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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Os Orixás e os Sítios Vibracionais



Os Orixás são aspectos da Divindade, altas vibrações cósmicas que se rebaixam até nós, propiciando a apresentação da vida em todo o Universo.

Cada um dos Orixás tem peculiaridades e correspondências próprias na Terra: cor, som, mineral, planta regente, elemento, signo zodiacal, essências, ervas, entre outras afinidades astro-magnéticas que fundamentam a magia na Umbanda por linha vibratória.

Encontraremos nos sítios vibracionais dos orixás sempre os três reinos: animal, vegetal e mineral.

Os sete sítios vibracionais principais são: mar, praia, rio, cachoeira, montanha, pedreira e mata, os quais descrevemos a seguir.

Mar: tudo no mar é movimento. Seu incessante vai e vem é a própria pulsação da vida, com sua expansão e contração, cheia e vazante, levando tudo o que é negativo, transformando- o e devolvendo convertido em positivo. Seu próprio som expressa essa possante e magnífica transformação.


Praia: tem praticamente a mesma composição do mar, sendo condensadora, plasmadora, fertilizante e propriciatória. Faz um potente equilíbrio elétrico, desimpregnando, descarregando excessos e promovendo o equilíbrio da energia interna do indivíduo.


Rio: condutor, fluente, sem ser condensador, faz as energias fluírem, e também vitaliza. É muito importante numa purificação astro-física do indivíduo e na eliminação da energia interno do indivíduo.


Cachoeira: encontramos elementos coesivos das pedras (mineral) e água potencializada na queda da cachoeira, que produzem ou conduzem várias formas de energia. Como as águas fluem num só sentido, purificam, descarregam, vitalizam, equilibram e fortalecem o indivíduo como um todo (no físico-etérico) .


Pedreira: reestrutura a forma, regenera, fixa, condensa, plasma e dá resistência mental, astral e física ao indivíduo.




Mata: condensa prana (energia vital), restabelece a fisiologia orgânica, principalmente a psíquica, fortalece a aura, o campo astral, o eletromagnetismo, a saúde, o mediunismo, plasmando forças sutis.




Montanha: mesmo procedimento acima, havendo predominância dos elementos eólicos.







Fonte: Umbanda Pé no Chão, pelo Espírito Ramatis – Médium: Norberto Peixoto.

Objetivo da Mensagem de Jesus, interpretada segundo Allan Kardec



A cura dos males do corpo de carne cabe à medicina, cujos métodos, ou protocolos de tratamento, são ensinados pela generalidade das faculdades de medicina do mundo inteiro, ou com recurso a medicinas complementares, ditas alternativas, conforme os gostos e crenças de cada um.

As Associações Espíritas, são associações livres e autônomas, cada uma tendo a sua interpretação particular da doutrina espírita, mas não são, nem devem ser, do meu ponto de vista, locais destinados a curas físicas de qualquer espécie, o que não quer dizer que não hajam associações espíritas que possuam, hospitais, em que se pratica a medicina convencional. Em Portugal isso não é comum, que eu saiba, mas no Brasil, por exemplo, já é.

O próprio Jesus de Nazaré, de acordo com os relatos dos Evangelhos, aplicava a imposição das mãos para curar todo o tipo de maleitas, mas é muito claro que as curas serviam para motivar a atenção do povo e a fé. Não era a cura física o objetivo do nosso Mestre e Modelo. As curas de Jesus, de acordo com a crença espírita, não eram milagres, mas fenômenos naturais que Jesus, por via da sua extraordinária elevação espiritual. Jesus não é Deus, como muitos professam, mas, segundo a informação dos espíritos, que podemos ler na obra escrita de Kardec, foi o Espírito mais elevado que pisou a Terra. Contudo,  há muitos outros mestres espirituais, muito elevados, em missão aqui neste planeta.         

O passe magnético, que é usual ministrar às pessoas após as palestras, nas associações espíritas, corresponde a uma tradição, que tem a sua origem no fato de Allan Kardec acreditar no magnetismo animal, técnica de cura inventada por Mesmer, seu contemporâneo. Mesmer começou por usar magnetos (usualmente designados ímanes), convencido que curavam. Mais tarde verificou que, sem os magnetos, também era possível curar e dispensou-os, mas o método de cura continuou a chamar-se magnetismo. Na medicina convencional esta técnica não vingou, como sabemos.

