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quarta-feira, 14 de março de 2012

Reforma Moral

        
         A questão 895 de O Livro dos Espíritos, no capítulo que trata da Perfeição Moral, Allan Kardec indaga: "Postos de lado os defeitos e os vícios acerca dos quais ninguém se pode equivocar, qual o sinal mais característico da imperfeição?" Ao que os Espíritos Superiores respondem: "O interesse pessoal. (...) O apego às coisas materiais constitui sinal notório de inferioridade, porque, quanto mais se aferrar aos bens deste mundo, tanto menos compreende o homem o seu destino. Pelo desinteresse, ao contrário, demonstra que encara de um ponto mais elevado o futuro."
Dependendo do ponto de vista que tem a respeito da própria vida, o homem pode tomar atitudes diversas: se tem dúvidas com relação à sua condição de Espírito imortal, que continuará a existir e a progredir depois da morte do corpo físico, ele se apega aos valores materiais, que são temporários; se, ao contrário, está convicto da sua imortalidade, ele administrará os bens materiais como quem está com a responsabilidade de cuidar de algo por tempo determinado, findo o qual deixará na matéria o que é da matéria, prestando contas da sua administração, e conquistando valores espirituais, estes sim permanentes, que decorrem do respeito e do amor ao próximo que pratica.
O excessivo apego às coisas materiais leva o homem ao cultivo do orgulho e do egoísmo e, por conseqüência, a toda desagregação social que ambos provocam. E quando isto ocorre, esse homem busca, inquieto, soluções as mais diversas, apelando para reformas sociais, reformas econômicas ou reformas políticas, muito válidas, sem dúvida, mas que por si não são suficientes para eliminar suas angústias.
Uma única reforma, se faz necessária, que está na base de todas as demais: é a reforma moral do ser humano, a qual consiste em substituir o orgulho pela humildade e o egoísmo pela fraternidade. Esta reforma será sempre mais consistente quanto mais convicto estiver o ser humano de sua imortalidade.
Com esta transformação moral constrói-se uma paz duradoura para toda a Humanidade, evita-se a guerra entre seres e nações, elimina-se a miséria e a ignorância no mundo e distribuem-se com equanimidade os valores econômicos entre todos os seus habitantes. Isto porque não se pode pretender uma sociedade justa constituída por seres injustos, nem, tampouco, uma sociedade fraterna e solidária constituída por seres violentos.
Analisando as conseqüências decorrentes da convicção que a Doutrina Espírita nos traz – de que somos Espíritos imortais em constante processo de evolução; já existíamos antes de nascer e vamos continuar a existir depois da morte do corpo físico; temos um claro objetivo a alcançar que é o nosso aprimoramento intelectual e moral, como Espírito encarnado ou desencarnado –, Allan Kardec não teve dúvidas em afirmar: "O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza." (O Livro dos Espíritos, q. 918; O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 3.)
E Jesus, depois de nos alertar para não andarmos muito cuidadosos com as coisas da matéria, já nos ensinava no seu Evangelho: "Buscai primeiramente o Reino de Deus e a sua Justiça e todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo." (Mateus, 6:33.)

Fonte: Revista Reformador Out/05

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Reforma Íntima


Buscar a reforma intima é o inicio de uma grande jornada consciente.

É acreditar na evolução.

Acreditar que é possível mudar e criar um universo de paz e serenidade dentro de nós.

Você quer percorrer este caminho?

Quer ?

Então comece agora, que todo o universo vai conspirar a seu favor.

Boa jornada, saiba que junto contigo irá também uma legião de anjos, mas acredite eles não vão interferir, mas com certeza vão estar com você, te fortalecendo e te encorajando a prosseguir. 

Seja como água do rio que sempre está em movimento e diante dos obstáculos contorne.


REFORMA ÍNTIMA OU EDUCAÇÃO INTERIOR?

“CONHECE-TE A TI MESMO”
“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses”

A frase acima, atribuída ao filósofo Sócrates, foi escrita no templo de Apolo em Delfos; atravessou o tempo imutável e ainda chama os homens ao autoconhecimento.

