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terça-feira, 7 de junho de 2011

A Palestra - Caboclo Ubirajara

O  Caboclo Ubirajara já estava para começar sua breve palestra à todos que se encontravam naquela casa de Umbanda, tanto a assistência quanto o corpo mediúnico, antes de se iniciarem os trabalhos espirituais pertinentes a gira.                                                                                                      
A entidade possuía praticamente dois metros de altura, face enrugada, olhos castanhos, sinceros,bondosos, mas que despertavam ordem e denotavam imensa autoridade moral.
Vestia-se como se fosse um silvícola de terras brasileiras, entretanto possuía um cocar em sua cabeça formado por penas douradas e possuía incrustado na fronte, na região correspondente ao terceiro olho, um cristal de cor azul-escuro no formato de um losango.
Calei minhas observações e procurei abrir meu coração para escutar a prédica do Senhor caboclo Ubirajara que se iniciaria naquele exato momento.
─ Boa noite meus filhos! Este caboclo os saúda e se alegra com vossa presença nesta tenda de caridade que é de vocês mesmos.
─ A palavra deste caboclo é curta, mas antes preciso relatar a vocês um certo costume existente na tribo a que pertenci quando fui um índio brasileiro em minha última encarnação, há seis séculos.
─ Em nossa tribo, quando recebíamos a visita de alguma tribo vizinha, nós usávamos as “panelas” mais velhas para cozinhar e emprestávamos os nossos ”pratos” mais velhos para eles cearem conosco, enquanto que nós ficávamos com os mais novos.
A assistência entreolhou-se espantadamente pensando que este costume era um tanto quanto esquisito e devo confessar que o corpo mediúnico entreolhou-se da mesma forma, mas a entidade continuou sua preleção dizendo:
─ Aos olhos de vocês este parece um costume um tanto quanto estranho se comparado aos tempos modernos, não é verdade?
Todos esboçaram um sorriso na face como se respondessem afirmativamente à pergunta da entidade.
─ Mas este caboclo vai tentar explicar a vocês a lógica por trás deste procedimento que, à primeira vista, parece mesmo “de outro mundo”:
─ Na nossa tribo as “panelas” e “pratos” mais velhos eram aquelas que haviam sido mais utilizadas por nós ao longo do tempo; ou seja, eram os nossos utensílios culinários mais queridos; e ofertá-los às tribos que nos visitavam era uma demonstração de respeito e afeto.
Sorri ao perceber na fisionomia de todos os presentes naquela casa de caridade a compreensão de que uma mesma situação pode ser interpretada das mais diversas maneiras.
A entidade também esboçou um sorriso no canto direito dos lábios e continuou:
─ Hoje em dia, nos lares brasileiros, vocês se comportam de uma forma bem diferente do que quando esta caboclo estava encarnado, não é verdade?
─ As melhores louças,as mais lindas vestes de cama, mesa e banho vocês só costumam usar, de fato, quando recebem uma visita, não é assim?
─ Quando a casa de vocês está sem visitas vocês não vestem trapos e nem cozinham em panelas furadas, mas, de forma geral, não usam o que têm de melhor, não é assim? Ou este caboclo está errado?
Todos balançaram a cabeça afirmativamente concordando com a argumentação da entidade.
─ Este caboclo não está falando estas coisas para vocês com a intenção de que procedam em suas casas como nós agíamos há pouco mais de seis séculos, pois os tempos são outros, as regras de etiquetas são outras.
─ Na realidade, é natural que tudo na vida evolua, até mesmo os hábitos e costumes; mas este caboclo não pode deixar de ressaltar uma observação importante neste costume moderno de vocês encarnados no que diz respeito a recepção das visitas em vossas casas: vocês procuram ornamentar as vossas residências com objetos que lhes pareçam mais bonitos e preciosos quando recebem visitas e isto é muito nobre aos olhos deste caboclo; mas vocês admiram tanto este hábito praticado com a casa dos vossos corpos que acabam estendendo-o para a casa dos vossos espíritos.
