o que Promete ou o que Ensina?


Costumamos atender muitas pessoas nas giras abertas a assistência que reclamam desta ou daquela casa, por diversos motivos, dentre eles que "terreiro tal, prometeu e não vi mudar nada em minha vida".

Partindo deste principio vemos realmente hoje no cenário Umbandista, casas que "levam" o nome da Umbanda, mas não praticam a doutrina de Umbanda. Quando consultamos a palavra doutrina vemos que a mesma se refere ao "ensinar" e não ao "prometer", pois compreendemos que a transformação sempre parte de dentro para fora de todo ser que se preocupe em fazer sua reforma interior.

Não podemos encarar uma casa de caridade Umbandista como um depósito de erros cometidos por nós mesmos e esperar somente que se faça um milagre e todas as besteiras que fizemos em vida sejam apagadas com uma borracha espiritual pelos guias que la militam na força de Aruanda. Sinto em dizer, mas se você vai a um centro que promete isso, você não está frequentando a Umbanda anunciada a mais de 100 anos pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas onde o mesmo deixou claro que " UMBANDA É A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO PARA A CARIDADE".

Os erros criados por "NÓS" devem ser corrigidos por "NÓS MESMOS" não existe fórmula mágica da espiritualidade para encobrir nossas responsabilidades.

A casa que professa a PROMESSA ao invés de promover a RENOVAÇÃO brinca com a fé alheia e foge ao código do BOM SENSO que deve haver em toda instituição religiosa.

Evoluímos a partir do momento que reconhecemos nossas falhas e sentimos a necessidade de mudança, a função de um guia é nos orientar e não abraçar nossa causa prometendo resolver fácil isso ou aquilo.

JESUS nosso MESTRE em sua história nunca resolveu sem antes perguntar: "VOCÊ DESEJA?" e nunca carregou méritos de seus feitos sempre atribuindo os mesmos a FÉ que cada ser tem dentro de si.

FÉ, éééé! Realmente isso falta em algumas pessoas que frequentam as casas sérias de Umbanda, pois sempre por instinto tendemos a procurar as coisas mais fáceis e nesta procura nos esquecemos do "A CADA UM SEGUNDO SUAS OBRAS".

Saibamos enxergar em um terreiro de Umbanda uma "escola" onde aprendemos a ser seres humanos melhores e não um depósito de reclamações, pedidos absurdos criados pela nossa incredulidade não em Deus, não nos Orixás, mas EM NÓS MESMOS.

Lembrando as palavras do CABOCLO MIRIM "Umbanda é coisa séria, pra gente séria!" E isso se aplica para os dois lados, de quem atende e de quem deseja obter algo!

Esperamos ter colaborado com um pouco de entendimento para todos e desejamos encerrar com as palavras do APÓSTOLO PEDRO.

"Toda carne é como a erva,
e toda glória do homem como a flor da erva.
Secou-se a erva, caiu-se a sua flor.
Mas a palavra do Senhor, permanece para sempre
Desejai como meninos,
novamente nascidos, o leite racional,
não falsificado, para que por eles vades crescendo..."
Pedro, 1;25 - 2;2


Texto Inspirado mediunicamente pelo Sr. Caboclo Urubatã
Recebido por GÉRO MAITA

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