Quando recebo o dito passe magnético, o que sinto é que fico num estado um pouco mais relaxado. E isso é bom, por isso não vejo inconvenientes. Mas não é uma cura.

No Oriente havia e ainda há uma maior crença nestas técnicas, por exemplo a acupuntura, o Reiki, etc. E foi do Oriente que nos chegou esse conhecimento milenar, embora alguns espíritas o atribuam a psicografias recebidas por médiuns no século XX.

De toda a informação que tenho lido, admito que existam algumas poucas pessoas com uma capacidade especial para curar e diagnosticar, sem meios de diagnóstico e instrumentos médicos,  com ou sem imposição das mãos sobre o doente. Mas como a cura  é algo que os seres humanos procuram avidamente, sobretudo aqueles que já perderam as esperanças na medicina convencional,  pode mover muito dinheiro. E isso faz do curandeirismo algo muito apetecível para os charlatães. Mesmo admitindo que  são pessoas sérias, não é fácil manter essa prática, pois quando a quantidade de pessoas que os consulta começa a aumentar, eles têm de recorrer a auxiliares, que se corrompem facilmente, devido à pressão das pessoas para passar à  frente umas das outras.

Um dia, a ciência poderá explicar as curas especiais e os curadores. Por enquanto mantenho-me algo céptico em relação a isso. Nem me dou por convencido, nem nego a possibilidade.       

Então qual é a mensagem espiritual fundamental?

A vida é eterna (todos somos espíritos eternos, ligados provisoriamente a um corpo);
As encarnações do espírito que somos, são em grande número. Podem ser num mundo precário, como a Terra é actualmente (um autêntico purgatório), ou em mundos mais felizes;
Para alcançar os mundos mais felizes (os céus - para os católicos), é necessário que nos saibamos comportar lá, onde a fraternidade e o amor ao próximo impera. Onde as funções são distribuídas e exercidas por aqueles que têm mais capacidade para as realizar, de forma a salvaguardar o bem comum e a solidariedade (olhemos de forma rigorosa e honesta, sem o orgulho, que nos impede de nos auto-conhecermos, ou seja de reconhecermos as nossas próprias imperfeições, e fácilmente compreendemos que, nesses mundos mais perfeitos, seriamos um estorvo, ou seja, elementos de perturbação).

Todos partimos espíritos simples e ignorantes, com capacidades semelhantes de progredir e atingir uma felicidade, cada vez maior, até à absoluta felicidade dos Espíritos Puros. O tempo  que demoramos a alcançar esse estado, é a única variável que podemos controlar.

A lei do progresso é infalível. A velha canção, "Coimbra", cantada por Alberto Ribeiro, sobre a vida dos estudantes de Coimbra refere: "só passa quem souber", tal como no mundo espiritual só passa quem merecer. A reprovação, ou seja a continuação da encarnação em mundos infelizes, é o verdadeiro castigo, para aqueles de nós que já compreendem e sentem que existem mundos mais felizes.

Aqueles de nós que ainda se sentem satisfeitos perante a brutalidade, sentem-se felizes em planetas como a Terra. Mas a dureza da vida acabará por os vergar, aumentar a inteligência  e,  a  partir de determinado grau de inteligência, a sensibilidade moral, de tal modo, que, a seu tempo, inevitavelmente evoluiremos.