Todos os que escutavam a prédica do caboclo arregalaram os olhos e não conseguiram esconder o sinal de interrogação que brilhava na face de cada um de maneira reluzente.
O reluzir era tanto que a entidade perguntou a seus ouvintes:
─ Qual é a casa dos vossos espíritos?
A maior parte dos ouvintes, então, respondeu:
─ O nosso corpo físico.
─ E como vocês cuidam desta casa tão preciosa? Vocês a higienizam diariamente?
Muitos ficaram estupefatos com a pergunta, entretanto, a entidade amiga prosseguiu em seu colóquio:
─ Este caboclo não está falando de vocês tomarem banho e nem de escovarem os dentes diariamente. Falo é da verdadeira atitude higienizadora da residência dos vossos espíritos: a oração.
─ Vocês usam da oração com regularidade ou somente quando recebem visitas?
Os ouvintes daquela palestra permaneciam a entreolhar-se como se a entidade amiga estivesse “falando grego”.
 ─ Este caboclo não está falando das visitas que vocês recebem em vossos lares apenas quando são requeridos ou as requerem; caboclo fala é da visita que vocês recebem sem requisição direta de nenhuma das partes.
 ─ O que vocês costumam fazer quando recebem a visita daquilo que vocês chamam de injustiça?
Uma pessoa da assistência levantou a mão e o caboclo consentiu que ela respondesse:
─ Nós oramos.
─ Muito bom filha, esta é uma atitude muito formosa aos olhos de Tupã! Mas vocês oram sempre? A oração é um prato que vocês devem usar para procurar se nutrir diariamente com os alimentos da fé, amor, evolução, vida, justiça, lei e conhecimento. É um prato que quanto mais usado, mais renovado fica. Vocês usam-no diariamente, em todos os instantes, ou somente quando recebem visitas?
A platéia estava tocada com as palavras do caboclo. Muitos até possuiam o olhar marejado, mas a entidade continuou:
─ E é isto que caboclo quer pedir a vocês meus filhos: orem mais! Cuidem melhor da casa do vosso espírito, pois como disse um sábio há tempos: “mente sã, corpo são”.
─ Tudo aquilo que vocês chamam de situações de injustiça são, na realidade, oportunidades únicas para vocês exercitarem a oração. No entanto, seria muito importante para a evolução de vocês que a prática da oração fosse um exercício diário e constante.
─ Um desportista não espera uma competição se iniciar para que venha a treinar; muito pelo contrário, ele se prepara para ela meses e meses antes de seu início, para que se encontre devidamente preparado quando houver de fornecer testemunho dos efeitos de seu treinamento. Um desportista não procura oferecer o seu melhor apenas nos dias de competição: o seu melhor é oferecido a cada dia de treinamento.
 ─ Em relação a prática da oração este caboclo pede que vocês procurem agir como o desportista, treinando a vossa mente, a vossa razão, a vossa emoção e o vosso espírito diariamente com o exercicio da prece, pois assim agindo estarão sendo devidamente preparados por Tupã para oferecerem testemunhos de vossa fé quando forem visitados pela necessidade de reajuste cármico denominados por vocês como injustiça.
─ Orem meus filhos! Orem dia-a-dia em espírito e verdade, pois somente assim vocês terão condição de desenvolverem a sabedoria: o divino sentimento imprescindível para a evolução e que se desenvolve com muito mais naturalidade se houver a prática da oração.
─ Que Tupã-Nosso-Pai abençoe a todos vocês!
E eu que ali desdobrado estava em tarefa de aprendizado, já com o coração transformado por palavras tão lindas, só pude responder em conjunto com toda a assistência e corpo mediúnico: “ Que assim seja!” 


