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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Aprendendo Sobre O Seu Guia



Caros Irmãos, eu estou na internet desde de 1998, mas tem aproximadamente 5 anos que venho tentando falar de Umbanda na internet, mas logo assim que eu comecei procurava feito um louco, história do cigano que eu trabalho, do Exú e do Caboclo, nada encontrei e um dia o cigano que trabalho, falou que a história dele estava começando naquele exato momento e seria aquela que eu teria que aprender, seria aquela que eu teria que propagar, dentro das Leis da Umbanda.
Eu nem mesmo um ponto cantado tinha para cantar para o Caboclo, Exú e para o Cigano, nem uma linha encontrei sobre eles aqui na internet, mas com muito trabalho, perseverança e doutrinação, eu fui compreendendo aquela mensagem do amigo Cigano, hoje sei que cada Guia/Espírito é Uno, tal como nós somos, estes podem ter o mesmo nome, mas não são os mesmos de forma alguma ninguém irá trabalhar com ele após seu desencarne, poderá sim trabalhar com um espírito com o mesmo nome que chega na mesma Falange ou Legião. 

Exemplo:
Eu posso trabalhar com Tranca Ruas das Almas e você também, podemos até ter os mesmos Pais e Mães de cabeça, mas o Tranca Ruas das Almas que você trabalha, não é e nunca será o mesmo que eu trabalho, mas ambos chegam na mesma vibração, na mesma energia, são das mesmas Falanges. 

PERCEBA O QUE DIZ ESTE TEXTO ABAIXO:
Existem basicamente 3 fatores que fazem com que a apresentação do guia varie:
1 – São espíritos diferentes.
2 – Trabalham em Médiuns diferentes.
3 – Trabalham em Terreiros Diferentes.

1 – São espíritos diferentes.
Antes de tudo cada guia que incorpora é único, cada um é um espírito em particular, com seu jeito de agir e pensar. O nome de que se utilizam é apenas um indicativo da forma que trabalham de sua linha e irradiação. Por isso podemos ter vários espíritos trabalhando com o mesmo nome, sem que sejam por isso um só espírito.
É como ser um médico, engenheiro, etc… Todos possuem um conhecimento comum, além do conhecimento individual. E isso faz com que trabalhem de forma diferente, mas seguindo a mesma linha geral. A mesma coisa acontece com nossos guias.
 
2 – O médium, mesmo os inconscientes interferem animicamente na incorporação.
Entenda-se que não é uma atitude deliberada do médium, mas algo que “vaza” da personalidade do médium na incorporação. Desde que esta interferência não atrapalhe o trabalho do guia, isto é perfeitamente aceitável.
 
3 – Trabalham em Terreiros Diferentes.
Se um médium continua trabalhando com o mesmo espírito, mas mude para um terreiro em que o ritual seja diferente, também é comum observarmos pequenas mudanças na apresentação e n trabalho do guia, trata-se da adaptação do guia ao novo local de trabalho.
Por isso há muitas variações na apresentação e método de trabalho dos guias. E perguntas como:
Alguém Conhece o Preto-Velho X ?
Como se apresenta o Caboclo Y ?
Informações sobre o Exu Z ?
Além de não atenderem a uma descrição fiel do guia a que quem pergunta se refere, podem aumentar o animismo ou causar insegurança.
Aumentar o animismo: A pessoa lê uma descrição de que o Caboclo Y não fuma charuto, e quando incorpora, fica com aquilo na cabeça, assim mesmo que o Caboclo queira pedir um charuto, pode encontrar dificuldades de romper esta barreira anímica criada pelo médium.
Causar Insegurança: O médium lê que o Exu Z quando incorpora ajoelha no chão, aí pensa, “nossa o que eu incorporo não ajoelha!!!” e começa a se sentir inseguro quanto a manifestação do seu guia, podendo com isso atrapalhar o seu desenvolvimento.
 
Resumindo, a melhor forma de conhecer seu guia e através do tempo, do desenvolvimento e do trabalho com ele, assim pouco a pouco você vai se interando de como ele é, como gosta de trabalhar, etc. E vai conhecê-lo como ele verdadeiramente é!