Fonte: http://cedak-pt.blogspot.com/

quarta-feira, 27 de junho de 2012

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O Mais Baixado! - Tambores de Angola
Atendimento Fraterno
A Bíblia Sagrada
ABC do Espiritismo
A Caminho da Luz
A Coragem da Fé
Adolescente, Mas de Passagem
A Gênese
Agenda Cristã
A Grande Batalha
Aglon e os Espíritos do Mar
Ação e Reação
Alamedas
Alô Além - TCI
A Missão do Brasil como Pátria do Evangelho
Amor Sempre
A Nova Era
Aos Pés do Mestre
A Pedra e o Joio
A Prevenção de Drogas
A Estrutura da Matéria Segundo os Espíritos I
A Estrutura da Matéria Segundo os Espíritos II
A TCI e o Amor
Casos e experiências com a mediunidade
Catecismo Espírita
Cinqüenta Anos Depois
Cinzas do meu cinzeiro
Cirurgia Moral
Conhecendo o Espiritismo
Conduta Espírita
Comentários
Como Fazer - A Organização da Casa Espírita
Como Fazer - O Atendimento Fraterno
Cronologia da Doutrina dos espíritos
Curso para Doutrinadores
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Desobsessão
Diálogo com as Sombras
Doutrina Espírita ou Espiritismo ?
Entre a Terra e o Céu
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Estudando a Mediunidade - Novo !
E a Vida Continua
E o Sol Voltou a Brilhar
Estudos Doutrinários
Evangelho dos Humildes
Evolução em Dois Mundos
Evangelização Infanto Juvenil
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Grandes Vultos do Espiritismo
Há 2000 anos
Histórias que Jesus Contou
Libertação
Manual de Apoio ao Planejamento de Eventos Espíritas
Memórias de um suicida
Missão do Brasil como Pátria do Evangelho
Minutos de Sabedoria
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Obreiros da Vida Eterna
O Céu e o Inferno
O Espiritismo na sua expressão mais simples
O Evangelho Segundo o Espiritismo
O Livro dos Espíritos
O Livro dos Médiuns
O Mundo que Encontrei
O porque da vida
O Trabalho dos Mortos
O Verbo e a Carne
Paulo e Estevão
Pedagogia Espírita
Psicologia do Espírito
Psicologia do Evangelho
Psicologia da Mediunidade
Qualidade de Vida e Espiritismo
Relacionamento Pais e Filhos
Recordando o Rouxinol do Evangelho
Reencarnação, Processo Evolutivo
Reflexões Matinais
Regressão - Terapia de Vidas Passadas
Resumo das Leis dos Fenômenos Espíritas
Revista Espírita 1858
Revista Espírita 1859
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Revista O Reformador Fevereiro de 1997
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Revista O Reformador Abril de 1997
Revista O Reformador Maio de 1997
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Revista O Reformador Setembro de 1997
Revista O Reformador Outubro de 1997
Revista O Reformador Novembro de 1997
Revista O Reformador Dezembro de 1997
Sândalo
E o Sol Voltou a Brilhar
Sonhos: Mensagens da Alma
Tambores de Angola - NOVO
Telefonema Para o Além - TCI
Técnicas da Mediunidade
Traços Biográficos de Chico Xavier
Um destino seguindo Cristo
Vida e Sexo
Vidas Além da Vida
Vinha de Luz
Visão Espírita da Bíblia

Fonte: http://www.espiritismogi.com.br/direitos.htm



Livros em áudio para download:
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Mensagens de áudio
Ferramentas de Deus
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Mudanças e Problemas
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Solidariedade / Até O Fim
Rendição
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Sacerdote de Umbanda


Atualmente, muitos jovens trabalham nas casas como Ogãs, responsáveis pelos toques dos atabaques, e, em algumas ocasiões, como médium.
Não consigo mais separar a religião da vida particular e da profissional. É uma coisa só, completa.
Não importa qual é a religião e a doutrina que segue, o importante é respeitar todas, se encontrar, e praticar a caridade.
Acredito que a Umbanda deve ser também entendida e praticada dentro de seus princípios litúrgicos e para isso o Estudo se faz necessário.
O médium deve ter consciência de seus deveres e responsabilidades perante a Umbanda e o Astral Superior, pois só assim ele sairá da condição de simples praticante, aquele que tem a Umbanda como um fenômeno de incorporação apenas, para uma a condição de um Ser religioso, ou seja um Sacerdote.
Quando menciono a palavra Sacerdote, não me refiro aquele diploma que ficará pendurado na parede, mas sim aquele poder de cura que somente pessoas com auto-equilíbrio e total esclarecimento consegue ter e expressar ao próximo.
Sacerdote é aquele que tem o dom de ensinar, que toca no coração das pessoas, ensinando coisas mesmo, quando não quer dizer nada. Sacerdote é aquele que traz o dom do Astral Superior e que tem a humildade na alma.
Mas, não uma humildade de inferioridade, mas de misericórdia.
No entanto, é importante esclarecer dois pontos:
-Primeiro, para se chegar ao auto-equilíbrio a pessoa deverá ter trabalhado muito o seu íntimo com grandes reformas intimas e é claro que o esclarecimento, o conhecimento e a religiosidade são os pilares para essas reformas.
-Segundo quando me refiro ao ‘Sacerdote - aquele que cura’, não me refiro a cura física, mas sim a cura da alma, das magoas e da tristeza, claro que curando o espírito o corpo físico responde rapidamente, mas o que me refiro é aquela cura capaz de encher o coração próximo de esperança, de alegria e de fé, isso sim é ter o poder sacerdotal.
E mais uma vez digo, para isso acontecer é preciso que o médium tenha conhecimento e responsabilidade, que tenha a alma pura, cheia de amor incondicional e que tenha a sua reforma intima sustentada pela sua religião.
Uma religião que traz os mais puros sentimentos de liberdade, de paz e de segurança como a Umbanda traz, basta conhecê-la.
Sempre afirmo:
“só se pode amar algo quando realmente se conhece, caso contrario é ilusão, é um amor sem sustentação e sem confiança, portanto logo se romperá o laço”, e infelizmente é isso que mais vemos acontecer na Umbanda, a maioria dos médiuns chegam na empolgação fazendo juras de amor, mas a primeira balançada é suficiente para romper todo esse “amor” e entusiasmo.