Mensagem do Sr. Caboclo Ubirajara recebida por Pedro Rangel por autorização do Sr. Caboclo Miracy

terça-feira, 26 de abril de 2011

Devemos nos Espiritualizar


A condição temporária de médium é apenas mais uma tarefa, mais um trabalho a ser cumprido, que não o exonera de todas as outras tarefas comuns a todos os outros seres humanos.
Ao contrário, como médium, ou seja, como intermediário entre os homens encarnados e os homens desencarnados, ele deve conhecer bem a natureza humana e, para isso, deve viver bem NO mundo, sem viver PARA o mundo.

A mediunidade é condição que nos coloca em contato direto com o mundo espiritual, o mundo de onde viemos e para onde voltaremos quando esta vida terminar, mas, sendo neutra em si mesma, da mesma forma que nos dá a possibilidade do contato com seres elevados, também pode nos colocar em contato com seres desequilibrados e perturbados.
O que determina a qualidade dos contatos a serem feitos por seu intermédio é a intenção do contato e, principalmente, o nível espiritual de quem a possui e exerce.

Quanto mais espiritualizado for o médium, no sentido de ter consciência de sua condição de espírito em experiência na carne, aprendendo e corrigindo-se para crescer, mais elevados serão seus contatos e mais positivos os frutos desses contatos, mesmo quando manifestando entidades desequilibradas, desorientadas e perturbadas, pois estarão sempre voltados para a espiritualização da humanidade como um todo.

De nada adianta ser médium sem essa consciência, pois não estamos aqui para sermos apenas bons médiuns, mas para sermos espíritos melhores, mais éticos e amorosos, e a mediunidade é apenas mais um recurso que Deus nos proporciona para termos sucesso nessa empreitada.

O contato com o mundo dos espíritos, por si só, não atribui a nenhum médium qualidades morais que ele não tenha em si, que ele mesmo não tenha conquistado como consciência, que ele mesmo não possua, como herança de seus próprios esforços ao longo de sua vida espiritual.

Ninguém se torna digno de confiança e respeito apenas por ser médium.

E o médium só será considerado digno de confiança e respeito quando já o for como indivíduo.

Fonte: Jornal do Axé

terça-feira, 19 de abril de 2011

Desenvolvimento do Médium


Todos sabemos que o médium deve procurar uma casa de Umbanda para seu desenvolvimento espiritual.

Isso porque quando nos envolvemos com a espiritualidade em geral, abrimos canais energéticos em nosso organismo, tanto físico quanto espiritual, à forças que se não forem devidamente conhecidas, reconhecidas e tratadas poderão nos causar vários problemas, tanto físicos quanto espirituais.

A figura do Pai de Santo ou Dirigente Espiritual, como queiram os diversos pontos de vista, tem uma importância capital. A estabilidade espiritual da casa também.

Um Centro Umbandista não é somente uma construção física, ele é um ambiente sagrado no qual há forças sustentadas pelos assentamentos, obrigações e pelo próprio fluido espiritual emanado do corpo mediúnico, além é óbvio, do apoio e proteção dos guias chefes da casa que mantém o ambiente sadio e fortalecido de forma que as influências negativas não tenham campo para agir.

Neste caso pode-se perceber o quanto é importante para o médium, ao dirigir-se para uma sessão no seu Terreiro, ir imbuído da maior boa vontade e sentimentos puros, pois cada gota de seus fluídos será somada ou diminuída.

Entretanto, temos que ter em mente o ideal principal da religião. Ela não existe simplesmente para se transformar ambientes, compor visuais ou demonstrar o quanto somos organizados e bem vestidos.

Nossos guias espirituais não têm nossas vaidades e a beleza que aos nossos olhos ainda é importante, para eles é inócua, ainda que se sintam satisfeitos quando as produzimos de boa vontade.

Não há erros em desejarmos nossas casas bem arrumadas, decoradas e limpas, iluminadas e organizadas, mas que esses desejos não saiam nunca dos ambientes físicos e se confundam com necessidades espirituais.

Não é desejável que o médium faça atendimentos em sua própria casa ou em quaisquer outros ambientes que não o Centro, Tenda, Barracão, Terreiro, Ilê, ou qualquer outro nome com o qual queiram designá-los.

No entanto, a caridade como finalidade principal da atividade religiosa, não escolhe.
Mais uma vez pedimos a todos a não permitirem em seus corações novos sentimentos de vaidade.