Caros Irmãos, quem me dera eu naquela ocasião tivesse essas explicações, teria evitado muito tempo perdido, foi tudo em vão a minha procura, perguntava ao vento, perguntava o que só eu poderia responder, o que só os Guias que eu trabalhava poderia informar.
Só para demonstrar como foi difícil darei o nome do Caboclo e do Exú que trabalho, tente achar algo sobre Eles aqui na internet.
Caboclo Bugre – irá encontrar um ou dois Pontos Cantados e mais nada
Exú Quebra Osso – Talvez encontre apenas uma frase que ele era irmão de Tatá Caveira, talvez ainda um Ponto Cantado.
Graças ao bom Deus esta dificuldade só aumentou minha Fé nesses, estejam tranqüilos que tudo será revelado no momento que vocês estiverem preparados, estude, estude e estude, assim estará ajudando seus Guias e sua espiritualidade.
Estejam sempre em paz e que a alegria dos Espíritos de Luz sejam uma constante em vossas Caminhadas!

Por: Alex de Oxóssi
Fonte: http://povodearuanda.wordpress.com/

sábado, 17 de março de 2012

O que é Quebranto? E porque quando bocejamos muito, fala-se que estamos com Quebranto?


A forma mais básica de se fazer um "trabalho espiritual" é o pensamento. Tão forte (às vezes até mais) que qualquer "trabalho" que se faça numa encruzilhada ou cemitério, etc. É uma verdadeira "macumba" mental.

Assim, sentimentos como a inveja e a raiva podem vir a influenciar a pessoa que é alvo deles. "Quebranto" é um efeito mórbido (prostração, abatimento, desânimo, etc.) supostamente oriundo de "mau-olhado" (a tal "macumba" mental).

É conhecido também como "demanda" (no sentido jurídico mesmo, de disputa com a outra parte). Interessante notar que até quem "não acredita nessas coisas" é capaz de demandar contra alguém.

O ato de bocejar muito caracteriza essa influência (afinal, estão mexendo com suas resistências físicas e mentais, como num grande cansaço). Pode até vir acompanhado de dores diversas (de cabeça, por exemplo). É sinal que algo está muito errado e que devemos combater o malefício, para afastá-lo e reconquistarmos a paz e o bem estar.

Lembre-se que a origem de tudo é o pensamento.

Uma grande amiga sempre dizia:

"No meu aeroporto só pousa o avião que eu quero."

Logo, não permita que "pensamentos" maléficos venham lhe perturbar. A oração pode ajudar nesses momentos, sempre feita com muita fé e concentração.

Você também pode usar este poderoso mantra, para se reequilibrar e se fortalecer: 

          "Eu sou eu, Eu sou eu, Eu sou eu..."

Converse (respeitosamente, como se conversa com uma pessoa amiga e sábia) com sua alma, com Deus e com Jesus; pergunte à sua alma como está, do que precisa, etc. (siga sua intuição). Diga-lhe que vc quer se fortalecer e precisa de ajuda.

Geralmente, só isso já basta para afastar os "urubus" do seu "aeroporto".

Mas se perceber que a "coisa está feia" mesmo, que você não está dando conta "sozinho", não deixe pra depois e procure ajuda o quanto antes.

Procure uma casa de caridade, um lugar de confiança onde você se sinta bem. Lá, com segurança e força, os Amigos do plano astral poderão lhe ajudar (e à sua alma) a resolver tudo.

 A Umbanda vai limpando enquanto a Fé religiosa e a Sabedoria da Ciência e dos Mestres (além de outros valorosos Amigos) vão ajudando no fortalecimento e equilíbrio mental, físico e espiritual, visando à harmonização das auras e a plenitude da experiência da vida humana.

Quanto aos "urubus", se quiser, também, às vezes, é bom "falar" com eles nestes termos: "Este corpo é meu e de minha alma, na Luz do Nosso Amado Mestre Jesus Cristo e de mais ninguém. Por isso, quero que todos vocês caminhem em busca do arrependimento e da Luz do Bem Universal”

Não se esqueça: o importante é se fortalecer (o mental, primeiramente).  Com o tempo e com a prática, os bocejos passarão a ser um bom sinal de que algo ruim está sendo "deletado", ou seja, que uma boa limpeza está em andamento...