Guardião de Ogum.
 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

História Terrena de Um Preto Velho

Noite na senzala. Os escravos amontoam-se pelo chão arranjando-se como podem. Engrácia entra correndo e vai direto até onde Amundê está e o sacode: - A sinhazinha está chamando, é urgente! - O escravo é conhecido pelas mezinhas e rezas que aplica a todos seus irmãos e o motivo do chamado é justamente esse. O filho de Sinhá Tereza está muito doente.

É apenas uma criança de cinco anos e arde em febre há dois dias sem que os médicos chamados na corte consigam faze-la baixar. Sem ter mais a quem recorrer, no desespero próprio das mães, resolveu seguir o conselho de sua escrava de dentro e chamar o africano.
 
Aproveitando a ida de seu marido à cidade, ele jamais concordaria, manda que venha. Sabendo do que se tratava o homem foi preparado. Levou algumas ervas e um grande vidro com uma garrafada feita por ele e cujos ingredientes não revelava nem sob tortura.
 
Em poucos minutos adentram o quarto do menino e Amundê percebe que precisa agir com presteza. Manda que Engrácia busque água quente para jogar sobe as ervas que trouxe enquanto serve uma boa colherada do remédio ao garoto. Dentro de uma bacia coloca a água pedida e vai colocando as folhagens uma a uma enquanto reza em seu dialeto.
 
Ordena que desnudem a criança e carinhosamente a coloca dentro da bacia passando-lhe as ervas no pequeno corpo. Nesse instante a porta se abre e surge o Sinhô Aurélio acompanhado do padre da cidade. Tereza grita e corre até o marido desculpando-se. O padre dirige-se a ela com ferocidade: - Como entrega seu filho a um feiticeiro? - dirigindo-se ao marido - Diga adeus ao menino, após passar por essa sessão de bruxaria ele morrerá sem dúvida! Tereza corre até o filho e o cobre com um cobertor enquanto o marido ordena que o escravo seja levado imediatamente ao tronco onde o capataz aplicará o castigo merecido. - Engrácia, acorde todos os negros para que vejam o fim que darei ao assassino de meu filho! Todos reunidos no grande terreiro ouvem a ordem dada ao capataz: - Chibata até a morte!
 
E vocês - aponta todos os escravos - saibam que darei o mesmo fim a todos que ousarem chegar perto de minha família novamente. As chibatadas são dadas sem piedade, Amundê deixa escapar urros de dor entremeados com rezas o que somente aguça a maldade do capataz.

Lágrimas copiosas correm pelas faces de muitos escravos. Após duas horas de intensa agonia o negro entrega sua alma e seu corpo retesa-se no arroubo final, finalmente descansará. O silêncio do momento é cortado por um grito vindo da principal janela da casa grande: - Aurélio, pelo amor de Deus - é Tereza com o filho nos braços - o menino está curado, a febre cedeu e ele está brincando! Assim morreu Amundê conhecido em nossos terreiros como o velho Pai Francisco de Luanda. Sua benção, meu pai! Permita que jamais voltemos a ver algo tão perverso em nossa história.
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