Lembremo-nos que a necessidade é a mãe da realização, mas que o conhecimento é caminho da evolução.

Somos responsáveis por aquilo que cativamos e cada passo que damos à frente não nos permite mais caminharmos em caminhos anteriores.

Pratiquem sem medo suas espiritualidades, pois nossos Orixás e Entidades são nossos protetores e não nossos algozes. Com certeza nos ajudarão sempre que estivermos em dificuldades e nas horas de boas intenções, mas saberão exatamente o quanto de vaidade e personalismo vai em nossos corações.

O médium está em constante evolução e desenvolvimento, não há qualquer médium que não possa mais, pelo tempo que tenha de religião, participar de uma corrente para livrar um filho de uma influência espiritual negativa; ajudar um irmão menos desenvolvido que ainda balança e quase cai ao contato com a influência de seus guias; cambonar um guia de irmãos mais novos; servir um copo de água a quem acabou de desincorporar; afinal, ser útil de alguma forma.

A HUMILDADE É O MAIOR ATRIBUTO DO MÉDIUM, MAS A VAIDADE SUA MAIOR DESGRAÇA.

De Joelhos SIM...

Dentro das varias ritualísticas que se desenvolvem nos Terreiros de Umbanda,é comum vermos principalmente no inicio e termino dos trabalhos espirituais o corpo mediúnico com os joelhos no chão.

Alguns vêem esta postura como arcaica e sem sentido,porem nunca se deram ao trabalho de analisarem tal comportamento.

É de conhecimento geral que as primeiras religiões do globo terrestre já inseriram a genuflexão em seus rituais,exteriorização de respeito junto ao Criador e também manifestação de humildade que todos devem ter,seja para com o Divino,seja para com o próximo.

Da mesma forma,o ato de postar-se de joelhos fazia e faz ver aos fiéis que assistiam ou assistem uma manifestação de religiosidade,a seriedade,o respeito e a simplicidade do sacerdote e dos médiuns,frente ao plano superior.

A implantação do ajoelhar-se tem como finalidade mostrar a Deus todo nosso carinho,obediência,respeito e amor e o quanto somos pequeninos diante do universo criado por Ele,e para passar a assistência de trabalho dos bons espíritos.

Infelizmente,é do conhecimento de todos que,ao lado de criaturas humildes,simples,meigas e caridosas que estão sempre dispostas a dar seu suor à Umbanda,existem outras tantas orgulhosas,vaidosas,!auto-suficientes!,que procuram a todo custo imporem-se aos demais,maximizando suas "qualidades" e minimizando as virtudes alheias.

Ostentam, falsas conquistas,querendo submeter todos os seus caprichos.Contudo,nada mais doloroso e incomodo para estas pessoas do que ficar em posição de subserviência,de aparente inferioridade.

Tal postura lhes sangra a alma e lhes oprime o pétreo coração.

Suas visões ofuscadas não conseguem enxergar que tal rito e para seu próprio bem,para sua própria libertação dos sentimentos mesquinhos e posterior elevação espiritual,pois auxilia na quebra da vaidade e da soberba.

Alguns ate podem dizer que ao postar-se de joelhos, o médium pode ter em mente pensamentos diametralmente opostos aquela posição.

Mas aí meus irmãos é que termina a tarefa dos encarnados e inicia-se o processo de assepsia e lapidação dos arrogantes e vaidosos,levados a efeito pelos amigos de Aruanda,e assim,dando luz a estas pessoas e reconduzindo-as ao rebanho Divino.

JOELHOS AO CHÃO SIM!!!!!!

domingo, 17 de abril de 2011

Objetos de Trabalho


Por quê de alguns guias pedirem objetos especiais para trabalho.

Você já parou para pensar no motivo que leva uma criança
(erê) a pedir uma boneca ou um carrinho?

Ou na razão de um exu pedir uma capa, uma pomba gira pedir uma saia (ou brincos), um preto velho pedir um chapéu (ou lenço) e um caboclo pedir um cocar?

Todos esses utensílios constituem objetos de culto e, quando NÃO solicitados pela manifestação anímica do médium, possuem objetivos próprios e importantíssimos, os quais veremos adiante.