...Ou que, simplesmente, está na hora do irmão desligar esse computador e ir dormir... kkkkkkk... Brincadeiras a parte... Cuide-se, Ame-se, Proteja-se, tudo depende muito de você! 

Desejo a todos Muita Paz de Espírito! Saravá!

 
           Por: Denis Sant’Ana.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Se Eu me Afastar do Centro de Umbanda, Os Guias vão me Punir?


O tema aqui abordado gera ainda nos dias de hoje muita discussão, pois escutamos de alguns irmãos que visitam nossa casa que foram em determinado centro e infelizmente o dirigente desta casa lhes informou que "sua vida estava andando para trás, pois seus guias haviam se voltado contra o mesmo por ele ter abandonado o terreiro", isso quando esta informação parte de pessoas ditas trabalhadoras de centros Umbandistas. Isso infelizmente mostra que falta dentro de nossa religião, estudo, doutrina e acima de tudo BOM SENSO.

Quando falamos sobre "guias de Umbanda" podemos de forma simples nos referir a "trabalhadores do mais alto" que militam na lei de Umbanda e que se até nós se dirigem, isso se dá para que também nós possamos aprender e evoluir. Não podemos tropeçar na vida e desejarmos ensinar alguém a andar, o que desejo dizer é que estes espíritos sejam da linha a que pertençam, são seres de luz, evoluídos e associar "vingança" aos mesmos é algo totalmente fora de cogitação, mostrando total despreparo do médium ou dirigente que desta forma se refere aos guias, como se eles fossem espíritos ignorantes. Nós como seres em evolução ainda associamos um terreiro como "uma tenda de milagres" onde depositamos nossos problemas nas mãos dos guias e esperamos que eles resolvam aquilo que é de nossa responsabilidade o que de forma alguma existe. Movidos pelo nosso ego ferido e orgulho quando percebemos que toda mudança externa requer talharmos nossos defeitos interiores procuramos um culpado para fugirmos desta responsabilidade e o guia, o terreiro e o dirigente sérios sempre pagam o pato. Nos afastamos e nossa vida não anda pra frente simplesmente porque nosso interior está em desajuste e enquanto não arrumamos isso, as coisas tendem a dar errado. Lembramos aqui da lei de afinidade e nossos inimigos por questão de vibração se ligam a nós atuando para que tudo a nossa volta de errado e no afã de nos desviar de um caminho de luz, nos levam a casas onde impera a indisciplina e o comércio do sagrado, onde dirigentes e muitas vezes médiuns despreparados atuando dentro de um animismo nos informam que "nossos guias estão fechando os nossos caminhos" atraindo-nos para uma armadilha onde se desenvolverá um grande processo obsessivo.

Meus irmãos o guia não vem em terra para resolver problemas de ninguém, pois nós devemos aprender a sermos responsáveis pelos nossos atos. A função de um guia é "orientar" e não "assumir" e militando dentro da lei e da justiça divina jamais nos prejudicariam, pois os mesmos aprenderam a respeitar a lei do livre arbítrio. Acreditar que um guia de lei nos prejudicaria é menosprezarmos os fundamentos sagrados de nossa Umbanda.

Guia de lei não lhe persegue, o que lhe persegue é sua consciência. Guia de lei não lhe prejudica, o que lhe prejudica é sua ignorância espiritual. Guia de lei não fecha os seus caminhos você joga fora as oportunidades que lhe são ofertadas Guia de lei não facilita as coisas, tudo o que conquistamos vem de nosso esforço e merecimento Esperamos ter contribuído para o esclarecimento de todos e encerramos este texto com as palavras do saudoso CABOCLO MIRIM: Umbanda é coisa séria, pra gente séria. Com votos de muita luz a todos.

Texto de Géro Maita - Médium Umbandista e escritor
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