Esta mesma convocação muito usada nos centros Espíritas e Umbandistas ainda é incompreensível para até pessoas de medianos conhecimentos.

O que Sócrates queria dizer? Como conhecer a nós mesmos? Olhando no espelho? Como posso conhecer o Universo e os deuses, conhecendo a mim mesmo?

Os ouvintes captam a frase, sabem que é importante, mas não mudam nada em si porque não entendem como processa-se esta sábia orientação.

Como nascemos com o rol completo de sentimentos e mais, tudo que nossa mente processa, nada mais óbvio que passar a estudar, analisar e entender tudo que se passa em nosso interior, seja em forma de sentimentos, seja pensamentos.

Quando estivermos sentindo raiva de alguma coisa ou alguém, paremos para pensar o motivo desta raiva, o porquê das coisas de fora estão nos incomodando por dentro. O método de analisar tudo que sentimos e pensamos nos levará ao caminho da conscientização do que somos.

Você é aquilo que sente e aquilo que pensa.

Mas sabe realmente o que sente, por que sente e o que pensa?

Dando um exemplo de auto-análise para o conhecimento interior. Trabalhamos num escritório, numa associação, num centro de Umbanda ou outro religioso. Damos tudo de nós, nos esforçamos o melhor possível para desempenhar nossa tarefa nestes locais, mas vem uma pessoa que pouco ou nada fez e recebe um “cargo” superior ao nosso passando na nossa frente. O que acontece?

Revoltamo-nos, ficamos indignados porque ninguém viu nosso esforço, o sacrifício que tivermos que fazer para cumprir nosso dever, ninguém reparou no nosso valor aí vem à revolta, mesmo não manifestada exteriormente.

Então passamos a analisar este sentimento de revolta, frustração e indignação. Avaliemos se nosso esforço foi para receber elogios e promoções ou para cumprir nossa obrigação com lealdade. O valor que sabemos que possuímos é para nos projetarmos no mundo ou para satisfação de nós mesmos?

Ou então, temos aquele sentimento de inferioridade pensando que somos um nada, nada valemos e nada somos porque não recebemos a recompensa devida. Tanto a revolta quanto o sentimento de inferioridade são ambos negativos que devemos alterar.

O ideal seria pensar: “fiz o melhor possível, dei tudo de mim, sei que tenho valor, mas se o mundo não viu, não valorizou ou me recompensou, não importa porque sei que tenho valor, o meu bem estar interior me recompensa e Deus sabe. Isto é o principal. Sabemos que o mundo é uma escola onde recebemos lições para absorver, então, tudo vem para nosso aprendizado.

Não nos tornamos melhor para receber elogios, recompensas ou promoção material ou espiritual. Fazer o melhor, dar o melhor, sentir o melhor é apenas o caminho para nossa felicidade.

Notamos que as pessoas espiritualmente elevadas não buscam recompensas externas, nem elogios, apenas são felizes consigo mesmas. O principal: são criaturas alegres e nada de fora altera esta alegria interior.

O autoconhecimento fará com que passamos a sofrer menos com tudo que acontece em nossa volta. Passamos a nos defender da negatividade do mundo com as defesas internas. Estas defesas se chamam: satisfação pessoal, amor por si mesmo e consciência tranquila. Mais do que tudo, a maior defesa é realmente o amor que ampliamos em nosso coração; quando amamos, tudo se torna mais fácil e ameno.

O autoconhecimento tem que vir junto com o sentimento de amor, amor, principalmente, por nós mesmos.

Somos filhos de Deus, somos deuses!

         Autor Desconhecido.

A reforma íntima é a avaliação do nosso eu, é uma balanço das nossas atitudes e uma vontade enorme de mudar para melhor, é elevar-se na condição humana deixando de ser egocêntrico o centro do universo e se tornando altruísta. É trocar atitudes equivocadas que só trazem dores por atitudes corretas, que promovem o bem estar nosso e de quem esta a nossa volta.

Paz e Luz a todos os Irmãos de Fé! Saravá e Boa Reforma Íntima a todos!!!
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