Temos aprendido que o fenômeno mediúnico, para existir e ser bem aproveitado, necessita da sintonia mental entre o ser ncarnado e o espírito. Temos visto, também, que, nem sempre essa sintonia é facilmente mantida, devido ao nosso subconsciente, que luta (instintivamente) em manter o controle do corpo físico e do próprio psiquismo, gerando, muitas vezes, o fenômeno do animismo. Pois bem, nessa luta constante pela manutenção da sintonia mental entre matéria e espírito, todas as "armas" são válidas e devem ser empregadas (e os bondosos guias as utilizam, pois conhecem as nossas limitações e necessidades). Os referidos objetos (brinquedos, chapéus, capas) pertencem a essa categoria de recursos, e tentaremos explicar o por quê:

1)
Se a perfeita incorporação depende do recuo da atuação de nosso subconsciente, quanto mais ele (o subconsciente) for convencido de determinada situação, menos lutará contra ela. Aliás, esse é o princípio da hipnose: convencer o subconsciente de determinada situação para que se alcance um resultado esperado a nível consciente. Ou seja, para facilitar (eu disse FACILITAR, não FAZER) a incorporação, é necessário que o nosso subconsciente acredite que nós realmente estamos sofrendo as influências da entidade
(quanto mais, melhor). Lembremos que o nosso subconsciente age independente da nossa vontade consciente e que, para ser impressionado com alguma informação, é necessário que experimentemos alguma sensação capaz de tal mister. Quando, por
exemplo, incorporados com Ogum, seguramos uma espada de metal, instintivamente experimentamos algumas sensações (devido a tudo o que já vimos sobre espadas e guerreiros em filmes, livros, etc) que, automaticamente, impressionarão o nosso subconsciente (que sabe muito bem para que serve e quem é que usa tal objeto). Dessa forma, nosso subconsciente tenderá a aceitar com menos relutância o fato de, naquele momento, estarmos vivenciando uma experiência guerreira, facilitando a incorporação. O mesmo se dá com brinquedos e erês, cocares e caboclos, capas e exus, chapéus e pretos velhos, etc. É claro que, sob este aspecto, o uso de tais objetos não passa de mera muleta para o inconsciente e, melhor seria se não necessitássemos delas, uma vez que, em muitas situações, podem gerar situações anímicas.

2)
A segunda razão para a utilização desses objetos de culto é muito mais séria, pois trata-se de transformar tais objetos em
depositáculos de energias. Sabemos que todos os objetos absorvem energias (uns mais que outros, evidentemente). A camisa que você costuma utilizar com freqüência, possui sua energia; o pente com que você se penteia possui sua energia; o seu travesseiro,
idem. Todos os objetos absorvem energias de quem os utiliza. Aliás, esse é um dos princípios dos trabalhos de magia negra que envolvem objetos pessoais de alguém. Bom, com os guias não é diferente. Eles sabem que objetos utilizados por eles podem ficar impregnados de sua essência energética, e eles usam este fenômeno de forma positiva, como fator de força para seus trabalhos.
Imagine um exu, por exemplo, que peça uma capa e passe a utilizá-la com freqüência.

Com o tempo, a mesma ficará imantada com suas energias (e isso é fácil de perceber por quem tenha um mínimo de sensibilidade e resolva vesti-la). Cada vez que este exu a utilizar, ele depositará ali um pouco mais de energia. Se, eventualmente, o mesmo exu (estando incorporado) tiver que realizar um trabalho que necessite de um pouco mais de força (seja como defesa ou para desfazer
trabalhos de magia negra), poderá vestir a capa e retirar da mesma uma parcela extra da sua própria energia que está ali epositada, garantindo o êxito do trabalho e a integridade física e espiritual de seu médium. O mesmo se dá com brinquedos e erês, cocares e caboclos, chapéus e pretos velhos, etc. Sob este aspecto, tais objetos funcionam como baterias, ou melhor, como acumuladores, que podem ser carregados e descarregados na medida da necessidade de quem os utilizam.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Resguardo antes da Gira é necessário?



Alimentação e uso de bebidas ou não antes das giras.

Muito se fala sobre o que um médium pode ou não ingerir antes de um dia de gira, mas muitas vezes dizem apenas que certas proibições foram feitas pelas entidades e, por isso apenas, devem ser cumpridas.
Qual é o fundamento dessas proibições? Por que as entidades zelosas as fazem? Será que até nisso eles têm que se intrometer?
Veja bem!
“Todo ser humano, como você poderá ver na extensa literatura a respeito, traz à volta de seu corpo material, ainda que invisível aos olhos normais, uma emanação energética que o envolve à qual se dá o nome de AURA. Essa aura em síntese, é uma massa energética proveniente do interior do próprio ser e é formada pelas energias que esse ser produz, ou gera”.
Então eu lhe pergunto agora:
Será que aquilo que comemos ou bebemos não se reflete na Aura?
Pode ter certeza de que sim!
No caso das bebidas de teor alcoólico, costumam atuar no sistema nervoso provocando um certo torpor que se reflete na Aura enfraquecendo-a em sua forma de escudo natural e permitindo, dessa forma, que entidades espirituais (positivas ou negativas) possam atuar mais facilmente no sistema nervoso do médium, seus plexos e Chakras.
Alimentos pesados, principalmente carnes em excesso (pior se for de porco) que se putrefazem no intestino, provocam manchas de baixo teor vibratório na altura dos plexos Solar e Esplênico e, como já explicamos que energias semelhantes tendem a se atrair, o que você compreende com isso?
Larvas astrais, sedentas de elementos em putrefação, que giram nas sessões de descarrego e desobsessão, ficarão muito agradecidas de poderem se grudar numa Aura impregnada desses elementos.

Se formos falar de uma sessão de cura então ...

FONTE: LIVRO UMBANDA SEM MEDO VOL II. - CAP VIII

sábado, 9 de abril de 2011

Vaidade e Mediunidade


A Umbanda, por não possuir uma codificação doutrinária que “padronize” seus rituais, usos e costumes litúrgicos no intercâmbio mediúnico, abriga um grande número de seguidores e adeptos.

Assim como vai esclarecendo, confortando, promovendo a reforma íntima e evangelizando através das consultas individuais e assistência espiritual do Plano Astral Superior, dando alento a todos os necessitados independente das crenças individuais, ao mesmo tempo sofre os desmandos de alguns filhos de fé umbandista que se deixam envolver pelo astral inferior e acabam praticando uma falsa Umbanda:
com vaidade, ganho financeiro, oferendas descabidas e sacrifícios de animais.

Os médiuns vaidosos são os mais visados pelos ataques das sombras, sempre dispostos a atender aqueles que se encontram com o ego exaltado.

Pela característica das manifestações mediúnicas na Umbanda, é exigido dos médiuns um esforço contínuo no sentido de manterem a humildade, eis que não existe Guia mais “forte” do que outro, pois os critérios que levam à concretização dos pedidos dos consulentes independem do nome da entidade que assiste o medianeiro, da sua hierarquia espiritual ou se estão mais ou menos “incorporados” no “cavalo”.

O que leva a brisa benfazeja para os que buscam a Umbanda para a cura, o alento espiritual, e até algumas questões que envolvam auxílio das falanges benfeitoras no campo material, é nada mais que o merecimento, associado ao respeito do livre arbítrio de todas as criaturas.

Essa é a maior dificuldade dos médiuns:

-discernir as fronteiras tênues do que intermediam com o Astral – se é adequado dentro das leis de equilíbrio e de causalidade que regem o carma de todos os seres.
-A ambição atiçada pelo ganho fácil e seguidamente provocada pelos elogios dos consulentes, que procuram agradar os médiuns em troca de favores, trabalhos milagrosos e toda sorte de ajuda que envolve as situações comezinhas da vida material, é como a ferrugem que lentamente e sem maiores esforços corrói fina ourivesaria.

Jardim dos Orixás
Ramatis
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